<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6555487550404030298</id><updated>2011-08-01T15:25:55.355-03:00</updated><category term='vinte e dois'/><category term='Pris'/><category term='doze'/><category term='poemas'/><category term='trinta'/><category term='dezessete'/><category term='introdução'/><category term='nacht #5'/><category term='vinte e quatro'/><category term='onze'/><category term='boas-vindas'/><category term='vinte e nove'/><category term='nacht #1'/><category term='vinte e sete'/><category term='treze'/><category term='Vinte'/><category term='vinte e cinco'/><category term='três'/><category term='dezenove'/><category term='quatro'/><category term='dez'/><category term='nove'/><category term='cinco'/><category term='nacht'/><category term='dezesseis'/><category term='dois'/><category term='quinze'/><category term='um'/><category term='nacht #3'/><category term='vinte e três'/><category term='diversos'/><category term='nacht #2'/><category term='sete'/><category term='nacht #4'/><category term='oito'/><category term='trinta e um'/><category term='vinte e oito'/><category term='vinte e seis'/><category term='quatorze'/><category term='Nacht #6'/><category term='seis'/><category term='trinta e dois'/><category term='dezoito'/><category term='Vinte e Um'/><category term='crônica'/><title type='text'>Murmure De L'Âme</title><subtitle type='html'>Textos de autoria de Allan e Priscilla.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://murmure-delame.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Allan Cadarn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01793057454533756849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_AtvAAQe6Oys/SurI_hF6_XI/AAAAAAAAAEs/8JFWSf5cInA/S220/ac-altair8.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>45</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6555487550404030298.post-4446064111660297013</id><published>2010-08-12T21:09:00.003-03:00</published><updated>2010-08-12T21:13:19.981-03:00</updated><title type='text'>Nacht # 8: Drohungen</title><content type='html'>&lt;i&gt;Well people, depois de um boom tempo sem postar (foi mal, tô trabalhando muito, e sou um procrastinador, né Pris? xD), aqui vai mais um capítulo sensacional (modesto mode off)! Btw, Drohungen significa Ameaças. Apropriado? Vocês dizem! o/&lt;/i&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_Fez o trabalho de um vampiro, senhor Mikhail._disse Soren, enquanto subíamos ao escritório pelo elevador. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_Fiz o meu trabalho como o humano que sou, Soren._respondi, sorrindo._Mas creio que tenha sido fácil demais, não acha?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Soren assentiu, &lt;st1:personname productid="em sil￪ncio. Enfim" st="on"&gt;em silêncio.  Enfim&lt;/st1:personname&gt; chegamos à cobertura do prédio, onde ficava o escritório da diretoria. O vampiro abriu as portas de mogno e adentrou a grande sala envidraçada. De certa forma me sentia desconfortável ali dentro, porém seguimos o vampiro até uma escrivaninha, próxima às grandes janelas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_Obrigado pelo apoio na operação de hoje. Isso não passará em branco, de modo algum. Tenham certeza que farei o possível pra encontrar as respostas que vocês procuram, meus amigos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Tão logo Soren terminou a frase, os vidros da sala começaram a estilhaçar, e o som ensurdecedor de tiros ecoou pela sala. Atirei-me sobre Sophia, lançando-nos ao chão, enquanto o vampiro se abaixava, desviando por pouco das centenas de balas que zuniam por sobre nossas cabeças.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_Um helicóptero!_gritou Sophia, tentando se fazer ouvir. Em meio à confusão, vi Soren se arrastando em direção às janelas quebradas, sem imaginar o que ele planejava. Pouco tempo depois, os tiros cessaram, e ouvimos o helicóptero aumentar as rotações, para fugir. Nesse momento, Soren ergueu a mão em um gesto furioso e disse, com a voz tranqüila, apesar de seu rosto contorcido pela raiva:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_Mjollnir!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;E um clarão de luz, seguido por uma explosão, cobriram os céus de Copenhague. Sem compreender, e já ajudando Sophia a levantar-se, perguntei:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_O que foi isso, Soren?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Ao que Soren respondeu, com um cansaço aparente:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_Odeio covardes... Eu abati o helicóptero, Sophia. “Isso” foi Mjollnir, a habilidade inerente ao meu sangue imortal. O poder de causar uma tempestade, como o do deus Thor. Porém, usá-lo drena minhas forças de forma assombrosa...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Arrastou-se então para uma poltrona, e ali se atirou, exausto. Quase que imediatamente, o rádio em seu bolso tocou:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;“Lorde Soren, o senhor está bem? Eles vieram sabe-se lá de onde, e atacaram de surpresa, não pudemos fazer nada, e...”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_Façamos agora, então._disse o vampiro, pressionando um botão do rádio. Aparentemente, recuperara seu modo simpático e tranqüilo, porém autoritário. _Mandem retirar aquela sucata da rua, e trocarem as janelas. Quero uma segunda equipe para me apoiar, vamos contra-atacar imediatamente! &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;“Sim, senhor.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Sophia aproximou-se e perguntou, incrédula:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_Pretende sair para esse contra-ataque? Nessas condições?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_Não posso demonstrar fraqueza diante de adversidades menores, como essa. Além disso, devo mostrar aos nossos inimigos um exemplo de honra e coragem, em contraponto a covardia deles, ao atacar com armas de fogo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_O que quer dizer com isso, Soren?_perguntei, imaginando o que ele pretendia com aquilo. Afinal, aquilo era não mais do que uma guerra não declarada, entre duas corporações.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_Ao atacá-los de frente, mostro honra e respeito por meus inimigos. Olho em seus olhos, enquanto corto-os com minha lâmina. Dessa forma, conquisto aliados. Se fosse um covarde que detona bombas ou lança mísseis na sede inimiga, não seria melhor que eles._Soren demonstrava uma paixão reverente por suas crenças, e falava delas com força e convicção. De fato, eram ideias diferentes daquelas tidas como sensatas, e por isso mesmo, devia dar certo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_Espero contar com vocês nessa segunda operação, meus amigos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_Infelizmente, nossas férias estão chegando ao fim, Soren. Porém, assim que pudermos, voltaremos para prosseguir com a investigação._disse Sophia, sensata. Certamente, tínhamos que voltar a Academia Cross para o novo ano letivo, mas minha grande vontade era continuar a procura pelos fatos, e descobrir os motivos daqueles que desejavam a morte de minha noiva.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Soren assentiu, e concordou em nos manter informados de qualquer novidade. Antes de nos despedirmos, deixei um pequeno tubo de vidro com meu sangue, no caso de extrema necessidade. Instruí o jovem vampiro a lançar o “veneno” contra algum inimigo que o estivesse ameaçando. Por fim, dois dias após o incidente na cobertura do escritório, embarcamos em um voo direto para o Japão. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_Querido, não está sentindo um mal estar, um enjoo?_perguntou Sophia, durante o voo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_Não, Sophy. É um voo comum, não é? Não foi algo que comeu?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_É diferente... Uma sensação ruim, um aperto no peito. Me é familiar, de certa forma, mas ainda assim é... aterrador.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Acariciei seus cabelos e olhei-a nos olhos, preocupado. Aparentemente estava bem, porém um pouco apreensiva. Tentei acalmá-la, e por fim acabamos adormecendo por algumas horas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Ao chegarmos ao aeroporto de Tóquio, Sophia não mais comentava do ocorrido, e aparentemente não se lembrava da presença que sentira. Pensei que talvez fosse somente uma impressão ruim, ou um receio de haver outro algoz caçando-a, mas mantive-me vigilante por todo o tempo, até entrarmos pelos portões da grande e aconchegante escola. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Mesmo de volta ao nosso lar, e a vida corriqueira como professores, o mistério maior, o porquê de tantas ameaças, ainda permanecia longe de nossas mãos. Mas não por muito tempo.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6555487550404030298-4446064111660297013?l=murmure-delame.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://murmure-delame.blogspot.com/feeds/4446064111660297013/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2010/08/nacht-8-drohungen.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/4446064111660297013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/4446064111660297013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2010/08/nacht-8-drohungen.html' title='Nacht # 8: Drohungen'/><author><name>Allan Cadarn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01793057454533756849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_AtvAAQe6Oys/SurI_hF6_XI/AAAAAAAAAEs/8JFWSf5cInA/S220/ac-altair8.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6555487550404030298.post-2202132951241496617</id><published>2010-06-04T20:58:00.000-03:00</published><updated>2010-06-04T20:58:47.572-03:00</updated><title type='text'>Extra #1: Suspeitas</title><content type='html'>&lt;i&gt;Não era preguiça, era cansaço u.ú Ontem foi um dia e tanto... Mas, pra compensar... Surpresa! Um capítulo extra novinho, que se passa no intervalo de tempo entre o fim do incidente com Christian, na volta às aulas, e as férias onde começam os primeiros acontecimentos da saga da Sophy. Espero que apreciem! Boa leitura!&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Isso, querido. Agora de novo. Pode vir.&lt;br /&gt;  Mikhail avançou em minha direção, a espada em punho. Mirando meu pescoço, levantou a arma, desferindo um golpe veloz, o qual bloqueei com minha adaga. Em um movimento ágil e aproveitando-se de sua maior estatura, escorregou a lâmina da arma para frente de si mesmo e desferiu um novo golpe, desta vez com a ponta da espada, visando atravessar minhas costelas. Sentindo o perigo iminente, evadi para o lado, e foi então que, com fluidez, ele me surpreendeu pelas costas, me imobilizando e mirando a ponta da espada para o meu pescoço. Eu sorri.&lt;br /&gt;  - Você definitivamente melhorou muito, de uns meses pra cá.&lt;br /&gt; Ele riu, e soltou a arma, me abraçando.&lt;br /&gt;  - Eu precisava fazer alguma coisa, não? Decidi que te protegeria, e, para isso, precisava me tornar mais forte. Mais forte que um humano, ou mesmo um vampiro.&lt;br /&gt;  - E conseguiu. De cinco partidas, só venci uma. Sabe o que significa isso? Você ganhou 80% das vezes! E mal usando as técnicas do taijutsu.O que é você, Mikhail Kreuz?&lt;br /&gt;  Ele riu novamente, me virando de frente para ele e, tocando meu rosto, deu-me um beijo breve nos lábios.&lt;br /&gt;  - Quem sabe o noivo de certa vampira?&lt;br /&gt; Eu fiz cara de emburrada.&lt;br /&gt;  - O que é isso agora? Orgulho machista de querer ser mais forte que sua noiva?&lt;br /&gt;  Rimos os dois, e nos encaminhamos juntos ao banco de madeira onde deixamos nossas coisas, sob a sombra de uma árvore. Cada um tomou um pouco de água do cantil, e sentamos.&lt;br /&gt;  - Acho que já chega por hoje – ele disse, sorrindo, enquanto embainhava a espada.&lt;br /&gt;  - Tem razão. Estou cansada – suspirei, devolvendo minha adaga à sua própria bainha, e guardando-a dentro da bolsa que trouxera – E eu preciso de um banho.&lt;br /&gt;  - Então somos dois.&lt;br /&gt;  Concordamos em voltar para os dormitórios, mas a presença de alguém se aproximando me fez parar.&lt;br /&gt;  - Mika, rápido. Conversa casual.&lt;br /&gt;  Os passos se aproximando pelo gramado ficaram mais altos, enquanto eu e meu noivo fingíamos conversar sobre planejamentos das aulas.&lt;br /&gt;  - Sophia, Mikhail. Boa tarde. O que fazem aqui? Posso me juntar a vocês? – ela sorriu, enquanto eu balançava a cabeça, aquiescendo.&lt;br /&gt;  - Claro. Estávamos treinando um pouco juntos. Descobri que nosso colega está treinando esgrima e taijutsu, e em poucas semanas tornou-se um dos melhores alunos da cidade. Pensei que talvez pudesse conseguir algumas dicas, afinal, mulheres também precisam aprender a se defender, para o caso de alguma eventualidade. &lt;br /&gt;Ela sorriu amigavelmente, concordando comigo, e passamos os três a discutir diferentes técnicas e estilos de luta.&lt;br /&gt;  Era uma colega professora, vampira como eu. Normalmente entusiasmada, era inteligente e tinha um jeito alegre e cativante, conversando facilmente com todos os que se propunham a ouvi-la. Talvez fosse a professora mais simpática da Academia. Mas isso era tudo o que eu sabia.&lt;br /&gt;  Ela, no entanto, parecia desconfiada em relação a mim e Mikhail, desde a volta às aulas, após o encerramento do caso Kreuz. Esse interesse me foi logo percebido e, a partir dali, passei a prestar mais atenção no ambiente ao nosso redor, para manter nosso segredo. Até então, ela não havia visto de nossa parte um comportamento que confirmasse suas suspeitas. Mas elas não desvaneciam.&lt;br /&gt;  Agatha Katherine Mayflower... Naqueles dias, ela era o mais irrelevante dos meus problemas. Com o início dos novos atentados, acabei por esquecer desse detalhe, mas ela, por sua vez, possuía suas próprias conjecturas, e dispunha de tempo para confirmá-las. E o destino sempre recompensa os perseverantes...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6555487550404030298-2202132951241496617?l=murmure-delame.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://murmure-delame.blogspot.com/feeds/2202132951241496617/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2010/06/extra-1-suspeitas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/2202132951241496617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/2202132951241496617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2010/06/extra-1-suspeitas.html' title='Extra #1: Suspeitas'/><author><name>Pris</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08399235369260638749</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr4xfwgKW84/SsqOfVBhxSI/AAAAAAAAAAM/CbhPKDsFQ1k/S220/bibdsibv.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6555487550404030298.post-180350845188337266</id><published>2010-06-03T23:38:00.002-03:00</published><updated>2010-06-03T23:40:30.966-03:00</updated><title type='text'>Nacht #7: Familie</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:42.55pt"&gt;&lt;i&gt;Well, ó eu de novo aqui! =D&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:42.55pt"&gt;&lt;i&gt;A Pris ficou com preguiça, e pediu pra eu postar aqui o novo capítulo que ela escreveu! Ficou excepcional, como de costume ;)&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:42.55pt"&gt;&lt;i&gt;O título é bem fácil de entender, né não? Então, chega de papo, e bora pra ação! o/&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:42.55pt"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:42.55pt"&gt;Nosso grupo dispersou-se em todas as direções, ao redor do prédio. Eu atravessei a rua casualmente, me dirigindo a um pequeno restaurante ainda aberto, frente à construção que seria atacada. Em poucos minutos, três homens de terno atingiram a fachada do eficício. Um deles, observei de dentro do restaurante, tirou um celular de um dos bolsos das vestes, discando um número e falando brevemente, desligando &lt;st1:personname productid="em seguida. Em" st="on"&gt;em seguida. Em&lt;/st1:personname&gt; menos de cinco minutos, um carro preto, de película escura, parou também em frente ao prédio. Mais quatro homens, igualmente bem vestidos, sairam do automóvel, que partiu &lt;st1:personname productid="em seguida. Os" st="on"&gt;em seguida. Os&lt;/st1:personname&gt; sete homens, então, entraram pela porta de vidro escuro do edifício.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:42.55pt"&gt;Deixei na mesa onde estava o dinheiro pelo café que havia pedido, e corri novamente até o outro lado da rua, onde o grupo novamente se decidia. Acertamos que apenas quatro de nós entrariam, enquanto ou demais ficariam na tocaia, para o caso de algo dar errado, e para não chamar a atenção dos escassos pedestres. O grupo, então, seria composto por mim, Mikhail, Stephan e Richard.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:42.55pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;- Muito bem. Exceto por Lord Soren, somos quatro contra sete - falou Stephan, os olhos presos à porta, ao certo detectando os movimentos lá dentro - Acabaram de render a recepcionista. É nossa vez. Vamos!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:42.55pt"&gt;Com discrição, sacamos nossas armas, e irrompemos pela porta do prédio.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:42.55pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;- Ora, ora... Se não são os ratinhos do Soren - falou um dos invasores, com um sorriso sarcástico. Segurava uma humana pelos cabelos, a recepcionista, apontando uma arma para sua cabeça - Tentem nos impedir, e a moça morre.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:42.55pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Eu analisei cada um dos invasores. Todos vampiros. Os demais apontavam suas armas para nós. Stephan riu.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:42.55pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;- Acha mesmo que seríamos ingênuos assim? - olhou para a moça, sorrindo - Natalie... Acessório dois, procedimento número cinco.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:42.55pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;A moça sorriu também. Agilmente, bateu o salto fino do sapato no chão, revelando uma lâmina, e, com um chute alto, acertou o rosto do vampiro que a prendia, que soltou um grunhido de dor e surpresa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:42.55pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;- Sua desgra... - e, antes que pudesse terminar a sentença, Richard acertou-lhe um tiro na cabeça.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:42.55pt"&gt;- Muito bom, Richard - exclamou Stephan - Agora, separar!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:42.55pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Obedecendo ao comando de Stephan e aproveitando a distração criada por Natalie, agora escondida, avançamos em direção aos outros vampiros. Com minha adaga, saltei em direção a um dos inimigos, que sacou a espada de lâmina curta, defendendo meu golpe. Ele olhou em meus olhos, e sorriu maldosamente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:42.55pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;- A bela senhorita Von Klaus... Que surpresa! A que devo a honra deste encontro?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:42.55pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Então ele sabia de alguma coisa! Desferindo um novo golpe, visando suas costelas, falei, em tom frio:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:42.55pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;- Quem é o líder de vocês? Onde ele está? Responda!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:42.55pt"&gt;Esquivando do meu golpe, ele riu.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:42.55pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;- Não fique bravinha assim. Mesmo que me implore, é inútil. Não direi nada do que quer ouvir. Aliás... Acho que o chefe ficará satisfeito se eu levar, de brinde, essa sua graciosa cabeça! Terá o mesmo destino de sua linda família!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:42.55pt"&gt;Com um movimento rápido, ele mirou minha jugular. Bloqueei a investida, e então, aborrecida, estendi minha mão até seu pescoço, segurando com força. Assustado, ele não conseguiu reagir.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:42.55pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;- Neste caso, você não é mais útil para mim. Morra...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:42.55pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;E então, suguei-lhe a força&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;vital pelos dedos, até que seu corpo, suas células, se tornassem frágeis, e todo o seu movimento cessasse. Morrer assim, para os vampiros, era como morrer de velhice, para os humanos. A energia do ser se extinguia, até restar apenas um corpo ressequido, frágil, inerte. Olhei com desprezo para o que restou de meu oponente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:42.55pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;- Seu chefe deveria ter avisado sobre as técnicas dos Von Klaus. É isso o que merece, por ter insultado a minha família.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:42.55pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:42.55pt"&gt;Com a minha raiva atenuada, voltei-me para a batalha. Mikhail ajudava Richard a livrar-se de seu adversário, e, feito o trabalho, correu até mim, olhando o corpo sem vida ao meu lado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:42.55pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;- Tudo bem, querida? - ele me olhou, meio preocupado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:42.55pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;- Sim... Apenas me excedi um pouco. Ele desonrou a memória dos meus parentes, e isso me irrita.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:42.55pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;- Claro...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:42.55pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Stephan acabara de derrotar seu adversário, quando um outro vampiro o imobilizou, a arma apontada para seu peito.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:42.55pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;- Agora estão recorrendo a humanos? Que sociedade mais decadente, a de vocês! Desistam!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:42.55pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;- Solte ele - ordenou Mikhail, com os olhos fixos no inimigo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:42.55pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;- Acha que pode mandar em mim,&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;humano? O que vai fazer? Avançar com essa espadinha?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:42.55pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Meu noivo sorriu.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:42.55pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;- Não. Tenho uma arma ainda melhor, pra você.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:42.55pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;E dito isso, tirou de um dos bolsos internos de seu sobretudo um pequeno estojo prateado, com senbon novinhas. Pegou uma delas, e guardou novamente o estojo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:42.55pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;- Vai usar isso aí? Patético! Um espetinho não pode me ferir.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:42.55pt"&gt;- Não mesmo...? - alargando o sorriso, Mikhail arranhou o próprio antebraço com a agulha, embebendo-a em seu sangue - Vejamos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:42.55pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Com habilidade, atirou o objeto, acertando a garganta do vampiro que, rindo, retirou de si o objeto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:42.55pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;- Viu só? Eu falei que...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:42.55pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Mas a fala dele foi interrompida. Sua pele, no lugar onde entrara a agulha, começou a ser corroída, e o alvo, urrando de dor, foi ao chão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:42.55pt"&gt;- O que você fez...? Humano... Maldito!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:42.55pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Meu noivo sorriu, irônico.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:42.55pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;- Literalmente...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:42.55pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Em pouco tempo, o vampiro agonizante parou de se mexer.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:42.55pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;- Obrigado, garoto. Acho que já provou seu valor - disse Stephan, apertando-lhe as mãos, e dando-lhe um beijo na face - Bem-vindo à Vildfarne.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:42.55pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;- Obrigado. Mas não agradeça, ainda falta um.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:42.55pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;No mesmo momento, o adversário restante, apavorado, saltou de seu esconderijo, em direção às escadas, e subindo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:42.55pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;- Segurem-no! Ele vai...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:42.55pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Mas Stephan não precisou completar a sentença. Em segundos o vampiro foi conduzidode volta, escada abaixo, com Soren bem atrás, apontando a espada para seu pescoço.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:42.55pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;- Acho que esse é o fim. Bom trabalho, a todos. E quanto a este aqui, receio não ter outra escolha... - e com um movimento, atravessou o corpo do vampiro com a espada, fazendo-o cair, morto - Assim é a Grádig. Mas juntos, somos mais fortes que eles, e vamos livrar o mundo do câncer que é essa organização.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:42.55pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;E eu assenti, confiante de que, com essa ajuda, finalmente eliminaria os algozes de meus parentes.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6555487550404030298-180350845188337266?l=murmure-delame.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://murmure-delame.blogspot.com/feeds/180350845188337266/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2010/06/nacht-7-familie.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/180350845188337266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/180350845188337266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2010/06/nacht-7-familie.html' title='Nacht #7: Familie'/><author><name>Allan Cadarn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01793057454533756849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_AtvAAQe6Oys/SurI_hF6_XI/AAAAAAAAAEs/8JFWSf5cInA/S220/ac-altair8.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6555487550404030298.post-3974517085253691689</id><published>2010-05-30T20:57:00.004-03:00</published><updated>2010-05-30T21:19:34.497-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nacht #6'/><title type='text'>Nacht #6: Vertrauen</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;  &lt;/span&gt;Boa noite, galere, como estão? Espero que ansiosos por esse capítulo! xD Desculpem a demora em postar, mas é que tenho tido uns problemas em casa... nada grave! Enfim, espero que curtam essa Nacht, que por acaso significa "Confiança". Até a próxima!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Fiz uma leve reverência para os presentes,&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;nos aproximamos e sentamos à mesa, com todos os vampiros com os olhos em nós dois. Apoiei os cotovelos sobre a mesa, e juntei as mãos à frente da face. Enfim, iniciei:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;_Boa noite, senhores. Meu nome é Mikhail, e é um prazer estar aqui em sua presença. Espero que possamos lidar com a situação atual, de forma que possamos beneficiar ambos os lados._ao que um dos vampiros, grisalho e de aparência frágil, respondeu:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;_E quais seriam os seus interesses, garoto?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;_Queremos descobrir quem é Viikate, queremos respostas dessas pessoas que estão caçando minha noiva. E bem, se eles têm interesses destrutivos para com ela, melhor ainda se eu puder me livrar deles de uma vez. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;_Este é o ponto em que nossos interesses convergem, Alex!_completou Soren, com um largo sorriso, dirigido ao velho vampiro._Inimigos de nossos inimigos são nossos amigos, e por conta disso, devem ser somados aos nossos números atuais. Dessa forma, poderemos esmagar a Grádig e seus negócios sujos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Soren realmente tinha o poder da retórica. Seu breve discurso despertou aquele pequeno grupo de homens, que imediatamente pararam de contestar, e decidiram ouvir o que aquele jovem tinha para dizer. Percebendo a deixa, Soren prosseguiu com a reunião que tinha planejado:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;_Mikhail e Sophia, vou explicar como as organizações funcionam aqui na cidade. Há muitos anos atrás, nasceu o conglomerado Grádig, primeira grande empresa liderada por um vampiro. Criada por simples tédio, ela tornou-se a economia mais sólida da capital. Porém, em seus braços mais obscuros, tornou-se um antro de foras-da-lei, manipuladores e corruptos. Este foi o maior motivo da criação da Vildfarne, como uma dissidência ao crescimento de uma empresa que decaiu para um mundo mais lucrativo, mas nem um pouco lícito.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;_Além destes dois poderes vampirescos, ainda há as pequenas gangues, que agem por conta própria, causando uma grande desordem. Normalmente formada por vampiros decaídos, que ainda atacam humanos._Alexander, o vampiro idoso que acompanhava Soren, prosseguiu com a explicação._As outras duas facções a serem discutidas são o Conselho de Anciões, que finge não ver nada, e que suspeitamos que tenha envolvimento com os nossos estimados rivais, e por último e menos importante, os Hunters. Não os ferimos, nem eles nos ferem. Eles simplesmente limpam as ruas das gangues, para proteger os outros humanos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;_E o governo? Não coíbe as atividades ilegais da Grádig? Não investigam?_perguntei, atônito com a quantidade de vampiros espalhados pela capital. Deduzi que isso era explicado pelas noites, tão mais longas que os dias, na região. Alexander tentou conter o riso, em vão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;_Suas organizações estão alheias a tudo isso, humano. Facilmente manipuláveis e corruptíveis. Eles cuidam de ladrões de banco, batedores de carteira, e os humanos envolvidos nos empreendimentos criminosos da Grádig, mesmo sem saber. Eles simplesmente fazem o serviço, e recebem o pagamento. Não perguntam, não questionam, e não fazem idéia de quem estão lidando.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Olhei para Sophia, que retribuiu meu olhar, igualmente pasma com tamanha organização e manipulação por parte daqueles grupos independentes de vampiros. Estava pensando em como fazer para passar por tantos percalços em direção às respostas que queríamos, quando ouvimos uma nova voz, entre os membros da Vildfarne:&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;_Evidentemente Soren deve ter bons motivos para querer trazê-los para o nosso lado, porém creio que ainda não tenha percebido que está lidando com um poder muito acima da sua alçada, humano.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;_Eu acredito que Soren não tenha explicado direito, mas meu noivo é tão capaz de lidar com vampiros quanto eu, ou você._disse Sophia, tranquilamente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;_Bem, isso ele vai ter que demonstrar. Vamos sair, fazer um pequeno teste! _respondeu o rapaz, altivo e severo, levantando-se de sua cadeira. Soren levantou-se com ele, e tentou persuadi-lo a evitar conflitos:&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;_Por favor, Stephan! Sejamos razoáveis, isso não é necessário...&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Mas eu assenti, com um sorriso. Não seria desafiado por um vampiro qualquer e me manter passivo àquilo. De qualquer maneira, me sentia tentado a ver o tipo de poder que a Viikate possuía, e se era realmente possível combatê-los. Respondi, fixando o olhar em Stephan.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;_Por mim tudo bem, só preciso que me mostre aonde ir, e o que fazer.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;/span&gt; Saímos da sala de reunião, deixando pra trás os outros membros do grupo. Na rua, um carro e algumas motos já nos esperavam. Sophia, Soren, Stephan e eu entramos no carro, acompanhados pelo motorista. Em seguida, outros dois vampiros subiram nas motos. Iriam juntos de nós, no que quer que fossemos fazer. Stephan, no banco da frente, disse:&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;_Um contato disse que hoje uma divisão da Viikate seria mandada para atacar um escritório nosso, então preparamos nossas defesas. Se é tão bom nisso, humano, então ajude a defender o local.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Tirei a espada das costas, mantendo o semblante tranqüilo, enquanto o motorista e as motos rasgavam as ruas e avenidas rapidamente. Sophia segurava meu braço, ao meu lado, enquanto Soren lia um livro, o olhar baixo. Falou, com a voz baixa:&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;_Não precisa fazer isso, Mikhail. Temos soldados suficientes para deter uma ameaça como essa.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Mas eu tinha sido desafiado, e estava criando certo orgulho. Além disso, era uma forma de adquirir a confiança daqueles que pareciam ser os aliados mais fortes que tínhamos. O carro parou, abruptamente. Havíamos chegado ao local marcado. Aproximadamente 10 vampiros conversavam próximos a um poste, em uma esquina. Seguimos até eles.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;_Lorde Soren, que honra ter o senhor aqui. Porém, deveria se afastar. Eles se aproximam com rapidez. _disse um dos vampiros, olhando de relance pra mim e minha noiva.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;_Eu já sinto o cheiro deles de longe, Richard. Não se preocupe. Estes são Mikhail e Sophia, eles vão auxiliar na operação. Espalhem-se! Stephan, entre em contato com o pessoal na torre. Diga a eles que eu estou subindo, para dar apoio. _Soren falava de forma autoritária, porém com calma e tranqüilidade. Seus homens se espalharam pela rua, ao redor do grande prédio para o qual se dirigia agora. Enquanto isso, eu me encostei-me ao poste onde antes estava o pequeno grupo, e esperei, com Sophia.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;_Devemos mesmo fazer isso? Não queria me envolver tanto, querido. _Sophia sussurrava, olhando ao redor. A neve caía fina e não estava tão frio, porém não se via qualquer movimento nas ruas. Respirei fundo e disse, mantendo minha espada a postos, porém escondida de olhares alheios:&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;_Bem, é nossa melhor chance, meu Amor... De que outra forma poderíamos encontrar os líderes da Viikate, os homens que te querem morta? Aliando-nos a Vildfarne, teremos uma chance, e vamos encontrar as respostas que queremos, está bem?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Sophia assentiu, me abraçando com força.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;_Obrigada, Mika.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;_Ahem, Sophy... Prepare-se. _sussurrei em seu ouvido, quando vi inúmeros vultos aproximando-se pela rua. Sorri, beijando a testa de minha noiva. Íamos lutar.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6555487550404030298-3974517085253691689?l=murmure-delame.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://murmure-delame.blogspot.com/feeds/3974517085253691689/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2010/05/nacht-6-vertrauen.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/3974517085253691689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/3974517085253691689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2010/05/nacht-6-vertrauen.html' title='Nacht #6: Vertrauen'/><author><name>Allan Cadarn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01793057454533756849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_AtvAAQe6Oys/SurI_hF6_XI/AAAAAAAAAEs/8JFWSf5cInA/S220/ac-altair8.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6555487550404030298.post-7983602369744920138</id><published>2010-05-22T22:42:00.000-03:00</published><updated>2010-05-22T22:48:14.907-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nacht #5'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><title type='text'>Nacht #5: Versammlung</title><content type='html'>E aí, pessoas? Muito bem, esta que vos fala finalmente criou coragem para postar o capítulo 5, apesar de tê-lo terminado de escrever no início da semana. É que... sei lá. Deu preguiça de digitar (lol?), mas hoje criei coragem (e vergonha na cara) pra publicar. Espero que seja do agrado de vocês :3 O título de hoje significa "reunião". Boa leitura =)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Eu olhava fixamente para o cartaz com minha foto, enquanto meu noivo conversava com Nikolai e seu jovem amigo, na ponta mais afastada da grande mesa. A menina vampira e irrompera pela sala com o rapaz sentou-se junto a mim, segurando sua boneca, e me olhou, séria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - A senhora é famosa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sorri, e acariciei seus cabelos cor de avelã.&lt;br /&gt; - Não, não sou.&lt;br /&gt; - Então, por que o Soren tem uma foto sua?&lt;br /&gt; - Bom, porque... Somos amigos - eu sorri, meio sem graça. Não gostava de mentir, mas era necessário.&lt;br /&gt; - Ah! Sim! - ela sorriu, contente. Depois, apontou para Mikhail - E aquele, quem é?&lt;br /&gt; - O meu noivo.&lt;br /&gt; - Um humano? Vai casar com um humano? - Lene me olhou com curiosidade e admiração infantis.&lt;br /&gt; - Sim - sorri pra ela - Porque o que importa de verdade é se existe amor, e não o que cada um de nós nasceu sendo.&lt;br /&gt;A menina deu um sorriso largo, e me mostrou a boneca.&lt;br /&gt; - Ganhei da minha amiga Clair, no aniversário. Clair é humana também. Papai diz que o mundo seria um lugar melhor, se todos pudessem ser amigos.&lt;br /&gt; - Ele está certo.&lt;br /&gt;Ela balançou a cabeça afirmativamente, e se levantou, correndo pra fora da sala. Parou na porta, e virou para mim novamente.&lt;br /&gt; - Boa sorte, moça! Tomara que ache quem quer achar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela saiu correndo, e eu sorri comigo mesma. Parecia que, apesar de ser uma família de mercenários, tinham seu próprio código de honra. Viemos ao lugar certo, afinal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Querida - a voz de Mikhail despertou-me de meu devaneio - Está tudo certo. Amanhã conheceremos o resto da Vildfarne. Johanson convocará uma reunião, e nos apresentará aos demais.&lt;br /&gt; - Vamos unir forças - falou o rapaz, seus olhos azuis me fitando com uma expressão serena - Será uma aliança vantajosa para ambos os lados.&lt;br /&gt; - Estejam aqui amanhã, meia noite e meia - falou Nikolai, levantando de sua cadeira - E um conselho... - a expressão dele ficou sombria - Tomem cuidado. As informações nessa cidade correm muito rapidamente.&lt;br /&gt;Mikhail passou o braço sobre meus ombros, olhando-o com seriedade.&lt;br /&gt; - Obrigado. Seremos cuidadosos.&lt;br /&gt;A expressão do velho vampiro se descontraiu, e ele sorriu.&lt;br /&gt; - Sim, serão. E a propósito, minha jovem - ele me olhou com os olhos brilhando - Escolheu um homem de valor, humano ou não.&lt;br /&gt; - Eu sei - respondi, com um sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Que impressão teve deles ontem? Acha que estão falando a verdade?&lt;br /&gt; - Não acredito que estejam mentindo, Sophy. Eles me pareceram bem honestos, apesar do trabalho que executam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Eu suspirei, e tomei um gole do meu chocolate quente. O céu escuro anunciava mais neve, apesar de ser cedo da noite. Ainda faltava quase 3 horas para o encontro, e, enquanto isso, eu e meu noivo apenas conversávamos no espaço comum do hotel, os preparativos feitos desde cedo.&lt;br /&gt; - É, vamos esperar pra ver...&lt;br /&gt; Passamos mais alguns minutos conversando amenidades, e depois nos retiramos para descansar um pouco até o encontro. Duas horas depois, saíamos pela porta do hotel, pegando o carro e rumando ao bar dos vampiros. &lt;br /&gt;Com uma leve expressão de desagrado, o segurança nos deixou passar. O lugar estava vazio, exceto por um concentrado e pensativo Nikolai. Ele sorriu, ao nos ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Bem-vindos jovens. Por favor, venham comigo até a sala. Estão todos esperando ansiosos...&lt;br /&gt; Seguimos com ele até a sala. Ele abriu a porta, e então, à meia luz, divisei várias silhuetas sentadas ao redor da mesa enorme. Eram homens sérios, de expressão fria. Doze deles. Seus olhos voltaram-se para mim, e alguns sorriram de modo sombrio.&lt;br /&gt; - Senhores... - começou Soren, que se levantara de seu lugar na ponta da mesa para nos receber, um sorriso sereno nos lábios - Apresento-lhes Mikhail Kreuz, e sua noiva, a amável senhorita Sophia Von Klaus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6555487550404030298-7983602369744920138?l=murmure-delame.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://murmure-delame.blogspot.com/feeds/7983602369744920138/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2010/05/nacht-5-versammlung.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/7983602369744920138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/7983602369744920138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2010/05/nacht-5-versammlung.html' title='Nacht #5: Versammlung'/><author><name>Pris</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08399235369260638749</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr4xfwgKW84/SsqOfVBhxSI/AAAAAAAAAAM/CbhPKDsFQ1k/S220/bibdsibv.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6555487550404030298.post-1171305169626480583</id><published>2010-05-12T17:06:00.004-03:00</published><updated>2010-05-22T22:47:53.160-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nacht #4'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><title type='text'>Nacht #4: Begleiter</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;E aí, galera! Mais um capítulo para vocês, que este ser que vos fala esqueceu de publicar! Enfim, leiam e divirtam-se! (btw, o título significa "Companheiros". Spoiler! =O)&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;_Todos são vampiros, não são?_perguntei a Sophia, enquanto caminhávamos em direção à entrada do movimentado café.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;_Provavelmente. Não consigo perceber a presença de nenhum humano, ou outras criaturas. Acho melhor eu entrar lá sozinha, querido.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;_De jeito nenhum, Sophy! Vamos primeiro tentar outros meios..._e me encaminhei ao enorme segurança que guardava a entrada. Obviamente, tive a passagem impedida.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;_Desculpe senhor, mas este é um bar VIP. Peço que se afaste._ao que minha noiva disse:&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;_Ele está comigo, nem assim podemos entrar?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;O vampiro olhou-a por algum tempo, &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;_Regras da casa, madame. Pessoas como seu acompanhante não são bem vindas.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Retirei o capuz, revelando o punho de minha espada ao vampiro e disse, com a voz reduzida a um sussurro:&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;_Eu sei me defender, vampiro. Não se preocupe, só viemos fazer umas perguntas, e não causaremos tumulto. Além do mais, eu tenho sangue ruim._e um esgar sombrio passou por minha face.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Incrédulo, o enorme segurança apenas continuou a me encarar, revelando levemente as presas, em um meio rosnado.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;_Tudo bem, humano. Mas por sua conta e risco._e liberou nossa passagem.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Assenti com a cabeça, entrando no ambiente. Alguns rostos se voltaram para mim e Sophia, mas a maioria dos presentes continuou com suas conversas, mal notando minha presença. Tive o cuidado de esconder novamente o punho da espada, e, de mãos dadas com minha noiva, seguimos ao balcão. O balconista se aproximou, surpreso com minha coragem (ou minha loucura). &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;_Boa noite, sejam bem vindos, turistas! Em que posso servir vocês?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;_Uma dose de uísque, por favor._pedi, sentando-me em um dos bancos de madeira, no centro do balcão._e quanto a você, querida?_perguntei, virando-me para Sophia.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;_Eu vou querer o mesmo, senhor.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;O garçom assentiu, e trouxe dois copos largos, cheios até a metade com um uísque de aroma forte, e igualmente forte ao paladar. Vimos que o balconista continuava próximo, provavelmente curioso para qualquer coisa que um humano tivesse naquele ambiente. Tossi, e então perguntei-lhe diretamente:&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;_Ei amigo, por favor, nós queríamos fazer algumas perguntas. Será que pode nos ajudar?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;O balconista assentiu, e aproximou-se mais do balcão, com um largo sorriso.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;_Claro, o que precisam saber?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Sophia tirou do bolso o símbolo da foice negra, colocando-o sobre o balcão. Perguntou em voz baixa:&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;_O que pode nos dizer sobre isso, senhor? Acredito que possa ter informações sobre isso, e ficaríamos muito felizes se pudesse nos auxiliar.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;O velho balconista coçou a barba, olhando para o símbolo com aparente dúvida. Ergueu uma sobrancelha, e então disse, sem olhar para nós:&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;_Desculpem, não posso ajudá-los, garotos. Nunca vi nada assim antes.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Sussurrei, os olhos perfurando o balconista:&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;_Viikate. Não significa nada para você?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Ao engolir em seco, o vampiro entregou seu conhecimento. Olhei para Sophia, que assentiu. Antes que pudéssemos falar qualquer outra coisa, o velho disse:&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;_Me acompanhem, senhores._e já foi seguindo ao final do balcão, onde havia uma pequena porta. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Dei de ombros, e largando os copos no balcão, seguimos o vampiro pela porta dos fundos, atentos a qualquer emboscada. Porém, o balconista apenas nos levou a uma sala vazia, nos fundos do bar. Sentamo-nos em volta de uma mesa, e então o velho começou a dizer:&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;_Primeiramente, deixe me apresentar. Meu nome é Nikolai. Agora me digam, como dois estrangeiros, sendo um deles um humano, ficaram sabendo da Viikate?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Sophia, com um sorriso nos lábios, relatou ao homem sobre o ataque que sofrera, e sobre a morte de seus pais, deixando de lado certos fatos que talvez comprometessem a investigação. Por fim, perguntou:&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;_Então senhor Nikolai, do que se trata a Viikate, afinal?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;_Bem, a Viikate é um dos braços da organização mafiosa &lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="mso-bidi-;font-family:Arial;"&gt;Grådig&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Digamos que são aqueles que “sujam as mãos” dentro da organização. São os &lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="mso-bidi-;font-family:Arial;"&gt;høstfolkene, os&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; Ceifadores.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;_Grupo de extermínio._falei, imaginando o envolvimento de minha noiva nos negócios da máfia, quando ouvimos alguém bater na porta.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;_&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="mso-bidi-;font-family:Arial;"&gt;Far?_disse uma suave voz feminina do lado de fora.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="mso-bidi-;font-family:Arial;"&gt;_Sim filha, estou aqui, mas estou ocupado._Nikolai falou em voz alta, e nos lançou um olhar, nervoso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="mso-bidi-;font-family:Arial;"&gt;_Posso entrar?_a menina perguntou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="mso-bidi-;font-family:Arial;"&gt;Eu e Sophy nos entreolhamos, assentindo &lt;st1:personname productid="em seguida. Nikolai" st="on"&gt;em seguida. Nikolai&lt;/st1:personname&gt; deu então a ordem para que entrasse, porém logo atrás dela um vampiro de aspecto jovial adentrou na pequena sala, dizendo:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="mso-bidi-;font-family:Arial;"&gt;_Desculpe, Nikolai. Vi que veio para cá com o humano e essa garota, e fiquei intrigado. Pedi então para a pequena Lene me acompanhar até aqui. Podem me explicar o que fazem aqui, estrangeiros?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="mso-bidi-;font-family:Arial;"&gt;_Eles queriam informações sobre a Viikate, Soren._Nikolai falou tranquilamente, ao que os olhos questionadores da garota e do jovem vampiro se voltaram para nós. Sophia se adiantou:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="mso-bidi-;font-family:Arial;"&gt;_Desculpe, Soren. Meu nome é Sophia, e fui atacada em minha casa, na Alemanha, por homens contratados por essa tal Viikate. Investigando, acabamos vindo parar aqui. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="mso-bidi-;font-family:Arial;"&gt;Soren abriu um sorriso simpático, e tirando um folheto do bolso, disse:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="mso-bidi-;font-family:Arial;"&gt;_Eu imagino o que uma garota como você fez para ser caçada pela Viikate. Aliás, a recompensa por você não é das piores.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="mso-bidi-;font-family:Arial;"&gt;Entregou-nos o folheto, onde havia um retrato de Sophia e uma grande quantia sendo oferecida por pistas de seu paradeiro. Minha noiva parecia atônita, enquanto eu tirava o sobretudo rapidamente, e segurava o cabo de minha espada, pronto para atacar qualquer um daqueles vampiros. Soren continuou sorrindo, e fez um gesto para me acalmar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="mso-bidi-;font-family:Arial;"&gt;_Não se preocupem, vocês dois. Vieram ao lugar certo. Aqui, ninguém compactua com a... Concorrência.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="mso-bidi-;font-family:Arial;"&gt;Ao ver a expressão de perplexidade em nossos rostos, Soren completou:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="mso-bidi-;font-family:Arial;"&gt;_Sou Soren Johanson, líder dos Vildfarne, e principal rival do grupo Grådig. Será um prazer trabalhar com vocês, kammerater.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6555487550404030298-1171305169626480583?l=murmure-delame.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://murmure-delame.blogspot.com/feeds/1171305169626480583/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2010/05/nacht-4-begleiter.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/1171305169626480583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/1171305169626480583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2010/05/nacht-4-begleiter.html' title='Nacht #4: Begleiter'/><author><name>Allan Cadarn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01793057454533756849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_AtvAAQe6Oys/SurI_hF6_XI/AAAAAAAAAEs/8JFWSf5cInA/S220/ac-altair8.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6555487550404030298.post-1401318196507314736</id><published>2010-04-20T20:36:00.000-03:00</published><updated>2010-05-22T22:47:41.803-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nacht #3'/><title type='text'>Nacht #3: Die Suche</title><content type='html'>E aí, pessoas? Capítulo novinho, escrito hoje mesmo! Espero que seja do agrado de vossa senhoria =P O título de hoje? "A Busca". Divirtam-se!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Dinamarca era um lugar frio. Especialmente naquela época do ano. Apesar de estar localizada logo abaixo da Península da Escandinávia e, por isso, ter o benefício da aquecida corrente marítima do Golfo no inverno, as temperaturas não saíam da parte negativa do termômetro. Bem agasalhados, os cidadãos de Copenhage pisavam a neve das calçadas, no centro, fazendo compras e se reunindo em cafés aquecidos e apinhados de gente. Um inverno típico. Mas não para mim.&lt;br /&gt; No dia seguinte ao atentado à casa de meu pai, já havíamos partido, chegando pouco depois do meio dia. Não havia tempo a perder – afinal, as férias de inverno acabariam em pouco mais de uma semana, e teríamos de voltar às aulas.&lt;br /&gt; Estabelecemo-nos em um hotel num bairro calmo e tradicional da cidade, próximo ao centro. Não havia, no entanto, muitas pistas a seguir, e as que tínhamos eram muito vagas, e talvez não nos levassem a lugar nenhum. O próprio assassino mandado até nós deu informações que sabíamos estarem erradas (como o fato de eu ser uma vampira perigosa e exilada na Alemanha), o que mostrava que fora manipulado com informações falsas. Ele sequer sabia que seria uma missão suicida, pois tentaria invadir a casa de um dos Hunters mais famosos do país.&lt;br /&gt; Então, por onde começar? Eu e Mikhail decidimos descansar no hotel, e esperar até a noite para agir. Faríamos primeiro uma busca menos específica, para encontrar os meus semelhantes dinamarqueses. Falando com eles e com um pouco de sorte, poderíamos conseguir pistas do local onde aqueles vampiros foram contratados, e quem fez isso.&lt;br /&gt; Finalmente, às 22 horas, começamos nossos preparativos. Pegamos nossas armas, escondendo-as por baixo de nossos sobretudos, e fomos para a rua fria, onde começavam a cair alguns flocos finos de neve. Eu sorri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Parece um dia perfeito para achar vampiros.&lt;br /&gt; - Mesmo? – Mikhail sorriu também, abrindo para mim a porta do carro que havíamos alugado para nossa estadia em Copenhage – Por que acha isso?&lt;br /&gt; - Porque se parece muito... Com o dia em que meus pais morreram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu noivo beijou-me a testa, me abraçando forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Nós vamos encontrar quem fez isso. Eu prometo, Sophy.&lt;br /&gt; - Sim... Nós iremos encontrá-los. Obrigada, querido. Mas agora... Vamos à caça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele balançou a cabeça positivamente, e fechou a porta, quando entrei no carro. Nossa noite estava apenas começando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                             &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Direita, na próxima rua. Uhum. Agora... Direita naquele sinal ali, e depois, esquerda. Estamos perto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mikhail seguia minhas instruções com precisão, guiando o carro, enquanto eu, de olhos fechados, nos levava para uma região no subúrbio da cidade, uma área pouco movimentada, ainda que houvesse casas e pequenos cafés e restaurantes abertos. Eu indicava o caminho sentindo a aura dos demais vampiros, uma habilidade que já me fora útil diversas vezes, e era característica dos clãs de vampiros que têm por elemento o espírito. Somos capazes de sentir a força da existência de qualquer ser. Não importa o que ele seja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Pode parar. Chegamos. Sinto muitos deles logo ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mikhail estacionou o carro ao lado da calçada, que já acumulava nova camada de neve, mesmo após a limpeza feita pelo serviço municipal das ruas, no fim da tarde. Descemos do carro. Meu noivo olhou fixamente para um beco, enquanto vinha para perto de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Ali.&lt;br /&gt; - Sim, ali. Vamos?&lt;br /&gt; - Vamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele segurou-me pela mão, e entramos pelo beco estreito. Logo o espaço se abriu, em uma espécie de praça. E lá, do outro lado da praça, brilhavam as luzes amenas de um café movimentado. Um café cheio de vampiros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6555487550404030298-1401318196507314736?l=murmure-delame.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://murmure-delame.blogspot.com/feeds/1401318196507314736/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2010/04/nacht-3-die-suche.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/1401318196507314736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/1401318196507314736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2010/04/nacht-3-die-suche.html' title='Nacht #3: Die Suche'/><author><name>Pris</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08399235369260638749</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr4xfwgKW84/SsqOfVBhxSI/AAAAAAAAAAM/CbhPKDsFQ1k/S220/bibdsibv.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6555487550404030298.post-7685186329277024968</id><published>2010-04-20T18:11:00.005-03:00</published><updated>2010-05-22T22:47:26.599-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nacht #2'/><title type='text'>Nacht #2: Verlegung</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; font-family: georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=";font-size:100%;" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;Ei galère, como estão? De volta para mais uma empreitada, agora com a Pris à frente do projeto (afinal, é a história da personagem dela ;D). De qualquer forma, não me perguntem o que esperar daqui pra frente, porque nem eu sei o que pode rolar nessa história! =O&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; font-family: georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=";font-size:100%;" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;Enfim, apreciem o primeiro capítulo do Mika nessa nova fase. O título quer dizer: "Mudança". Por que? Leiam! ;-)&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; font-family: georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; font-family: georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;_Fique para trás querida, eu cuido disso._eu falei, me colocando à frente de Sophia. Das sombras a nossa volta foram brotando vampiros, nos cercando lentamente, seus largos sorrisos deixavam à mostra os longos caninos. Eu sentia no ar o cheiro deles, a vibração de sua energia tenebrosa tentava inebriar meus sentidos. Dei um passo a frente, mesmo desarmado. Era meu dever proteger minha noiva a qualquer custo, e isso se tornara mais fácil com o tempo. Havia me acostumado a enfrentar vampiros, e havia treinado para momentos assim.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; font-family: georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Puxei a luva que cobria minha mão esquerda, ajustando-a melhor. Eles pouco a pouco se aproximavam, fechando cada vez mais o cerco. Senti uma massa de ar se movendo a minha direita, e sem pestanejar, atingi em cheio o oponente, durante sua investida precipitada. Ao derrubá-lo, chutei-lhe o rosto, partindo-lhe os dentes sem dificuldade. Sorri e me preparei para a próxima investida, vinda de dois flancos, visando meu pescoço com voracidade. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; font-family: georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Atingi o primeiro com um soco, porém senti o hálito do segundo mais próximo, sua boca aberta, pronto para me morder, quando ouviu-se um tiro seco, e a criatura caiu inerte aos meus pés. Ao olhar pra trás, Sophia me olhava, com um sorriso nos lábios, enquanto Friedrich segurava sua arma de caçador, o cano ainda fumegante. Falou, em um tom divertido e desafiador:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; font-family: georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;_Isso é um absurdo! Vampiros invadindo a casa de um caçador! Nunca ouvi tamanha falta de cortesia e bom senso! E você, Mikhail, não devia se esforçar tanto. Vamos lá, divirta-se.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; font-family: georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Lançou-me minha espada já fora da bainha, a qual eu peguei no ar. Sorri, virando-me novamente para o grupo de vampiros que agora observava apreensivo. Abri os braços em desdém e disse:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; font-family: georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;_O que foi? Desistiram de atacar? Logo agora, que estamos em pé de igualdade? Covardes!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; font-family: georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Com o orgulho ferido, meus algozes avançaram em um ataque apressado. Mais um erro. Cortei dois deles com um giro de minha espada. O terceiro caiu com um tiro de Friedrich, antes que pudesse me ferir com suas garras. Deixei que o quarto do grupo enterrasse suas presas em meu ombro, para que provasse do sabor da morte. Meu sangue, maldito e alterado, ardeu pela garganta da fera, e rapidamente se espalhou como vírus dentro do corpo de meu inimigo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; font-family: georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Avancei, pulando por sobre o corpo de meu oponente, que se contorcia em espasmos irregulares. Restavam poucos deles, que foram sendo eliminados rapidamente por minha lâmina, aliada aos tiros de meu sogro, que atingiam os alvos com precisão. O último deles Sophia prendera, ao chegar sorrateiramente até ele. Levamos ele para dentro de casa, para interrogá-lo sobre suas intenções ao invadir a propriedade de um Hunter famoso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; font-family: georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Colocamos o vampiro sentado em uma cadeira, amarrado a ela firmemente. Ele não dissera qualquer coisa até então, e parecia disposto a continuar calado, mesmo sob ameaça. Revistando seus bolsos, encontrei apenas um bilhete escrito em russo, minha língua nativa, porém sem nada de relevante, além de um encontro marcado para aquele dia, horas antes do ataque. Mas ao menos já sabíamos a língua de nosso prisioneiro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; font-family: georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Após explicar as coisas para minha família, decidi conversar com o vampiro, para tentar extrair dele qualquer informação.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; font-family: georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;“Meu nome é Mikhail, e preciso que me responda a razão de sua invasão a esta casa!”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; font-family: georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;“Vá pro inferno, humano maldito!”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; font-family: georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;“Esse humano maldito tem o poder de decidir se você vive ou morre, vampiro. Agora me diga, qual a razão de sua “visita”, e quais eram seus planos!”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; font-family: georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;“Vai me ver morto antes que eu fale qualquer coisa pra você.”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; font-family: georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Suspirei alto. Aquele vampiro de língua afiada estava começando a me irritar. Peguei minha espada e pressionei contra seu ombro, até que um filete de sangue começasse a escorrer. O vampiro gemeu, enquanto meu sogro me olhava, levemente espantado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; font-family: georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;“É melhor dizer, ou você terá uma morte horrível nas minhas mãos.”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; font-family: georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;“Se eu disser e sair vivo daqui, minha morte será ainda mais terrível do que a que tem planejada para mim, humano!”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; font-family: georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Tirei a ponta da espada de seu ombro, e abri um fino corte em meu dedo com a lâmina. Passei o sangue em sua testa, com um risco rápido. Imediatamente, as propriedades de meu sangue começaram a agir, queimando-lhe a fronte. O vampiro berrou.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; font-family: georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;“O que é você? O que fez comigo?”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; font-family: georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;“Eu sou o flagelo dos vampiros. Meu sangue faz com que vocês queimem, apodreçam, tornem-se pó! Ainda acha que manter-se calado vai te salvar de alguma dor?”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; font-family: georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Com a respiração entrecortada, o vampiro falou, com seu sotaque da Rússia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; font-family: georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;“Fomos contratados para capturar Sophia Von Klaus, uma vampira foragida que estava exilada na Alemanha. Ao chegarmos aqui, recebemos esse endereço, e viemos pra cá. Na carta ainda dizia que ela era de extrema periculosidade, e por conta disso havia tantos outros no grupo. Não imaginei que era uma casa de hunters.”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; font-family: georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;“E da onde veio essa carta? Não havia remetente, ou endereço?”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; font-family: georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;“Bem, eles são clientes assíduos dos meus...”serviços”, e acredito serem uma organização grande, pois nunca recebo ligações da mesma pessoa.”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; font-family: georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;“Como sabem ser do mesmo grupo?”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; font-family: georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;“As cartas vêm sempre seladas com um símbolo específico, uma foice negra sobre um círculo branco. Nos telefonemas, sempre se identificam como &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="shorttext"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Viikate.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; font-family: georgia;"&gt;&lt;span class="shorttext"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;“Certo. E da onde vem as cartas?”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; font-family: georgia;"&gt;&lt;span class="shorttext"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; Após um período hesitante, nosso prisioneiro disse.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; font-family: georgia;"&gt;&lt;span class="shorttext"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;“Todas vem carimbadas da Dinamarca, mais especificamente de Copenhague.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; font-family: georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Virei para Sophia e disse, com um sorriso tranqüilo:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; font-family: georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;_O que acha de conhecermos a Dinamarca?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6555487550404030298-7685186329277024968?l=murmure-delame.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://murmure-delame.blogspot.com/feeds/7685186329277024968/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2010/04/nacht-2-verlegung.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/7685186329277024968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/7685186329277024968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2010/04/nacht-2-verlegung.html' title='Nacht #2: Verlegung'/><author><name>Allan Cadarn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01793057454533756849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_AtvAAQe6Oys/SurI_hF6_XI/AAAAAAAAAEs/8JFWSf5cInA/S220/ac-altair8.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6555487550404030298.post-5275835803610662287</id><published>2010-04-07T17:44:00.000-03:00</published><updated>2010-05-22T22:47:08.428-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nacht #1'/><title type='text'>Nacht #1: Trauung</title><content type='html'>Como prometido... O tão esperado e requisitado primeiro capítulo! Os títulos serão em alemão, e, se quiserem saber o que significam, basta que leiam as besteiras que eu e o Al falamos antes da história. O título de hoje significa "Casamento" =)&lt;br /&gt; Boa leitura!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seis meses depois do incidente Kreuz, em nova visita à Alemanha. Férias de inverno...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Agora não, Sophy... Só mais um pouco.&lt;br /&gt; - Não seja bobo, me deixe ver! Eu quero ver!&lt;br /&gt; - Vai ver daqui a pouco...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Mikhail não queria ceder de jeito nenhum. Meu pai também estava na sala, rindo das nossas bobagens. Ambos haviam me bombardeado de perguntas, na semana anterior, em um de nossos jantares: perguntar sobre cores favoritas, tipos de flores, doces e salgados, entre outras coisas. No começo pareceu mera curiosidade, mas logo fiquei desconfiada. Eis então que chegara, mas cedo, um álbum branco com desenhos que mal consegui ver, pois, assim que os recebera das mãos do carteiro, meu noivo apressou-se em tomá-lo de mim e colocá-lo fora de meu alcance. "Só depois do almoço", ele falou, rindo da minha expressão aborrecida.&lt;br /&gt;  Passei toda a manhã tentando convencê-lo a me mostrar. Birra, chantagem, nada funcionava. Até que, finalmente, a hora do almoço chegara, e eu, ansiosa, tratei de comer rápido, enquanto meu pai e Mikhail comiam lentamente, se divertindo com minha ansiedade. Terminado o almoço, fomos para a sala de estar, onde até então eu o perturbava.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; - Mas você falou! Depois do almoço!&lt;br /&gt; - Hmm... Ok. Está bom. O que acha, Senhor Wolff?&lt;br /&gt; - Pobrezinha... Acho que já está de bom tamanho. Pode mostrar.&lt;br /&gt; - Claro. Só um minuto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Mikhail subiu as escadas, e, pouco depois, desceu, trazendo em mãos o álbum branco que escondera de mim. Sentou-se ao meu lado, e estendeu o livro para mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Abra... E nos fale quais gosta mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Ansiosa, logo olhei a primeira figura. Eram rabiscos de um local com árvores altas, como um bosque, mas que fora completamente decorado com cadeiras, arranjos de flores coloridas e laços de seda. Era lindo.&lt;br /&gt;  O segundo desenho era do interior de uma igreja com vitrais, também decorada com arranjos de flores pintadas em aquarela, e fitas de seda. Em seguida, alguns desenhos de pratos personalizados, que logo identifiquei como sendo versões especiais dos meus favoritos, tipos de flores e algumas lembranças de festa. Então, eu entendi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Pai... Mikhail... Vocês... - falava, quase um sussurro. Eles sorriram, e meu noivo tomou-me as mãos.&lt;br /&gt; - E então, meu amor? Como prefere?&lt;br /&gt; - Pedimos a uma decoradora para fazer esses rascunhos, para termos uma idéia de como ficariam - disse meu pai, vindo sentar-se também ao meu lado - Agora, só falta decidir como prefere, minha filha.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Abracei os dois com força.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Obrigada... Eu amo vocês... Os dois. Minha família...&lt;br /&gt;  Eles também me abraçaram, e, passada a emoção da surpresa, escolhemos juntos os detalhes finais. Detalhes do casamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  O resto da tarde passou de forma tranqüila. Ficamos todos do lado de fora da casa, conversando amenidades. Depois de meu pai entrar para dar as instruções sobre o jantar, eu e Mikhail fomos andar pela propriedade, com um céu nublado e escurecendo, e uma camada fina de neve sobre a terra gelando nossos pés. Foi quando um vento mais frio soprou, e eu tive um calafrio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Querido... Tem algo errado aqui.&lt;br /&gt; - Eu sei. Atrás de mim, Sophy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Fiquei um pouco atrás de meu noivo, olhando ao redor, apreensiva. E então, os inimigos se revelaram, saltando da floresta, em nossa direção. Demos um passo para trás, enquanto eles pousavam a 4 metros de nós. Eram seis ao todo, e vestiam a mesma capa preta que lhes cobria o rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Garota Von Klaus... Como é escorregadia - falou um deles, e pude ver presas em sua boca, quando sorriu - Mas não pode fugir para sempre. Vamos acabar com você aqui, e agora!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E dito isso, os seis correram para nós. Eram vampiros. E vinham sob as ordens do Conselho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6555487550404030298-5275835803610662287?l=murmure-delame.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://murmure-delame.blogspot.com/feeds/5275835803610662287/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2010/04/nacht-1-trauung.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/5275835803610662287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/5275835803610662287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2010/04/nacht-1-trauung.html' title='Nacht #1: Trauung'/><author><name>Pris</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08399235369260638749</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr4xfwgKW84/SsqOfVBhxSI/AAAAAAAAAAM/CbhPKDsFQ1k/S220/bibdsibv.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6555487550404030298.post-2408823117149604528</id><published>2010-04-07T17:34:00.000-03:00</published><updated>2010-05-22T22:45:56.648-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nacht'/><title type='text'>Der Engel des Todes: Immer Nacht (O Anjo da Morte: Noite Eterna)</title><content type='html'>E aí, indivíduos! Venho hoje alegremente informar que este é o post inaugural, sendo o próximo o PRIMEIRO CAPÍTULO DAS CRÔNICAS DA SOPHY! É isso aí!&lt;br /&gt; Com um título que é uma simpatia só (como podem ver aí em cima, traduzidinho e tudo by eu), a segunda parte da história desse casal meigo agora se concentra da figura da Sophia, e de todo o mistério que envolve seu mundo, seu passado e o de sua família. A promessa é de capítulos caprichados. E no final, como é de costume, muitas surpresas. É ler para descobrir!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6555487550404030298-2408823117149604528?l=murmure-delame.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://murmure-delame.blogspot.com/feeds/2408823117149604528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2010/04/der-engel-des-todes-immer-nacht-o-anjo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/2408823117149604528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/2408823117149604528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2010/04/der-engel-des-todes-immer-nacht-o-anjo.html' title='Der Engel des Todes: Immer Nacht (O Anjo da Morte: Noite Eterna)'/><author><name>Pris</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08399235369260638749</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr4xfwgKW84/SsqOfVBhxSI/AAAAAAAAAAM/CbhPKDsFQ1k/S220/bibdsibv.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6555487550404030298.post-3886865886877486009</id><published>2010-03-27T23:29:00.004-03:00</published><updated>2010-05-22T22:45:18.562-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='trinta e dois'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><title type='text'>Crônica # 32: Grief</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Tcharam! Ansiosos por esse capítulo? Espero que sim! ;)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Sem muito blablabla, só agradecemos a todos que acompanharam isso desde o início. Saibam que fizemos o possível pra entreter todos vocês, e espero que tenhamos sido bem sucedidos nessa empreitada. Mas não se preocupem, isso é só o começo!! :3&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Sem mais delongas, deleitem-se!! =**&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Meus olhos se turvaram no momento em que o sangue molhou o chão. O brilho da loucura nos olhos de Christian tornava-o ainda mais assustador. Minha noiva jazia inerte nos braços de seu algoz, um tremor cruzando minha face, num misto de dor e ódio pela impotência ali, preso firmemente por Elizabeth. Respirei fundo e, com um grito desesperado:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;_Roberto, acabe com ela!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Senti então o sangue quente escorrendo por minhas costas, minha captora soltando com facilidade minhas mãos. Assenti para Roberto, que cravara minha espada nas costas de Elizabeth, atravessando seu peito. Peguei de volta minha espada, e fui de encontro aquele que destruíra minha vida.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;_Afaste-se dela, demônio!_disse, brandindo a espada em sua direção. Christian sorria, ao largar o corpo de Sophia no chão, afastando-se alguns passos. Caí de joelhos, ao lado de minha noiva, o desespero me consumindo por dentro. Ouvi a voz de Christian, distante e suave:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;_Vamos, meu filho... Tome aquilo que lhe pertence. Aquilo que lhe foi dado sem hesitação. Tome do coração que te Amou o dom supremo. A imortalidade é sua!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Segurei com firmeza o cabo de minha espada, a face oculta por sombras. Sem raciocinar ou ao menos ouvir o que meu ancestral tinha para dizer, perfurei meu pulso com a lâmina, e derramei sobre os lábios de Sophia o líquido vital.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;_Acorde, por favor, acorde... Sophy, se for pra ser assim, eu prefiro que não seja...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Olhei então para Christian, resoluto. Meu ancestral me olhava com repulsa, e leve surpresa, vendo o sacrifício de meu corpo. Sustentei seu olhar reprovador por algum tempo, até que senti uma dor aguda e muito bem vinda no pulso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;As presas de Sophia entraram fundo em minha carne, e sugavam meu sangue em grandes sorvos. Sorri de alívio, mesmo sentindo a tontura causada pela falta de sangue, e a dor intensa em minha pele. Joguei minha espada a um canto, para que pudesse amparar a cabeça de minha noiva, que buscava o meu sangue, quase que desesperadamente. Fechei os olhos, a fraqueza tomando conta de mim. Sussurrei, fitando seus olhos vermelhos, selvagens:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;_Tome o quanto desejar, meu Amor. Sem você, eu não preciso mais disto.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Pouco a pouco, ela foi recobrando a consciência, e ao dar-se conta da situação, soltou as presas de meu pulso, as lágrimas descendo por suas bochechas. Perguntei, reprovador, mas carinhoso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;_Sua boba... O que deu em você para agir dessa maneira?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Antes que ela pudesse responder, ouvimos a voz de Christian, fria e insana:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;_Realmente, uma bela demonstração de Amor! Mas aça que ainda vão sair vivos daqui? Você me decepcionou, meu filho. Não merece ter nas veias o sangue que déia você! E você, por ter matado minha pequena Elizabeth...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Ao virar-me para ele, Christian segurava minha espada em uma das mãos, e com a outra, cobria a boca de Roberto. Sem qualquer chance de reação, deu um corte reto pelo pescoço de nosso companheiro, matando-o automaticamente. Engoli em seco, mal acreditando no que vira. Sophia, apertava minha mão, assustada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;_Maldito!_levantei-me, em uma raiva cega, e fui de encontro a ele, mesmo desarmado.Cambaleei, ainda enfraquecido com a falta de sangue, mas segui, decidido a destruí-lo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Não serei assim tão covarde com o meu descendente._disse Christian, lançando a espada ao chão, no caminho entre nós. Peguei-a, ainda escurecida com o sangue. Estoquei velozmente, em sua direção. Antes que o atingisse, porém, uma tosca barreira de pedra se erguera em meu caminho. Por trás da construção, ouvi a voz de Christian:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;_Você parece ter se esquecido de quem eu sou, garoto! Sou o maior mestre em alquimia no mundo. Nada é impossível para mim! Desista, e eu darei a você uma morte digna e indolor...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;_Se há alguém aqui que vai morrer, esse alguém é você, desgraçado!_ respondi, saindo do quarto de Sophia, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="em persegui￧￣o. Minha" st="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;em perseguição. Minha&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; noiva me alcançou, com sua adaga em uma das mãos, e a de Roberto na outra. Assenti silenciosamente, enquanto descíamos as escadas, na direção do laboratório.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Seguimos um apressado Christian, até o seu amplo escritório, onde há apenas algumas horas via uma demonstração do poder de meu ancestral. Ele agora perdera toda a austeridade anterior. Um largo sorriso na face, os cabelos bagunçados, o brilho da loucura no olhar. Com um estalo de dedos, as pedras da parede lateral se abriram, e de trás dela saiu uma criatura estranha.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;_Venha minha quimera, esmague esses peões. Não preciso mais deles!_gritou Christian para o animal, uma mistura de leão e réptil, que rugiu, se preparando para avançar sobre nós. Fiquei em posição de guarda, prevendo o ataque da feroz criatura, que agora corria para nós, saltando, a boca aberta, capaz de arrancar minha cabeça com facilidade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Abaixei-me sob seu pulo, e cortei-lhe o ventre com um só golpe. Parecera bastante fácil, o que era estranho. A criatura resfolegou, caída de lado. Porém, quase que automaticamente, os ferimentos começaram a se fechar, e a besta ergueu-se mais uma vez. Olhei de esguelha para Rozenkreuz, que tocava sua escrivaninha com a ponta dos dedos, observando a luta com um prazer doentio no rosto. A criatura recuou, e preparou um novo bote, desta vez visando minha noiva.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Ao tentar correr para ajudá-la, percebi a armadilha preparada por Christian. Meus pés não se moviam, e então notei que as pedras do chão me prendiam, imóvel. Ao que Sophia disse:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;_Mika, meus pés estão presos!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Um segundo de pensamento, e decidi tirar os tênis. Christian não conseguiria manipular minha pele, afinal. Antes que pudesse alertar Sophia, vi o animal saltando, na direção dela, como fizera comigo, antes. Minha noiva arqueou as costas para trás, desviando do ataque da fera. Antes que pudesse se recuperar do ataque, Sophia se livrou dos sapatos e saltou sobre as costas do animal, decapitando-o com ambas as facas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Virei para um consternado Christian, com a espada &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="em punho. Avancei" st="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;em punho. Avancei&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; para ele, desejando por sua destruição. Cortei o ar, na direção de seu rosto, porém fui parado por sua própria espada, recém criada. Iniciamos então um duelo frenético, meu ancestral bloqueando meus golpes com facilidade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;_Pobre de ti, Mikhail, tendo de ser desperdiçado assim..._disse Christian, ao tentar me atacar, mas encontrando o bloqueio de minha lâmina.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;_Eu ainda não perdi, “tio”._respondi com ironia, tentando encontrar uma brecha em sua defesa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;_Mas vai perder, por ter cometido um erro primário!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;_Do que está falando?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;_Você usa a minha espada sem minha autorização!_disse ele, e então, num golpe certeiro, partiu a lâmina de minha espada, e perfurou-me o ombro. Gemi de dor, a espada inutilizada caindo aos meus pés. A dor lacerante anuviava minha mente, e me levou a outro local...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Um senhor bem vestido jazia amarrado a uma parede, me olhando com raiva. Gritou, quando me aproximei:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;_Maldito sejas! Seu manipulador, mentiroso!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;_Sua ambição foi a sua queda, meu mestre... Eu disse a você que possuía a fórmula, apenas para atraí-lo até aqui. O senhor tornou-se um obstáculo para mim, com a sua ética e seus valores. A ciência deve prevalecer, sobre todas essas coisas!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;_Criança tola, o que pretende fazer comigo?_o velho se debatia, impotente. Dava para ver que ele já esperava o destino que havia preparado para ele.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;_O seu conhecimento tem um grande valor, e por conta disso, pouparei o seu cérebro, mestre. Porém, o resto de seu corpo é mera carcaça inútil._ao dizer isso, saquei um punhal da cintura, e preparei-me.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;_Que a sua ambição também seja paga com a sua vida! Que o teu próprio sangue seja a sua queda, Chris...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;_...tian Kreuz, o maior de todos os alquimistas!_completei, ao cortar-lhe a garganta._obrigado por sair do meu caminho, meu mestre. Ou talvez eu devesse dizer meu pai...?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Voltei à realidade, ainda sentindo a dor terrível da perfuração no ombro, e o frio chão sob meus pés descalços. Este novo ferimento causava ainda mais tontura. Christian ria, alucinado:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;_Veja só, que vergonha! Mikhail, um jovem brilhante e promissor, capaz de grandes feitos, mal conseguindo parar &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="em pé. Este" st="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;em pé. Este&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; é o seu fim, criança insolente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;E, erguendo sua espada sobre a cabeça, segurando-as com as duas mãos, meu ancestral preparava-se para o golpe final. Subitamente, um tremor sacudiu o chão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;De ambos os lados de meu inimigo, surgiram duas estacas de pedra, que se cruzaram através das mãos de Christian, perfurando-as, e mantendo-as unidas. Soltou então um grito alucinado, como se não sentisse a dor física há muito tempo. Olhei para trás, e vi Sophia, de joelhos no chão, um símbolo pintado à sua frente com o sangue da fera assassinada, um livro aberto ao seu lado. Ela encontrou meu olhar e disse, sorrindo:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;_Alquimia é realmente uma ciência fantástica!_e, com uma expressão mais grave._agora acabe de uma vez com isso, querido..._lançou-me a adaga de Roberto, já sem o sangue da criatura maligna. Aproximei-me de Christian, que tentava lutar inutilmente, suas mãos sem forças para realizar um processo alquímico.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;_O seu mal acaba aqui, Rozenkreuz. Faço agora a justiça, que há muito suas vítimas desejam._falava com calma e frieza. Meu ancestral rebateu:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;_Seu idiota, não percebe que não há como me matar? Eu sou Christian Rozenkreuz, o imortal, o supremo!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;_Você é somente um humano que já viveu demais. Ainda dói quando se fere, ainda sangra quando se corta._apontei para suas mãos inertes, perfuradas pelo poder que por tanto tempo cultivara. As estacas, tingidas de carmim, fez com que uma sombra de sanidade tocasse sua face, quando realizou sua delicada posição. Segurei-lhe o ombro e disse:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;_Boa sorte, Christian Kreuz. Faço valer a maldição proferida por seu pai. Que o teu próprio sangue seja o teu fim._fiz um pequeno furo em meu dedo, com a adaga de Roberto, por onde um fino fio de sangue escorreu, sujando novamente a lâmina. Christian, antes de ter sua sentença cumprida, falou, numa voz franca:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;_Me perdoe, Mikhail..._e a lâmina entrou em sua carne, sem encontrar resistência, como se meu sangue fosse um forte ácido. Perfurei seu coração num movimento suave, e no mesmo momento, os anos passaram a correr para meu inimigo em uma velocidade enorme. O tempo cobrou seu preço, consumindo todo o seu corpo em questão de segundos. Era o fim de Rozenkreuz.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;A espada que ele segurava nas mãos despencou no chão, assim como eu, já muito enfraquecido. Senti Sophia me erguer e me arrastar para fora dali. Ergui-me, e subi as escadas, abraçado a ela. Levamos dali apenas a espada de Rozenkreuz, e o livro usado por minha noiva. Percebemos, ao voltar ao saguão, que a mansão já não tinha vida. Envelhecera como o próprio Christian, e estava em alto grau de degradação. Sophia, já a porta da velha casa, perguntou-me:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;_O que faremos, Mika? O corpo de Roberto ainda está lá em cima. Acho que deveríamos ir buscá-lo, e dar um funeral digno para ele.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;_Não, Sophy. Coloque isso nas mãos dele, e faremos um funeral a moda antiga. Vamos queimar esta casa, pois ainda há muita maldade aqui dentro. A casa de Christian Rozenkreuz, com todo o seu conhecimento, será a pira do professor Roberto._entreguei-lhe a adaga de Roberto, e esperei que Sophia voltasse.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Pouco tempo depois, colocamos fogo no subsolo da enorme mansão, e ao longe, enquanto caminhávamos de volta ao cemitério, podíamos ver a luz das chamas subindo ao céu noturno. Com a lua alta, chegamos de volta ao carro de meus avós. Sophia me colocou sentado no banco do passageiro, e sentou-se no banco do motorista.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;_Me desculpe, Mika... Eu não imaginava... Christian me convenceu de que seria o melhor para você... _Sophia começou a dizer, mas eu a silenciei, abraçando-a firmemente com o braço são.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;_Eu buscava a imortalidade por você, Sophia. Para que eu pudesse estar com você sempre, e não precisasse te causar dor, depois que eu me fosse. Mas, se o único jeito for perdendo você,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;eu prefiro morrer imediatamente._eu disse, afagando seus cabelos._Eu Amo você, mais do que a própria vida. E para sempre te Amarei, mesmo depois do fim de meu corpo...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Sophia retrucou, olhando em meus olhos, um leve sorriso nos lábios:&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;_Façamos diferente, meu querido. Ao invés de haver um sacrifício para que você se torne imortal... Quando chegar a sua hora, eu prometo sacrificar a minha imortalidade, para que possamos caminhar juntos, até no outro mundo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;_Então, que assim seja, Sophy, meu Amor._e, tocando seu queixo, beijei seus lábios apaixonadamente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;O legado de Christian tinha chegado ao fim, e eu desistira da imortalidade. Aproveitaria todos os anos de minha vida, ao lado de Sophia. Mesmo que não pudesse passar a eternidade do corpo ao lado da mulher que eu Amo, passaria então a eternidade da Alma ao seu lado. Mas este não é o fim da história, e sim apenas o início.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6555487550404030298-3886865886877486009?l=murmure-delame.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://murmure-delame.blogspot.com/feeds/3886865886877486009/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2010/03/cronica-32-grief.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/3886865886877486009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/3886865886877486009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2010/03/cronica-32-grief.html' title='Crônica # 32: Grief'/><author><name>Allan Cadarn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01793057454533756849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_AtvAAQe6Oys/SurI_hF6_XI/AAAAAAAAAEs/8JFWSf5cInA/S220/ac-altair8.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6555487550404030298.post-7401914080677394840</id><published>2010-03-24T17:49:00.000-03:00</published><updated>2010-03-24T17:53:29.746-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='trinta e um'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><title type='text'>Crônica #31: Apathy</title><content type='html'>E aí, pessoas? Escrevendo na instiga! Agora, o finalzinho da saga Kreuz... Só mais um capítulo (que o Al fará a caridade de escrever assim que possível). Este, então, é o penúltimo capítulo da saga. É ler ou... Morrer na curiosidade! Apreciem com moderação ;x&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentada em meu quarto, olhava as árvores e pássaros piando através da janela. Usava um vestido branco, com traços vitorianos, que me foi dado por Elizabeth. O silêncio anormal na casa, somado ao fato de Christian ter finalmente chamado Mikhail para uma conversa em particular apenas agravava, em minha cabeça, a sensação de que algo estava para acontecer.&lt;br /&gt;  Mikhail... Ele não pareceu, nem por um momento, perceber a angústia que se abatera sobre mim desde a noite anterior. E eu decidi que seria melhor assim. Se o que Christian falou fosse verdade, eu enfrentaria de cabeça erguida. A ilusão me fez feliz enquanto durou, e esse seria o preço a se pagar pela felicidade efêmera de nosso tempo enquanto noivos. No fim, talvez esse fosse desde sempre o meu destino: morrer, como todo Von Klaus, por seus ideais. Sem arrependimentos.&lt;br /&gt;  Foi então que ouvi barulhos lá fora. Alguém correndo, objetos caindo e se espatifando no chão, e, antes que pudesse concluir a razão de tanto movimento, virei-me para a porta e vi o próprio Christian me olhando, o semblante sereno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Como entrou aqui? A porta estava fechada - falei com certa frieza, mas já sabendo a resposta.&lt;br /&gt;  - Tenho meus próprios dons, herdados de minha amada esposa. Deve saber melhor o que aqueles de seu povo podem fazer. Mas agora... - ele se aproximou calmamente, e me tomou pela mão. Levantei sem me opor - É chegada a hora. É uma boa menina... Prometo que serei rápido, para que não tenha tempo de sofrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvi então batidas fortes na porta, e alguém arfando do outro lado.&lt;br /&gt;  - Sophy? Sophy! Está me ouvindo? Abra! Vamos embora daqui! Agora!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mikhail... Estaria ele tentando continuar a me enganar? Fingir até o final? Já não me importava mais. Apenas sorri de forma triste, enquanto Christian passava um dos braços pela minha cintura, gesticulando com o outro em direção à porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Vamos reunir todos aqui... Todos prestigiando o meu filho.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  A porta abriu-se com um clique, e Mikhail avançou por ela, seguido por um perplexo Roberto. A expressão dele era de transtorno, que se converteu em medo, ao me ver acompanhada de seu antepassado. Tinha a espada em mãos, e percebi que apertava-lhe o punho com força. Logo o medo transformou-se em ira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Solte-a! Eu já falei, eu me recuso a fazer parte disso! Recuso-me a ser como você! Sophy... Lute! Vamos embora... Sei que pode se soltar dele...&lt;br /&gt; - Eu não vou fazer isso... - e nesse momento, meus olhos se encheram de lágrimas - Não era o que você queria, desde o início? Ser imortal? Então aceite o meu sacrifício...&lt;br /&gt; - Não... Sophia... Não assim. A única razão que me faria querer ser imortal é ficar com você. Sem você, isso não faz sentido! Eu... Prefiro morrer a vê-la ferida... Ou pior...&lt;br /&gt; - Não, meine liebe... - as lágrimas finalmente rolaram pelo meu rosto, e eu sorri - Se é assim... Por que você escondeu de mim que tinha visões? Por que ficou distante desde que chegamos aqui...?&lt;br /&gt; - Sophy... Eu não quis...!&lt;br /&gt; - Pode parar de fingir. Eu já sei de tudo... E eu... Fui muito feliz, não me arrependo de nada que vivemos juntos. E no fundo... Eu continuarei a viver, dentro de você...&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  Vi uma lágrima escorrer pelo rosto de meu noivo. Ele parecia sofrer... Mas era tudo falso. Deveria ser. Pensei ter sentido Christian suspirar brevemente, mas ele não se abalou. Chamou Elizabeth, e esta apareceu das sombras, trazendo, em sua bandeja, uma adaga de prata pura cravejada de rubis, que formavam o símbolo da Rozenkreuz.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; - Eu não vou deixar...! - Mikhail avançou em direção a nós, mas Elizabeth, sorrindo, fez um movimento com as mãos, e ele foi imobilizado. Debateu-se, mas parecia impossível soltar-se. Alquimia.&lt;br /&gt; Christian inclinou-me em um de seus braços, e sorriu.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; - Será rápido, meu filho. Em breve irá se acostumar e apreciar a imortalidade. Seremos uma linda família! - E o sorriso alargou-se sadicamente, enquanto levantava a adaga acima de mim. Por um breve momento, sorri, olhando para aquele que eu amava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Adeus... Meu amor. Eu te amarei... Para sempre. Por toda a eternidade que eu puder te oferecer..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Fechei os olhos, nos momento em que senti o metal frio perfurar-me o peito. Tudo escuro. Não houve tempo de gritar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6555487550404030298-7401914080677394840?l=murmure-delame.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://murmure-delame.blogspot.com/feeds/7401914080677394840/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2010/03/cronica-31-apathy.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/7401914080677394840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/7401914080677394840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2010/03/cronica-31-apathy.html' title='Crônica #31: Apathy'/><author><name>Pris</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08399235369260638749</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr4xfwgKW84/SsqOfVBhxSI/AAAAAAAAAAM/CbhPKDsFQ1k/S220/bibdsibv.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6555487550404030298.post-7525436987919668828</id><published>2010-03-24T17:38:00.001-03:00</published><updated>2010-03-24T17:53:15.724-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='trinta'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><title type='text'>Crônica #30: The Choice at Hand</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Fortes emoções na reta final dessa incrível saga!! Ahem... u.u&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Bom leitores, fiquem aí com mais um capítulo! =***&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;No café da manhã do dia seguinte, Sophia não parecia muito animada, nem inclinada a conversar. Imaginei ser apenas um efeito do tempo enclausurada naquela mansão sombria. Mas logo teríamos mais respostas, ou então iríamos embora daquele lugar, que transbordava melancolia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Ao fim da refeição, Christian me chamou, para uma conversa particular em seu laboratório. Assenti, animado por finalmente ter aquela fatídica conversa. Minha noiva, porém, pareceu abalada com a decisão de meu antepassado. Mas não falou nada a respeito, apenas me beijou a testa e disse:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_Boa sorte com ele, querido._e então eu desci, ao sagrado reduto de Christian.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;O chão e as paredes eram impecavelmente limpos, imaculadamente brancos. Até mesmo o cheiro lembrava vagamente o de um hospital, porém os inúmeros animais e plantas que haviam ali contrastavam com toda a alvura daquele ambiente. Aves exóticas, diferentes de qualquer outra vista no mundo. Animais aparentemente selvagens, porém dóceis e leais ao seu mestre e criador. Algo de deixar Darwin com os cabelos em pé! Adentrei aquele ambiente, e Christian me levou até uma pequena sala anexada, que misturava laboratório e escritório. Sentei-me em uma das cadeiras, e Christian sentou-se, de frente para mim.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_O que você viu na outra sala, meu jovem, é a razão de minha existência, o motivo pelo qual estudei a vida inteira. Mas tudo isso você já sabe, não é mesmo? Bem, veja o maior problema das criações alquímicas simples...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Em silêncio, vi o processo, rápido e preciso, mas ao mesmo tempo, perturbador. Christian pegou pequenos vidros com substâncias diversas, e ia jogando-os sobre a escrivaninha freneticamente. Pegou então um punhado de areia, e jogou sobre a mesa, tocando a mistura com a ponta dos dedos. Símbolos surgiram por toda a mesa, e daquela mistura surgiu uma criatura rastejando. Bípede e escurecida, deu alguns passos vacilantes, e desabou novamente, voltando a ser meramente uma mancha sobre a mesa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Engoli em seco, nauseado por aquela cena. Fitei o rosto de Christian, imperturbável como sempre. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_Triste, não acha?_disse ele, impassível_ A vida na alquimia comum tem um prazo de validade muito curto. Minerais, pedras preciosas, qualquer outra coisa é eterna, como um diamante, exceto a vida... Mas eu mudei isso, como pode ver. Mas como? Um elemento externo...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Fez então a mesma mistura sobre sua mesa, porém fez um pequeno corte em seu dedo, derramando algumas gotas de sangue sobre os elementos da criação. Ao tocar a combinação, uma pequena ave nasceu, como se tivesse acabado de sair de seu ovo. Era branca como um cisne, porém ainda muito pequena para dizer exatamente sua raça. Deu alguns passos, vacilante, porém logo se firmou, e começou a bicar a superfície da mesa, buscando alguma migalha para comer. Christian gentilmente pegou o pequeno animal, e colocou-o no chão, onde ele logo foi buscar a companhia dos outros animais. Observei, curioso. Onde aquilo ia parar?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Christian, como que lendo meus pensamentos, trançou os dedos de ambas as mãos, e encostou-se sobre a mesa, me olhando. Tomei coragem e perguntei-lhe:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_O que quis dizer com essa demonstração, Christian?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_Não percebeu ainda? Só estou dizendo a você que, para atingir a imortalidade, você precisa de um elemento externo. Só assim a manipulação da vida pode dar certo! Foi o que aprendi, em tantos anos de pesquisa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_Então, bastam algumas gotas de sangue, para que eu possa...?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_Não, meu garoto. A imortalidade é um tesouro maior do que qualquer outro. As gotinhas de meu sangue que usei com aquele animal são suficientes para que ele viva uns dois ou três anos, se muito. A imortalidade é uma dádiva muito maior, e portanto, um sacrifício maior é exigido...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_Que tipo de sacrifício? _ao perguntar, algo em mim já sabia a resposta.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_Um corpo imortal. O coração pulsante de uma criatura imortal... A vida de sua vampira é exigida para o sucesso do ritual! Você fez bem em trazê-la até este ponto. Poderemos fazer o procedimento quando você estiver disposto, meu filho.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Senti como se as presas de uma cobra tivessem fincado em meu coração. Empalideci, sentindo-me fraco e impotente. Não, teria de haver outro jeito! Levantei-me, tomado por uma força que até eu mesmo desconhecia, e disse:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_De jeito nenhum, Christian! Ela é a razão para estar em busca da imortalidade! Se eu tiver que perdê-la para que me torne imortal, prefiro eu mesmo morrer!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Christian levantou-se calmamente, e sem qualquer aviso, deu-me um tapa no rosto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_Criança insolente! Você não pode ser chamado de Kreuz! Não é forte o bastante para sacrificar aquilo que mais lhe é valioso, para um bem maior! Você poderia ser grande, se estivesse disposto a pagar o preço! Você me envergonha, Mikhail!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Dei as costas e saí, não sem antes dizer para mim mesmo, em voz baixa:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_Maldito velho, e eu ainda pensei que ele poderia me dar alguma solução real. Vou chamar todos, e vamos embora daqui agora mesmo!&lt;/p&gt;  &lt;span style="font-size:12.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language:PT-BR; mso-bidi-language:AR-SA"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Mas Christian tinha ouvido meu sussurro, e possuía seus próprios modos de impedir os meus planos.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6555487550404030298-7525436987919668828?l=murmure-delame.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://murmure-delame.blogspot.com/feeds/7525436987919668828/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2010/03/cronica-30-choice-at-hand.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/7525436987919668828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/7525436987919668828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2010/03/cronica-30-choice-at-hand.html' title='Crônica #30: The Choice at Hand'/><author><name>Allan Cadarn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01793057454533756849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_AtvAAQe6Oys/SurI_hF6_XI/AAAAAAAAAEs/8JFWSf5cInA/S220/ac-altair8.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6555487550404030298.post-501861459905953374</id><published>2010-03-11T18:32:00.002-03:00</published><updated>2010-03-24T17:53:00.535-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vinte e nove'/><title type='text'>Crônica #29: The Sacrifice</title><content type='html'>&lt;i&gt;Oi, pessoas! O capítulo de hoje é especial, uma verdadeira bomba! Sim, senhores, estamos no ápice da história! Tomara que apeciem, trabalhei duro nele para fazê-lo o mais odiável possível *cof* escreveuemduashoras *cof cof* Enjoy! ;D&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andava lentamente pelo corredor, sozinha, a mente ocupada demais para reparar aonde meus pés me levavam. As anotações do diário de Christian paravam no dia 17. Dia da morte de Laura, segundo meu noivo havia dito. Mas havia mais. Os relatos mostravam que, dia após dia, o jovem cientista perdia sua sanidade, chegando ao ponto de desprezar vidas. Tudo em nome de um ideal. Uma "promessa".&lt;br /&gt;Quando finalmente me dei conta, estava na porta de meu quarto. O sol acabara de se pôr, e eu decidira sair da biblioteca para pensar, enquanto Mikhail ficou para pesquisar um pouco mais. Nos encontraríamos novamente no jantar.&lt;br /&gt;Tratei, então, de poupar um pouco de energia. Entrei no quarto, tomei banho e me preparei para o jantar. As 19h, desci para a sala, encontrando Christian e Roberto já à mesa, o segundo tagarelando alegremente, enquanto o primeiro apenas ouvia, interessado. Cumprimentaram-me com acenos, e eu apenas sorri, sentando perto deles.&lt;br /&gt;Mikhail chegou logo após eu ter me sentado, e estava taciturno. Não olhou diretamente para nenhum de nós, apenas murmurou um cumprimento e sentou conosco. E assim foi o restante do jantar. Apenas Andolini e nosso anfitrião conversavam, e eu observava, quieta, o comportamento anormal de Mikhail. Ao fim da janta, deixamos Christian e nos reunimos novamente no quarto de Roberto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ele é incrível, exatamente como eu pensava que fosse! - exclamou o pesquisador, satisfeito.&lt;br /&gt;- Talvez seja... Mas não esqueça... - suspirei - Ele matou muitas pessoas. Pode estar fingindo. Pode ser louco.&lt;br /&gt;- Não vejo nele traço algum de loucura. É um homem inteligente e perfeitamente são.&lt;br /&gt;- Não sabemos o que aconteceu com ele durante tantos anos de reclusão - falou Mikhail, com um toque sinistro na voz - O ideal é manter a guarda. Agora vamos. Acho que já tratamos tudo por hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu noivo beijou-me o rosto, e foi embora. Roberto me olhou torto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que houve com ele?&lt;br /&gt;- Eu não sei...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Despedi-me de Andolini com um sorriso triste, e fui para meu quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contemplava novamente o céu pela janela, e a lua alta indicava meia noite. Ou talvez mais. Ouvi, então, batidas suaves na porta. Elizabeth sorriu quando abri, e me entregou outra carta, indo embora em seguida. Abri o evelope. Outro pedido de Christian para me encontrar, no mesmo lugar.&lt;br /&gt;Já em meu robe, apressei-me para vê-lo, encontrando-o ao pé da lareira, como da última vez. Ele sorriu, e me indicou a poltrona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desculpe-me pelo que parece estar se tornando um mau hábito - ele sorriu gentilmente.&lt;br /&gt;- Está tudo bem. Eu não estava dormindo.&lt;br /&gt;- Suspeitei que não. Enfim... Apreciaram minha biblioteca?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estremeci, mas não o suficiente para ser percebida. Como ele sabia...?&lt;br /&gt;- Sim. Bastante ampla. Lembra muito a de minha casa.&lt;br /&gt;- Claro. A excessão de alguns detalhes, como certos volumes de livros, eu presumo... - ele suspirou, parecendo cansado.&lt;br /&gt;Eu o observei em silêncio, enquanto ele levantava de sua poltrona, e fitava a lareira. Nesse momento, eu podia jurar que vi algo mais em seus olhos.&lt;br /&gt;- Sabe... - ele continuou, andando lentamente pela sala - Eu estou feliz. Havia muito tempo que eu não recebia visitas. E muito menos de um... "filho". Eu realmente o admiro por chegar a mim. Mas, mais do que isso... - Christian andou até as costas de minha poltrona, ficando atrás de mim - Eu o admiro... Por ser tão semelhante a mim. Por ter escolhido o mesmo caminho que eu escolhi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu senti, pelo tom de voz, que Christian sorria. Mas não era o mesmo sorriso gentil de sempre. Respirei fundo, e fui direta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que quer dizer?&lt;br /&gt;Então, ele riu baixo. Estava se divertindo.&lt;br /&gt;- Lembra como ele parecia estar sempre um passo além de vocês? Sempre sabendo aonde ir? - ele tocou meus ombros suavemente - Ele tinha visões. Visões causadas pela minha herança. Visões... Das minhas lembranças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senti meu rosto ficar ainda mais pálido que o normal. Então... Era isso? Por que ele escondeu isso de mim...?&lt;br /&gt;Christian sorriu novamente. Aproximou-se de meu rosto por trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por que tão pálida...? Você não sabia...? Então... Deixe me falar-lhe mais um pouco - e então sussurrou - Eu decidi... Que vou ajudá-lo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reuni um pouco de coragem, tentando manter o controle. Não, ele não podia me ver abalada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ajudá-lo?&lt;br /&gt;- Sim - Christian afastou-se de mim, andando para a frente de minha poltrona. Curvou-se levemente, e passou os dedos pelo meu rosto, sorrindo. Seu sorriso se alargou, ao me sentir recuar - Você é tão linda... Linda como minha falecida esposa. E por que não seria...? Afinal... Vocês são da mesma espécie. Ambas... Criaturas de uma beleza... Imortal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senti uma pontada de dor no peito. As coisas começavam a fazer sentido. Um sentido macabro. Ele olhou de mim para a tela da esposa, suspirando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estou apenas avisando, garota Von Klaus. Você terá o mesmo destino de minha esposa... Concederei ao meu filho o dom da imortalidade, e então... Seremos uma família - ele sorriu, olhando novamente para mim - Será minha recompensa. E você... É a peça chave para o nosso sucesso. Me surpreende que não tenha percebido antes. É tão inteligente... - e tocou meus cabelos, rindo. O medo deveria estar evidente em meus olhos - Mas foi tão facilmente ludibriada... Mikhail é mesmo, sem dúvida, meu descendente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incapaz de continuar ouvindo, levantei-me da poltrona de súbito, e corri de volta para o meu quarto, enquanto a voz de Christian ecoava em minha cabeça.&lt;br /&gt;"Não nos entenda mal... Afinal, eu sempre amei a minha esposa. Mas algumas metas requerem alguns sacrifícios... E infelizmente, vocês foram nossas escolhidas...".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fechei a porta do quarto, e desabei na cama, as lágrimas borrando minha visão. Não consegui dormir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6555487550404030298-501861459905953374?l=murmure-delame.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://murmure-delame.blogspot.com/feeds/501861459905953374/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2010/03/cronica-29.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/501861459905953374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/501861459905953374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2010/03/cronica-29.html' title='Crônica #29: The Sacrifice'/><author><name>Pris</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08399235369260638749</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr4xfwgKW84/SsqOfVBhxSI/AAAAAAAAAAM/CbhPKDsFQ1k/S220/bibdsibv.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6555487550404030298.post-2660248783524534936</id><published>2010-03-08T22:22:00.002-03:00</published><updated>2010-03-24T17:52:19.727-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vinte e oito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><title type='text'>Crônica #28: Fading Memories</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;i&gt;E aí galera! Mais um capítulo, este por acaso já estava pronto, eu apenas acabei não postando, por conta de uns problemas aqui em casa (reforma faz uma bagunça... x.x)&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;i&gt;Enfim, fiquem com mais esse pequeno rabisco deste que vos fala! =**&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Acordei mais cedo do que previra, ainda durante a noite. Nenhuma claridade entrava pela janela, e eu fitava o teto, esperando que o sono voltasse. Tarefa que logo se tornou impossível, minha mente trabalhando da maneira que estava. Não conseguia parar de racionalizar, tentar encontrar um dos muitos “porquês” que acumulávamos desde o início da viagem.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Pensei em ir ao quarto de minha noiva, porém acabei preferindo esperar a manhã, e deixar que pelo menos alguém dormisse tranquilamente. Passei a caminhar, de um lado ao outro, no escuro quarto. As horas transcorreram rápido, e quando percebi, uma faixa dourada cobria o horizonte. Sua luz logo invadiu meu quarto, timidamente, e eu me arrumei para o dia que nascia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Quando o sol já ia alto, bati na porta de Sophia, que prontamente atendeu. Beijei-a suavemente, desejando-lhe um bom dia. Ela sorria pra mim, porém sentia um certo distanciamento. Preferi não perguntar, deduzindo ser por conta de todas as coisas que aconteceram. De fato, até eu mesmo estava cansado, transtornado, porém ainda assim, muito curioso. Descemos ao grande hall, para o café da manhã.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Christian nos aguardava na sala de jantar, austero e pleno, como de costume. Roberto se sentava à mesa com ele, e quando cheguei com Sophia, conversavam amenidades. Aparentemente Roberto também não dormira bem naquela noite. Ao nos cumprimentarmos, sentamos à mesa e nos servimos tranquilamente, até que nosso anfitrião disse:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_Sei que todos têm assuntos a esclarecer comigo, porém eu gostaria de falar com cada um de vocês &lt;st1:personname productid="em particular. Hoje" st="on"&gt;em  particular. Hoje&lt;/st1:personname&gt; vou começar com o jovem pesquisador, Roberto._disse ele, apontando para Andolini, que aparentemente, estava radiante.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Sorri e assenti para ele, apesar da crescente ambição em meu peito. Me sentia estranho, com uma inveja súbita. Porém, mesmo assim me contive, pensando na possibilidade de se mais um teste de Rozenkreuz. Então apenas calei-me diante de sua escolha. Christian prosseguiu, talvez percebendo meu desconforto:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_Mikhail e Sophia tem o dia livre. Fiquem a vontade para conhecer a casa, apenas evitando entrar em meu laboratório, por favor. Qualquer dúvida, deixo Elizabeth à disposição de vocês. Agora, se nos dão licença...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Levantou-se e saiu corredor afora, com um satisfeito Roberto em seus calcanhares. Dei de ombros e saí com Sophia, para o único lugar que nos interessava, ali: A biblioteca de Christian. Pedimos a Elizabeth que nos levasse até lá, e começamos então a buscar indícios que expandisse os rumos de nossa investigação. Não sabíamos, porém, o que procurar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Em algumas das prateleiras havia livros religiosos, desde o Sefer Yetzirah, da Kabbalah, até a Bíblia sagrada, em diferentes idiomas e interpretações. Em outras, compêndios e tomos de manifestos sobre política, filosofia e religião. Desde Marx e Platão até Charles Manson e Alester Crowley, a biblioteca parecia se estender por toda a história da humanidade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Avaliando os livros de certa prateleira, Sophia pareceu intrigada, e me chamou. Lá, percebemos, todos os livros possuíam uma mesma caligrafia, rebuscada, bem feita. Atendo-nos ao conteúdo, encontramos apenas um assunto: Alquimia. Desconfiados, deitamos no chão da biblioteca com alguns livros daquela prateleira, pegos a esmo, e passamos a estudar seu conteúdo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_É estranha a diferença do discurso com a aplicação. Veja este, por exemplo: “Imagine-se com a capacidade de moldar o mundo a seu bel-prazer. Esse é o objetivo da alquimia, tornar-nos mestres da realidade, através da fé e do aço, através do fogo e da água. Cultivar a ciência sagrada, a fé maldita. É para isso que existe Rosa-Cruz. Trazer de volta à luz o conhecimento enterrado pelas novas crenças. Recuperar o poder puro, colocando-o em harmonia à natureza. Rosa-Cruz é permitir, iluminar, tornar a unidade em todo, e o todo, em unidade.”_recitou Sophia, grave._Bastante messiânico, não acha?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_Sim, mas contradiz a prática desse outro livro. Este parece ser o resultado de alguns dos testes feitos por ele. Trata desde fontes de energia completamente limpas e construção de grandes edifícios apenas com o poder da alquimia, até os protótipos de... vida! Isso é “moldar a realidade a seu bel-prazer”, mas vai contra o “poder puro, em harmonia a natureza”._fechei o livro, sentindo uma terrível aversão do processo descrito nas páginas daquele volume. Sophia parecia igualmente chocada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_Criar vida a partir do nada. Isso é tão errado, em tantos níveis...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Afaguei-lhe os cabelos suavemente, beijando sua fronte. Todos aqueles excertos de experiências e teorias foram, pouco a pouco, adquirindo um tom cada vez mais contraditório e nojento, ainda mais quando se tratavam de experiências com humanos. Mudamos os tomos, procurando algo menos terrível.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_Querido, creio ter encontrado algo relevante aqui._disse Sophia, quando o Sol já ia alto. Fechei o livro que folheava (e que descrevia experimentos com a Kabbalah judaica, unida à alquimia convencional), e me aproximei, para ler junto de Sophia, quando ela começou a recitar:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;“16 de março. O arcebispo enfim juntou-se a nossa causa, e em nosso primeiro encontro, entregou-me os 3 manuscritos apócrifos que tinha em sua posse. Parecem-me legítimos, pois possuem o selo do Índex, prova da proibição papal. Velho idiota, sempre tentando tapar nossos olhos para a verdadeira iluminação.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Pois bem, como esperado. Um grande sacrifício é exigido para a concretização de um grande feito. Porém, é preciso ser testado. Vou convocar uma assembléia, e conseguir alguns “voluntários”. Creio que com esse experimento, estarei ainda mais próximo da Luz à qual anseio.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_Não pode ser, Sophy... É um diário pessoal! Deixe-me ver, algumas páginas adiante.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Folheei o livro, parecendo que enfim encontráramos algo relevante. Parei em uma página a esmo e comecei a ler, em um semi-sussurro:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;“28 de Outubro. Então, é pra cá que todas as rotas apontam. É uma pena que após tanto tempo de procura, seja esse o resultado de minha pesquisa. Sinto o cansaço pulsando em minhas têmporas, acredito não haver muito tempo. Eu prometi, quando era jovem e ingênuo, e essa promessa eu devo honrar, acima de qualquer outra. Foi para isso que criei a Rosa-Cruz. Foi visando o resultado dessa equação que dediquei tudo, e sou capaz de sacrificar tudo. Em breve, serei o mestre de meu destino!”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_Deus, isso é doentio...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Assenti, concordando com minha noiva, enquanto pulava para a última página escrita, como se soubesse de cor o seu conteúdo. Recuperei o fôlego, e prossegui:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_“17 de Dezembro. Hoje é a grande noite. Amanhã pela manhã, não haverá obstáculo capaz de me deter, nunca mais. A partir de amanhã, que seja feita a Minha vontade, para todo o sempre.”_ao completar a leitura, minha cabeça girou, com imagens difusas saltando e se perdendo, à meia luz. Um líquido misturado ao chá, um corpo sendo arrastado. Uma exclamação de surpresa, um par de olhos desesperados. Uma faca ensangüentada, um gemido de dor. Um esgar satisfeito. Luz.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Acordei ofegante, no chão da biblioteca. Minha noiva me abanava com um livro curto. Olhei para ela, enfim compreendendo, e exclamei:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_Dia 17 de Dezembro. Foi a noite em que ele matou Laura!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6555487550404030298-2660248783524534936?l=murmure-delame.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://murmure-delame.blogspot.com/feeds/2660248783524534936/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2010/03/cronica-28-fading-memories.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/2660248783524534936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/2660248783524534936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2010/03/cronica-28-fading-memories.html' title='Crônica #28: Fading Memories'/><author><name>Allan Cadarn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01793057454533756849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_AtvAAQe6Oys/SurI_hF6_XI/AAAAAAAAAEs/8JFWSf5cInA/S220/ac-altair8.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6555487550404030298.post-6137694531233626885</id><published>2010-02-17T20:42:00.000-02:00</published><updated>2010-03-24T17:52:02.887-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vinte e sete'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><title type='text'>Crônica #27: Lovers</title><content type='html'>&lt;i&gt;Aeee capítulo novo!!! Presente de carnaval atrasado, obaaa! Tá, tá ok, vamos parar de galinhagem u.u Eis o capítulo 27. Tomara que esteja bom :x Boa leitura!&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Era uma noite de céu sem nuvens. Depois do jantar e da pequena reunião com Roberto e Mikhail, eu fui ao meu quarto, notando o pijama e o robe delicados preparados para mim. O pijama era um vestido de algodão fino, branco, com cetim e renda, muito semelhante àqueles usados pelas moças à época que Christian viveu como um humano normal, como líder da Rozenkreuz. Eu troquei de roupa, e fitei o céu pelas janelas amplas do quarto. Algum tempo depois, ouvi batidas na porta, e, abrindo-a, encontrei Elizabeth, que me sorriu, mostrando uma bandeja e, em cima da mesma, um envelope.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Mensagem para a senhorita. Meu senhor pediu que a entregasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Balancei a cabeça, em sinal afirmativo, pegando o envelope. A moça agradeceu polidamente, sumindo pelo corredor em seguida. Fechei a porta do quarto, e sentei na cama, abrindo o envelope.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “Senhorita Von Klaus,&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;   Sinto incomodá-la a esta hora da noite, mas preciso ter com a senhorita. Há alguns assuntos sobre os quais precisamos conversar. Acredito que sejam do seu interesse. Caso assim deseje, por favor, encontre-me na sala de entrada. Estarei esperando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinceramente,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian Rozenkreuz”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Uma armadilha...? Não, não era o que parecia. Decidi descer e conferir por mim mesma.&lt;br /&gt; Andei pelos corredores em meia luz, e, ao descer as escadas que levavam à sala, vi Christian ao lado da lareira. Ele contemplava as chamas crepitantes calmamente, com um ar pensativo. Quando notou a minha presença, assim que cheguei ao fim do lance de escadas, sorriu, e me indicou uma poltrona à beira do fogo, enquanto sentava-se em outra à frente da minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Fico contente que tenha aceitado meu pedido e vindo me encontrar. Eu sei que ainda tem suas dúvidas em relação a mim, mas eu não pretendo lhes fazer mal algum. Quero apenas... Conversar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Eu o encarei, e esbocei um sorriso. Se quisesse descobrir qualquer coisa, teria de dançar conforme a música que ele tocava. E isso eu sabia fazer bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Não precisa se desculpar por ter me chamado. Fiquei apenas um pouco surpresa com o seu convite, mas não me incomodou. Enfim... Em que posso ajudar?&lt;br /&gt; - Ah, não se preocupe com essas formalidades – ele sorriu novamente, amistoso – É a primeira vez que recebo outro imortal em minha casa. Na verdade, é a primeira vez que recebo um familiar, também. É realmente maravilhoso tê-los comigo. Mas este não é realmente o ponto... – ele suspirou – Eu estou surpreso. Como veio a conhecer meu filho?&lt;br /&gt; - Eu o conheci na Academia onde ambos lecionamos. É um lugar único no mundo, por reunir humanos e toda sorte de criaturas... Inclusive nós. Obviamente, ele não sabia de nada disso, e nenhum humano normal deve saber. É, afinal, uma organização pacifista, e eu admiro o trabalho feito pelo diretor.&lt;br /&gt; - Entendo... Ele quer promover a paz mostrando que é possível a convivência harmoniosa entre humanos e os demais seres. Interessante...  – por um instante, ele pareceu um pouco distraído, mas recuperou o foco – Eu não sei se posso permitir a relação entre vocês dois. Como posso saber que não o está apenas usando como uma fonte dos nutrientes que vocês dessa espécie tanto precisam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Eu o olhei, séria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Temos tecnologia suficiente para recusar e até mesmo abominar esse tipo de relação. E mesmo que não houvesse tal tecnologia, eu me recusaria a tomar sangue humano. Há outras fontes que podem ser usadas para isso sem maiores prejuízos.&lt;br /&gt; - É claro. Sinto muito se a ofendi com a pergunta.&lt;br /&gt; - Eu amo Mikhail. Eu nunca seria capaz de usá-lo.&lt;br /&gt; - Certamente que não... Você até mesmo tem um pouco do cheiro dele em si. E o mesmo se aplica a ele. Tenho certeza que ele a ama. E por isso cuidam tanto um do outro... O que inclui eventuais trocas de sangue, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Eu corei, mas ele apenas me olhava, sorrindo afetuosamente. Então, olhou para a parede. Para a tela da moça que eu vira mais cedo, e suspirou profundamente. Olhei também para a pintura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Eu também já amei alguém, um dia. Era uma moça um pouco mais jovem que eu, e era linda como o sol da meia noite. Ela era tudo para mim... Era meu mundo – a voz com que ele falava era melancólica, cheia de sentimento, de saudade. Ele olhou para mim, e sorriu tristemente – Mas ela morreu. E com ela, tudo o que um dia eu pude chamar de amor. Se ao menos eu pudesse voltar no tempo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Eu olhava aquele homem imponente, imortal, de feitos eternos. E de repente, ali, ele parecia tão pequeno, tão frágil. Tão humano. Ele fechou os olhos por um instante, recobrando o ar distante usual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Parecia interessada nela mais cedo. Aquela é Laura. Minha falecida esposa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Me senti um pouco constrangida, pois Christian, afinal, percebera que eu havia reparado na pintura. Então, pude apenas sorrir, tentando confortá-lo de alguma forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Ela era linda... – murmurei, olhando a tela.&lt;br /&gt; - Sim. E é por isso, enfim, que não duvido que ame Mikhail. O amor que vocês têm um pelo outro se parece muito com o que havia entre nós. De qualquer forma... Vou voltar para minhas pesquisas. Já a detive por tempo suficiente – ele sorriu, levantando-se – Deve descansar agora. Amanhã devemos nos falar novamente. Boa noite, senhorita Von Klaus. E antes que eu me esqueça... A senhorita é tão linda quanto minha esposa era. Uma beleza refinada, delicada. Uma beleza imortal...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Eu também me levantei, e, sem graça, apenas balancei a cabeça, enquanto ele me sorriu uma última vez, para sumir pela porta para o seu laboratório.&lt;br /&gt; E de repente, no meu caminho de volta ao meu quarto, eu lembrei das inscrições na lápide de Laura. Sim... Ela era de uma beleza imortal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6555487550404030298-6137694531233626885?l=murmure-delame.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://murmure-delame.blogspot.com/feeds/6137694531233626885/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2010/02/cronica-27-lovers.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/6137694531233626885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/6137694531233626885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2010/02/cronica-27-lovers.html' title='Crônica #27: Lovers'/><author><name>Pris</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08399235369260638749</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr4xfwgKW84/SsqOfVBhxSI/AAAAAAAAAAM/CbhPKDsFQ1k/S220/bibdsibv.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6555487550404030298.post-1059016401403899309</id><published>2010-02-06T21:09:00.005-02:00</published><updated>2010-03-24T17:51:45.328-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vinte e seis'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><title type='text'>Crônica #26: Feelings of a god</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;i&gt;Nham, enfim mais um capítulo saído do forno! =)&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;i&gt;Chegando a um ponto crítico da história! Uuuuh! Por isso a demora, galera (tenho que pensar em cada palavra, pra fazer o melhor trabalho possível! xD). Bom, sem mais enrolação, porque sei que não estão aqui pra ler o que o Al pessoa física está dizendo, mas sim o que ele (e a Pris, é claro) estão escrevendo. Então, fiquem com mais um capítulo! Abs.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Allan&lt;/b&gt;.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Deitado, fitava o teto de meu quarto, me perguntando o que meu ancestral tinha planejado para nós. Antes de me recolher para a cama, porém, tomei um banho, afinal a viagem por baixo da terra fora totalmente desagradável. Após a limpeza me deitei, esperando as horas passarem até o jantar. Não agüentando muito tempo, segui para o quarto de Sophia, que me recebeu de certa forma aflita. Conversamos:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;_O que acha que ele pretende, se entregando dessa forma para nós?_perguntou-me Sophia, sentada em sua cama.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;_Não faço idéia, mas não devemos baixar a guarda em nenhum momento. Sabemos que ele era uma pessoa cruel e inescrupulosa. E devemos lembrar sempre do encanto que existe em sua voz e em suas palavras._ disse eu. Não me sentia confortável agora que conhecera Christian. Tinha certeza que ainda não estava acabado, mas não tinha como fugir a verdade agora.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Olhando para o relógio, Sophia percebeu que a hora do jantar se aproximava. Então levantamo-nos, e seguimos para a sala de jantar, acompanhados de um animado Roberto. A casa era imensa, e só pudemos encontrar o local por dedução e sorte. Lá chegando, uma longa mesa se estendia, totalmente posta. Ao fim da mesa, Christian nos saudava. Nos aproximamos do local onde estava, nos sentando junto dele, que parecia deliciado com nossa presença.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;_Há muito tempo não recebo convidados à mesa! É realmente um prazer tê-los aqui!_e com um estalo de dedos, chamou o serviço._Sintam-se a vontade, garotos. Comam o quanto quiserem.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Nesse momento um rosto familiar surgiu, entre os servos de Christian. Lá estava a mulher que encontramos no cemitério, agora vestida como uma perfeita empregada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;_Ah, acho que já conheceram a Elisabeth. Desculpem os modos dela àquela hora, mas eram ordens minhas. Ela é uma serva leal, afinal de contas._disse Christian, sorrindo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;_Desculpem-me por não ter me apresentado anteriormente. Sou Elisabeth, serva do mestre Christian já há alguns anos. É um prazer tê-los nesta casa._falou Elisabeth, fazendo uma grande reverência em nossa direção. Agradecemos timidamente, antes que se retirasse, e então novamente, estávamos a sós com Christian, que se servia delicadamente dos pratos trazidos pelos serviçais. Acompanhamos ele na refeição, sem muito conversar. Até que eu, cansado de tudo aquilo, perguntei:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;_Christian, por que nos fez passar por aquilo tudo, afinal? Pra que as pistas falsas, as armadilhas preparadas?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;_Oras, eu sou o primeiro ser humano a alcançar a imortalidade. Como poderia eu ser facilmente encontrado? Você, Mikhail, como todos os que vieram me procurar, vieram em busca da mesma coisa. Você quer ser imortal, pra poder viver com sua noiva para sempre, sem precisar passar pelo tormento de tornar-se um vampiro como ela, não é?_Parecia que ele havia aumentado de tamanho, conforme proferia suas palavras. Tornara-se de repente ameaçador, a ponto de ser capaz de nos ferir. Continuou. _Como eu poderia ficar ali, esperando virem até mim, e pedirem para mudar suas vidas. Quantos e quantos não chegaram nem até a Itália? Acharia justo um qualquer chegar até aqui, e se sentar à mesa comigo? Eu, que sacrifiquei tanto para poder chegar a minha condição atual! &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Assentia em silêncio, conforme Christian falava. Realmente, suas palavras faziam sentido, se postas naquele contexto. Sophia segurava minha mão suavemente sob a mesa, prestando atenção a cada palavra dita pelo imortal. Ele, entrelaçando seus dedos e colocando as mãos sobre a mesa, continuou:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;_Enfim, vocês fizeram da forma certa, da forma que mesmo um mortal pode conseguir ultrapassar os portões de sombra que encobrem minha existência. Juntos, e somente assim, vocês chegaram onde estão. Esse é um dos valores exigidos por mim. Se fossem gananciosos e inescrupulosos, nem estariam vindo aqui &lt;st1:personname productid="em grupo. Seria" st="on"&gt;em grupo. Seria&lt;/st1:personname&gt; apenas um tolo, cego pela loucura do segredo da longevidade._e apontando subitamente em nossa direção, Christian prosseguiu seu discurso apaixonado:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;_Já vocês, pelo contrário, só buscavam respostas para suas questões. Mikhail talvez quisesse uma forma de ser imortal, mas não era o foco de suas pesquisas. Já Sophia tem isso dentro de si, não precisando de fórmula nenhuma para atingir a vida eterna. E Roberto... Apenas um curioso, um estudioso, sem qualquer pretensão de redescobrir a alquimia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Roberto sorriu, meio encabulado. O discurso de Rozenkreuz era realmente tocante, e fazia todo o sentido agora. Nós fôramos escolhidos, passamos por seus testes, e agora ele nos daria o que desejávamos. Mas era estranho, algo ainda não parecia certo naquilo tudo. Cocei o queixo e forcei um bocejo, antes que a conversa se estendesse &lt;st1:personname productid="em demasia. Ao" st="on"&gt;em demasia. Ao&lt;/st1:personname&gt; perceber, Christian parou de imediato.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;_Ah, vejam só a hora! Desculpem-me tê-los mantido aqui tanto tempo. Bem, já sabem o caminho para seus aposentos. Creio que devam ter uma boa noite de sono, para que amanhã possamos esclarecer mais dúvida, sim? Qualquer coisa estarei no subsolo, em meu laboratório... Caso precisem de qualquer coisa, não hesitem em me pedir, ou aos servos da casa._e levantando-se, apenas esperou que déssemos boa noite, antes de desaparecer pela porta, em direção a seu reduto branco.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Caminhamos pelo hall à meia-luz, em direção aos quartos, porém entramos todos no quarto de Roberto, para uma “reunião”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;_Então, o que acharam?_perguntei de súbito, mal tendo fechado a porta atrás de mim.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;_Parece um bom senhor, Mikhail. A meu ver, ele tem razão em ter colocado barreiras. Se fosse fácil encontrá-lo, quantos teriam vindo até ele, só para pedir pelo segredo da imortalidade?_dizia Roberto, de uma forma apaixonada, como fora o discurso daquele que foi a razão de suas pesquisas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;_Pode até ser, mas algumas coisas ainda me incomodam nele. Precisamos ficar atentos a tudo. Afinal de contas, ele fez coisas terríveis._retrucou Sophia, pensativa. _Querido, sempre se mantenha junto da sua espada, afinal nós já vimos do que ela é capaz. Talvez isso tudo seja apenas mais um truque, mais uma ardil...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Assenti, cabisbaixo. O discurso de Christian parecera sincero, mas sempre mantive em mente o seu poder de mediação. Sempre teria de manter a guarda alta, pois afinal, eu era o alvo principal, aparentemente. Dissemos boa noite para Roberto, e seguimos para nossos respectivos quartos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Enquanto isso, no subterrâneo da velha casa, Christian Rozenkreuz permanecia sentado, pensativo. Sempre tecendo sua teia de palavras e atos. Sempre desperto para tudo ao redor. Sempre, e para sempre acordado.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6555487550404030298-1059016401403899309?l=murmure-delame.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://murmure-delame.blogspot.com/feeds/1059016401403899309/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2010/02/cronica-26-feelings-of-god.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/1059016401403899309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/1059016401403899309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2010/02/cronica-26-feelings-of-god.html' title='Crônica #26: Feelings of a god'/><author><name>Allan Cadarn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01793057454533756849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_AtvAAQe6Oys/SurI_hF6_XI/AAAAAAAAAEs/8JFWSf5cInA/S220/ac-altair8.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6555487550404030298.post-8462247642934457631</id><published>2010-01-24T21:16:00.000-02:00</published><updated>2010-01-24T21:21:04.908-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vinte e cinco'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><title type='text'>Crônica #25: Portrait</title><content type='html'>É, a net da praia finalmente decidiu colaborar comigo. Por isso, venho trazer, em primeira mão, o capítulo 25! Espero que gostem :3&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fiquei realmente impressionada. Por alguns segundos, eu não soube exatamente o que fazer. Apenas, olhava aquele homem de branco, com um misto de admiração e receio. Sim, admiração. A semelhança era imensa. Pouquíssima coisa o diferenciava de Mikhail, meu noivo, e tamanha era tal semelhança que poderíamos afirmar sem dúvidas que Mikhail seria a reencarnação de Christian Rosenkreuz, se o mesmo houvesse morrido. Mas isso era impossível. Lá estava ele, magnífico, mesmo depois de séculos. Vivo. Apesar de não ser um de meus semelhantes, e nem possuir traços de qualquer outra criatura mística que eu conhecesse - ao contrário, tinha a aparência bastante humana – ainda assim, era um imortal, de fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Parecem cansados. Sinto muito por ter de trazê-los até aqui dessa forma, mas não havia meio mais rápido. Além do mais... Estava ansioso por tê-los comigo – ele sorriu para nós, e era um sorriso verdadeiro, afetuoso. Quase fraternal – Venham. Eu não lhes pretendo fazer mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Nós nos entreolhamos, e decidimos nos aproximar, cautelosos. Estávamos esperando pelo pior, afinal, esse era o mesmo homem que ordenara tantas mortes, em nome de suas pesquisas. O mesmo que perseguira o próprio filho, e matava seus descendentes tão logo os encontrasse. Por isso, tomei a dianteira de Roberto e Mikhail na saída, sendo a primeira a ir de encontro a Christian. O imortal me olhou com certo interesse, e me estendeu a mão. Resolvi aceitar o toque, e ver o que viria a seguir. Foi com surpresa que senti sua pele morna, humana, o que deixava claro que não era um ghoul, como os que tínhamos visto. Claro que não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Senhorita Von Klaus... Bem-vinda. Espero não estar chateada pela forma grosseira com que a trouxe aqui. Reconheço que não era o meio mais apropriado a uma dama – e levou minha mão aos lábios – Como forma de compensar tamanha falta de tato, oferecerei toda a minha hospitalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Não sabendo exatamente o que dizer, apenas fiz um sinal afirmativo com a cabeça, séria. Em seguida, Christian se dirigiu a Roberto, e ambos apertaram mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Obrigado por ajudar Mikhail, Senhor Andolini. Sei que a Rosenkreuz é a pesquisa de sua vida, e, por isso, acho que posso contribuir com um pouco do que sei. Mas tudo em seu devido tempo, é claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Depois disso, então, ele se dirigiu ao meu noivo, fitando-o por um instante. Mikhail tinha no rosto uma expressão desconfiada, e parecia analisar cada passo de Christian. Estava alerta para a possibilidade de uma nova emboscada, e eu não fui a única a perceber isso. O próprio Christian, percebendo a tensão que se formara, esboçou um sorriso calmo. E então, simplesmente abraçou Mikhail.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - De todos os meus descendentes, você é o mais capaz, o mais inteligente, e o mais valoroso. Mostrou-se digno de todo o meu respeito. Eu o admiro, jovem Mikhail. Espero que possamos nos dar bem. Temos muito a conversar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito isso, eles se separaram, e Christian, com uma expressão cordial, nos convidou a entrar através de outra porta, do lado oposto do laboratório. Fomos subindo por uma escadaria ampla, longa, em um corredor bem cuidado e iluminado. Não podíamos, no entanto, ver a fonte daquela luz, e não havia lâmpadas, ou fiação. O nosso anfitrião percebeu a curiosidade em nós, e foi nos explicando, durante o caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - É Alquimia. Fonte de energia e luz pura, limpa e renovável. Quase eterna, eu diria. Um truque consideravelmente antigo e simples, mas seu conhecimento acabou se perdendo no tempo – ele suspirou, lamentando – Muito conhecimento de valor já foi perdido. Como pesquisador, eu luto para encontrar o que sobrou dos tempos antigos, e preservar tais achados.&lt;br /&gt; - É para isso que aquele laboratório serve? Pesquisas com Alquimia antiga? – perguntou Roberto, incapaz de conter a própria curiosidade. Rosenkreuz sorriu.&lt;br /&gt; - Sim, exatamente. São pequenos projetos, pequenas pesquisas, apenas para coisas simples. Os pássaros, as plantas, a luz... Tudo naquele ambiente foi gerado a partir da Alquimia. É de fato uma ciência magnífica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Chegamos a uma porta simples, de madeira, por onde passamos, sempre atrás de Christian. No instante seguinte, estávamos numa sala espaçosa, com janelas de vidro amplas, por onde entravam a brisa e os raios do que restava do sol vespertino, já quase posto por completo. Havia uma lareira para os invernos rigorosos, e alguns móveis de madeira que, apesar de antigos, ainda ostentavam luxo e mostravam a fineza dos tempos em que foram adquiridos. &lt;br /&gt; Havia telas a óleo nas paredes, também belas e antigas, e uma delas reconheci como sendo um Rembrandt. Mas essa não era a que mais me havia chamado a atenção. No meio de uma das paredes, solitária, havia pintura uma maior, um retrato de uma moça. Tinha longos cabelos louros e lisos, olhos azuis, pele muito branca, e uma expressão serena. Mesmo sendo um retrato do busto, podia-se perceber que usava um vestido fino, típico das damas nobres de alguns séculos atrás. Era linda. Uma beleza surreal. &lt;br /&gt; Senti-me curiosa para saber quem era, mas não achei próprio perguntar. Tampouco deixei que o nosso anfitrião percebesse a minha curiosidade. Com o tempo, eu esqueceria o rosto daquela jovem misteriosa e bela. Mal eu sabia o quanto estava enganada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Eu irei levá-los aos seus aposentos... Acredito que estejam cansados e precisem de um banho antes do jantar. Não se preocupem com nada, mandei que providenciassem roupas limpas e tudo o que lhes possa ser necessário. Por favor, sigam comigo mais um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Seguimos por um lance amplo de escadas, que ficava à frente da porta de entrada para casa. No patamar superior, além de um bem iluminado corredor principal, que seguia em frente, havia uma bifurcação. Fomos pelo corredor, e, de cada lado, reparei que havia algumas portas. Havia também um vitral enorme e colorido, ocupando toda a parede ao fim do corredor. Paramos em frente à primeira porta da esquerda. Christian virou-se para nós, com uma expressão calma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Este será o quarto do Professor Andolini. Espero ser agradável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Roberto seguiu adiante, abrindo a porta. Um quarto enorme nos foi revelado. Era claro, com paredes, cortinas e lençóis creme. Ele murmurou um agradecimento meio tímido, e entrou no quarto. Em seguida, o imortal nos levou para os dois quartos seguintes, abrindo suas portas, e revelando aposentos igualmente amplos, mas com paredes e lençóis de cores diferentes, nas tonalidades branca e azul claro, respectivamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Este é o quarto da senhorita... – Christian gesticulou, mostrando o aposento - Por favor, sinta-se a vontade. O quarto seguinte fica para Mikhail. Creio que com isso estejam bem estabelecidos. Em duas horas, o jantar estará pronto. Assim, podem descansar um pouco, antes de conversarmos melhor – e sorriu, virando as costas e voltando pelo corredor - Até logo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Eu olhei para meu noivo, me perguntando se estávamos mesmo seguros. Ele me olhou, determinado, e me deu um beijo na testa, antes de irmos cada um para seu quarto. E eu compreendi que não tínhamos outra escolha, a não ser ficar e ver o que nosso anfitrião desejava de nós.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6555487550404030298-8462247642934457631?l=murmure-delame.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://murmure-delame.blogspot.com/feeds/8462247642934457631/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2010/01/cronica-25-portrait.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/8462247642934457631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/8462247642934457631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2010/01/cronica-25-portrait.html' title='Crônica #25: Portrait'/><author><name>Pris</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08399235369260638749</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr4xfwgKW84/SsqOfVBhxSI/AAAAAAAAAAM/CbhPKDsFQ1k/S220/bibdsibv.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6555487550404030298.post-3057321438172941533</id><published>2010-01-14T23:08:00.006-02:00</published><updated>2010-01-24T21:20:21.341-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vinte e quatro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><title type='text'>Crônica #24: Family Meeting</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Well, após o recesso de Final de Ano, cá estamos de novo, com mais um capítulo dessa emocionante história! (SessãodaTardefeelings xD) Enfim, apreciem! =***&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Já na saída da igreja, após tomar o elevador de volta, eu já quase não podia esconder o meu ódio amargor. Meu semblante traía o sentimento guardado dentro de mim naquele momento. Foi Sophia que me fez libertá-lo em palavras:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_Mika... Está tudo bem..?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_Claro que não está, Sophy! Viajamos de tão longe, por uma pista falsa, e quase morremos nas mãos de uns imbecis, perseguindo uma pista falsa! Eu só queria que isso terminasse logo..._desabafei, um tremor de ódio percorrendo minha bochecha esquerda.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Entrei no carro em silêncio, e assim permaneci, tentando encontrar um sentido, uma resposta. Pela primeira vez me senti exausto, sem forças. Sophia sentou-se ao meu lado e me abraçou em silêncio, enquanto Roberto dirigia de volta para a casa de meus avôs.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Ao passarmos por um pequeno trecho de auto-estrada no caminho de volta, um engarrafamento se formava a nossa frente. Aparentemente, ocorrera um acidente em algum ponto a nossa frente, o que dificultava o fluxo de veículos. Após alguma lentidão, passamos ao lado do local do acidente. Havia uma ambulância, um carro de polícia e o próprio carro capotado, com duas figuras disformes, cobertas com um plástico preto. Engoli em seco.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_Que lástima... _disse Sophia, em voz baixa. Eu, quando vi o resultado do acidente, lembrei-me imediatamente do acidente fatal em que meus pais se envolveram, e senti uma grande dor no peito. Olhei novamente para aquelas figuras ocultas, e algo me chamou a atenção.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Uma mancha avermelhada se destacava no canteiro da estrada, parcialmente coberto pela neve. A forma totalmente simétrica de uma rosa-cruz estampava a neve, &lt;st1:personname productid="em sangue. Um" st="on"&gt;em sangue. Um&lt;/st1:personname&gt; segundo depois, o carro saiu do engarrafamento, e voltou a ganhar velocidade. A mancha, vívida em minha mente, talvez fosse apenas uma ilusão, como em um teste de Rorschach. Ou talvez fosse um sinal, um convite.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_Professor, pegue a próxima saída a direita, na estrada. Vamos pra outro lugar!_disse, saindo do antigo torpor. Se aquilo fosse um sinal, sabia exatamente pra onde ir. O cemitério onde meus pais estavam enterrados.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Pouco depois de sairmos da auto-estrada, e já explicada a súbita mudança de rumo, estávamos seguindo por uma rua pouco movimentada, quando à esquerda destacava-se um longo muro branco. Paramos próximo a um enferrujado portão de ferro, e sem demora, entrei, seguido por Sophia. Roberto, após um sinal-da-cruz, entrou, e seguimos em frente, pelo corredor principal.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Ao longe, avistei a humilde sepultura de meus pais. Caminhei sem pressa até lá, me ajoelhando ao chegar a frente da lápide bem cuidada. O mármore ainda reluzia, e flores brancas despontavam aqui e ali, no gramado. Sempre era fácil reconhecer, pois eu mesmo plantara aquelas flores, as favoritas de minha mãe. Fechei os olhos e fiz uma curta oração, virando-me em seguida para Sophia, que apenas observava.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_Vamos, pelo jeito não tem nada aqui, também.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Quando demos as costas para a lápide, uma voz doce chamou:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_Você demorou a chegar, Mikazinho...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Virei e vi uma garota jovem, de cabelos negros longos, sentada sobre a pedra de mármore. Tinha um sorriso dissimulado nos lábios, que se abriu mais quando cruzei olhares com ela.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_Você tem exatamente os mesmos olhos dele, sabia? Só a aparência que é mais nova... uma gracinha!_disse ela. Tinha uma voz melodiosa e infantil, e vestia-se com uma saia branca com pregas, e uma blusa simples, igualmente branca. Olhava para ela, irredutível. Sophia apertou minha mão junto as suas, um pouco mais forte que o normal. Após raciocinar um pouco, perguntei:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_Afinal, quem é você, e de quem está falando?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_Ele tem te esperado chegar! Ficou chateado por não ter vindo visitar seus pais logo, ao invés de ficar andando em círculos por aí._a garota disse, dando um risinho debochado. Avancei, tentando me aproximar. Já estava sem paciência para discursinhos ou brincadeiras. Queria chegar logo a resposta daquilo tudo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;A garota pôs-se de pé sobre a lápide com um pulo, e disse:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_Bem, ele está a sua espera, então melhor não se atrasarem..._em seguida pôs o indicador e o polegar nos lábios e assobiou um som estridente, porém melodioso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Tão logo ela tirou os dedos dos lábios, o chão sob nossos pés começou a tremer, como se algo estivesse cavando para cima. Subitamente, mãos sujas de terra, esqueléticas e cadavéricas, agarraram nossos tornozelos com força, nos imobilizando.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_Mas o que..?_Exclamei, olhando assustado para a menina, que mantinha o doce sorriso nos lábios. Disse, piscando um olho:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_Nos vemos lá, gracinha!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Ela permaneceu parada, porém nós começamos a nos mover para baixo. As mãos nos puxaram com força para baixo da terra, por três buracos distintos. Fechei os olhos e chamei por Sophia e Roberto, e ouvi suas vozes distantes, ecoando embaixo da terra. Logo porém me calei, depois que um pouco da terra entrou em minha boca. Mantive os olhos fechados durante toda a viagem, que durou um tempo incontável, e ao mesmo tempo foi muito rápida.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Fomos jogados os três juntos em um largo túnel, em frente a uma grande porta dupla. Ao olharmos para trás não vimos mais sinal das terríveis mãos que nos trouxeram, além dos buracos por onde tínhamos sido lançados. Dei de ombros após sacudir a terra das roupas e do cabelo, e disse:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_Bem, parece que somos mesmo esperados... melhor irmos..._e avancei para as portas, a paciência há muito esgotada. Às minhas costas, Roberto disse:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_Por que sempre temos que vir parar embaixo da terra? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Sophia suspirou, exausta, enquanto eu empurrava a porta pesada com ambas as mãos. Lá de dentro, uma grande e inesperada claridade nos cegou por um momento, e o som do canto de pássaros invadiu nossos ouvidos. Uma voz familiar então clamou, tranqüila:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_Sejam bem-vindos, crianças. Sintam-se a vontade, enquanto termino de cuidar das plantas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Quando me acostumei com a claridade novamente, vi de quem era a voz. Um homem alto, pouco mais velho que eu regava alguns vasos com plantas frondosas. Raios de sol vespertino entravam por um quadrado de vidro, colocado no teto, sobre as plantas. O resto da luz, mais clara, não tinha fonte específica à primeira vista, mas estava mais interessado na figura abaixada sobre as plantas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Vestia-se com uma roupa simples e longa, totalmente branca, como boa parte do ambiente. Suas roupas destoavam muito de seus cabelos negros, e quando virou-se para nós, o choque foi terrível.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Tinha a minha forma, mais sério e austero. Mais experiente e com certeza, ainda mais depois de eu ter descido pela terra, mais limpo. Seus olhos, diferente dos meus, eram de tonalidade mais clara, e não traíam qualquer emoção. Deixou o regador de lado e disse, fazendo uma breve reverência:&lt;/p&gt;  &lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language:PT-BR; mso-bidi-language:AR-SAfont-family:&amp;quot;;font-size:12.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_Muito prazer, crianças. Eu sei que estiveram procurando por mim. Pois bem, aqui estou. Sou Christian Rozenkreuz.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6555487550404030298-3057321438172941533?l=murmure-delame.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://murmure-delame.blogspot.com/feeds/3057321438172941533/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2010/01/cronica-24-family-meeting.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/3057321438172941533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/3057321438172941533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2010/01/cronica-24-family-meeting.html' title='Crônica #24: Family Meeting'/><author><name>Allan Cadarn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01793057454533756849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_AtvAAQe6Oys/SurI_hF6_XI/AAAAAAAAAEs/8JFWSf5cInA/S220/ac-altair8.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6555487550404030298.post-8034755030962193056</id><published>2009-12-01T20:27:00.000-02:00</published><updated>2010-01-24T21:19:23.028-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vinte e três'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><title type='text'>Crônica #23: Trapped</title><content type='html'>Muito bem, estamos dentro do prazo! Capítulo 23... Demorei? Acho que não, hein, Al? :x&lt;br /&gt; Boa leitura!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não houve pausa, não houve um momento sequer para pensar em uma estratégia. Os três primeiros encapuzados avançaram rapidamente, cada um portando uma espada. Defendi imediatamente antes de um deles acertar meu ombro, esquivando e, em seguida, rasgando sua capa na altura do pescoço. Meu adversário caiu, agonizante, e pude ver que sangue fluía de sua pele, escorrendo pela capa, e pelo chão.&lt;br /&gt; O encapuzado que falara anteriormente estalou os dedos, e mais um deles saltou da “platéia” que se formara, vindo diretamente para mim. Chutei-o para longe, tentando pensar e ver se meu noivo e Roberto estavam bem. O primeiro acabara de derrubar seu adversário, cortando-lhe o braço, enquanto o segundo avançava animadamente na direção de um encapuzado já no chão, furando-lhe o peito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - O que foi? Só estou garantindo que ele não vai reviver e virar um ghoul – disse Andolini, quando percebeu meu olhar de incredulidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Percebi aquele que eu havia chutado aproximando-se novamente, e, sem hesitar, enfiei a adaga fundo em seu ventre. O próximo veio logo atrás, mirando meu pescoço, e eu desviei o golpe, girando e atingindo-o pelas costas. Enquanto isso, Mikhail despedaçava mais um deles, implacável como eu nunca o vi, e Roberto mirava a cinquedea na cabeça de um encapuzado cuja mão sangrava terrivelmente. Estávamos indo bem. &lt;br /&gt; Mas eu sabia que não poderíamos ficar assim pra sempre. O número de encapuzados não parecia diminuir nem um pouco, e, após derrotar sucessivos adversários, o cansaço já era evidente em meu noivo e Andolini, que se esforçavam para manter o ritmo. Eu poderia agüentar mais. Mas e eles?&lt;br /&gt; Rasguei o peito de outro encapuzado com minha adaga. Estava ficando cansada de lutar como uma humana. E então, decidi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Mika, Roberto... Tentem não se aproximar de mim, sim? – falei-lhes, alto o suficiente apenas para a minha voz sobrepor-se ao som do choque entre metais.&lt;br /&gt; - Sophy, o que vai...? – Mikhail aparou um golpe de um inimigo que quase o pegara distraído, enfiando a espada em sua barriga em seguida, derrubando-o. Estava arfando, cansado.&lt;br /&gt; - Vou pegá-los... A minha paciência acabou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Fechei os olhos brevemente, tentando me concentrar. Senti que havia mais um adversário correndo para mim. Com sorte, conseguiria detê-lo a tempo. Só mais um pouco...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Sophia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E o inimigo chegou até mim, no momento que abri os olhos, desferindo um golpe em direção ao meu rosto. Esquivei-me como pude, não conseguindo evitar um arranhão. E simplesmente toquei-lhe o pulso. E ele caiu, morto. &lt;br /&gt; Nessa hora, os encapuzados da platéia levantaram-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Ela está usando poderes... Vão! Detenham-na! – ordenou o chefe, e imediatamente sete encapuzados saltaram em minha direção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Soltei minha adaga no chão. A partir de agora, usaria apenas as mãos. Movimentava-me fluidamente entre os adversários que avançavam contra mim, tocando-os nos braços, costas, cabeças, em qualquer lugar. E um após o outro, eles caíam. Depois, fui até os membros que restavam na platéia, saltando, girando, tocando-os. Desviando de seus golpes como podia. Até que não restava mais nenhum. Até chegar ao chefe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Muito bem... Agora está sozinho. Vai nos dizer onde está o seu senhor... Ou terei de recorrer a algum método mais... Convincente? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Olhava-o fixamente, observando cada movimento que fizesse, cada respiração. Subitamente, o encapuzado-mestre riu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Senhor? Eu não sei onde está. E mesmo que soubesse, eu nunca diria! Trabalhamos por ele, e morreremos por ele, para depois renascermos. E teremos vida eterna! Quanto a vocês... Coisas muito piores os aguardam. Agora... A eternidade me espera!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O encapuzado tirou rapidamente do bolso da capa um punhal de prata, enfiando-o em seu ventre, rasgando-o. Caiu no chão, com um urro de dor. Estava morto antes mesmo que eu o pudesse tocar. Caí de joelhos, e Mikhail e Andolini correram pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Sophy... Está... Tudo bem? – meu noivo estendeu a mão para mim, me olhando, apreensivo.&lt;br /&gt; - Sim... Eu estou... – hesitei um pouco, mas em seguida peguei sua mão, e ele me ajudou a erguer-me – Apenas um pouco cansada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Andolini entregou-me minha adaga, que eu havia deixado para trás, e eu agradeci, guardando-a.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Vamos embora daqui – ele disse, olhando ao redor – Acho que não há mais nada a ser feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mikhail e eu assentimos, e, apoiados uns nos outros, sangrando e exaustos, fomos para a saída.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6555487550404030298-8034755030962193056?l=murmure-delame.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://murmure-delame.blogspot.com/feeds/8034755030962193056/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2009/12/cronica-23-trapped.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/8034755030962193056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/8034755030962193056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2009/12/cronica-23-trapped.html' title='Crônica #23: Trapped'/><author><name>Pris</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08399235369260638749</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr4xfwgKW84/SsqOfVBhxSI/AAAAAAAAAAM/CbhPKDsFQ1k/S220/bibdsibv.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6555487550404030298.post-5958482034049166291</id><published>2009-11-25T15:59:00.005-02:00</published><updated>2010-01-24T21:18:47.827-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vinte e dois'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><title type='text'>Crônica #22: Path of Regret</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Oi pessoal, tudo bem? ao contrário do que a Pris disse, não demorei tanto assim com esse, não é mesmo? xD&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Enfim, aproveitem mais esse capítulo, só cuidado para não arrancarem os cabelos, com a expectativa do próximo! *evil laugh*  ;)&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Pegamos o carro de meus avós emprestado e saímos. No carro, Roberto lia seus apontamentos, verificando possíveis erros.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;_Deixa eu ver se entendi. Christian Rozenkreuz encontrou um meio de tornar-se imortal, e vive até hoje por aí. Os Stravinsky são na verdade os descendentes dos Brunetière, que juraram proteger a linhagem dos Kreuz, ou seja, o nosso Mika, aqui...ok.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;_Isso, e adicione aí como incógnitas a morte de Laura, e como Christian descobriu a existência e o paradeiro de Mika._disse minha noiva, pensativa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Pouco depois, chegamos à igreja de Sta. Sophia, ou o que restara dela. Descemos do carro e caminhamos, até onde ficava a porta. O cenário era desolador. As paredes de pedra haviam resistido, porém a porta, os vitrais e o teto haviam sido consumidos pelas chamas. Entramos com cuidado, passando pelos destroços. Lá dentro, a destruição era ainda mais visível.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;O chão e as paredes estavam negros como carvão. As imagens de santos, todas destruídas. Bancos, portas e pedaços do telhado, transformados &lt;st1:personname productid="em cinzas. Apenas" st="on"&gt;em cinzas. Apenas&lt;/st1:personname&gt; um pequeno trecho, no canto esquerdo, permanecia intacto. Fui diretamente pra lá.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Um anjo de gesso em tamanho natural, do lado esquerdo, foi o marco onde o fogo parou, pois só a face direita havia sido tocada pelas chamas. Isso era visível, pois somente metade de seu rosto estava escurecida. Me aproximei da imagem, que tinha um rosto implacável e uma espada erguida nas mãos. Sua imagem parecia ainda mais terrível com metade da face sombreada, cor de carvão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_Algo de errado aí, Mika?_minha noiva veio ao meu encontro, para olhar a imagem mais de perto._estranho o fogo ter parado exatamente aqui, o que será que aconteceu?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_Bom, segundo a reportagem sobre o incêndio, começou a chover pouco depois do incêndio começar, mas até aí, já havia consumido quase a igreja inteira. Só esse lado esquerdo ficou intacto, e mesmo assim, ainda bastante destruído._Roberto explicou, olhando para os pés do anjo, onde havia uma placa de bronze parcialmente derretida onde lia-se:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Uriel&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Anjo do Arrependimento&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Ergui uma sobrancelha e disse em tom sarcástico, examinando a estátua:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_O arrependimento com uma espada na mão? Nem um pouco ameaçador...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Sophia riu, e observou as paredes que não haviam sido consumidas, tentando encontrar alguma pista ou indício, mas aparentemente, nada fora do comum. Roberto, forçando um pouco a mente, disse:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_Uriel, pelo que me lembro, é aquele que precede a tempestade. Apropriado para essa situação de incêndio. O que de qualquer jeito é estranho, porque dizem que ele não tem piedade de nada...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Toquei o gume da espada que a estátua segurava, e para minha surpresa, estava afiado. Surgiu um talho fundo em meu indicador, por onde escorreu um pouco de sangue. Soltei uma exclamação de surpresa, e Sophia virou-se rapidamente para mim:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_O que houve, querido? Algo de errado?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_Não, só cortei o dedo...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;O olhar de minha noiva paralisou-se na estátua, e eu instintivamente me virei para ver. E ali, no lado branco do anjo, pude compartilhar do assombro de Sophia. O pouco sangue que saiu do corte em meu dedo escorria agora pela lâmina de gesso, revelando ranhuras, como um emaranhado de veias em baixo relevo, que cobriam toda a espada. Ao preencher toda a extensão da lâmina, o olho esquerdo de Uriel se iluminou, e o chão cedeu sob nossos pés. Entre exclamações de surpresa e sustos, estávamos mais uma vez no subsolo de uma igreja. Na total escuridão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_Olha, eu não sei vocês, mas eu tenho certeza que isso não foi causado por enfraquecimento da estrutura do prédio... _resmungava Roberto, sacudindo a poeira de suas roupas. Em seguida acendeu um isqueiro, e percebemos que o chão não havia cedido, realmente. Uma parte do chão desceu, juntamente conosco e com a estátua de Uriel, que agora estava ali ainda imponente, porém sem mais o brilho no olhar. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_Essa estátua era um elevador para o “subsolo &lt;st1:metricconverter productid="1”" st="on"&gt;1”&lt;/st1:metricconverter&gt;, Mikhail. Parabéns, você ativou ela, mesmo sem saber..._Roberto disse, sorrindo brevemente. Seu sorriso deu lugar a um olhar desconfiado para o caminho à frente. Um túnel estreito, que seguia sem qualquer vestígio de saída, rumo a escuridão. Dei de ombros.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_Pelo menos ninguém aqui sofre de claustrofobia...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;E lá na frente, ouvi um murmurar sem sentido. Segurei o punho de minha espada, esperando o que quer que estivesse a frente. O sussurro só aumentava, ficando cada vez mais próximo, até que se tornou uma voz sibilante e gelada:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_Finalmente, nossos convidados chegaram. Vamos recebê-los de forma bem calorosa!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Roberto já tinha sua cinquedea em mãos, e Sophia aguardava, apreensiva, com sua adaga &lt;st1:personname productid="em m￣os. Dei" st="on"&gt;em mãos. Dei&lt;/st1:personname&gt; um passo a frente, a espada firmemente segura. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_Quem são vocês? Apareçam de uma vez!_minha voz saiu mais firme do que eu esperava, mas era bem apropriado, afinal estávamos no covil do inimigo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_Como quiser, garoto insolente!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;E das sombras saltaram três vultos negros, vindo em nossa direção. Sem pensar, brandi minha espada contra o primeiro, que se partiu em dois, com um grito furioso. Engoli em seco, pois fora mais impulsivo do que planejado. Os outros vultos recuaram, ficando à espreita. Segurei a espada mais firmemente, retomando a compostura. As sombras voltaram a atacar, mas cortamos à frente com rapidez, desintegrando-as.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_Bem, parece que somos esperados mesmo... _disse Roberto, passando seu punhal de uma mão para a outra. Arrancamos uma tábua do elevador com a estátua de Uriel, e fizemos uma tocha improvisada. Seguimos em frente, em uma fila única. O corredor aos poucos ia se estreitando, porém após uma curva, podíamos ver uma larga abertura, por onde brotava luz. Corremos até lá, e após a pequena entrada, um largo salão revestido de mármore se abrira aos nossos olhos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Completamente iluminado por archotes, o salão possuía seis colunas largas, distribuídas uniformemente por sua extensão. E bem na nossa frente, do outro lado da sala, uma centena de encapuzados nos aguardava. Não podíamos ver seus rostos ou qualquer parte de seus corpos, por baixo do longo manto negro, mas certamente pareciam afoitos, prontos para iniciar algo grande. Um deles disse, a voz arrastada e fria:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_Estamos aqui a mando de nosso mestre, para verificar se são dignos de estarem em sua presença. Em guarda!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Aquelas dezenas de pessoas sacaram de armas como espadas, lanças e machados, e marcharam para os lados da sala. Só restaram três deles, que caminhavam para o centro do grande salão, que agora remetia mais a uma arena de gladiadores.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_Obviamente, não seríamos injustos a ponto de marcharmos todos em sua direção. Como nosso mestre e senhor é benevolente, iremos três de cada vez. Uma luta justa, contra os três jovens visitantes.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Pude sentir um tom prazeroso na voz daquela sombra, e percebi que não havia jeito, a não ser lutar. Fechei os olhos por um momento, enquanto ouvia Roberto dizer, em voz baixa:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_Vocês tem certeza que isso é necessário?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;_Creio que não estejamos em posição de negociar. Alguma idéia, meu Amor?_perguntou-me Sophia. Eu apenas respirei fundo, e, abrindo os olhos gritei, sacando minha espada:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;_En Garde!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;E a luta começou.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6555487550404030298-5958482034049166291?l=murmure-delame.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://murmure-delame.blogspot.com/feeds/5958482034049166291/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2009/11/capitulo-22-path-of-regret.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/5958482034049166291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/5958482034049166291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2009/11/capitulo-22-path-of-regret.html' title='Crônica #22: Path of Regret'/><author><name>Allan Cadarn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01793057454533756849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_AtvAAQe6Oys/SurI_hF6_XI/AAAAAAAAAEs/8JFWSf5cInA/S220/ac-altair8.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6555487550404030298.post-7494350751088774948</id><published>2009-11-14T21:56:00.001-02:00</published><updated>2009-11-14T22:07:01.232-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vinte e Um'/><title type='text'>Crônica #21: Heritage</title><content type='html'>Yo! Mais um capítulo novo pra o pessoal, cheio de revelações bombásticas! (Se bem que ainda tem muito mais pra revelar nessa história do que podemos dizer nesse capítulo, mas enfim... :x) Demorei muito? Acho que sim, mas nem tanto. Pelo menos, não tanto quanto o Al demoraria *corre pra não apanhar* Brincadeiras à parte... Espero que gostem =)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidimos terminar o café-da-manhã, antes de o casal de idosos continuar a narrar uma história que, certamente, seria de importância vital para prosseguirmos com a investigação.&lt;br /&gt;Após a refeição, todos fomos para a sala, onde continuaríamos a conversa. Foi o avô de meu noivo o primeiro a romper o silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Garotos – ele suspirou – Nós não podemos ajudar muito, com relação ao atual paradeiro de Christian ou de seus seguidores. Tudo que podemos fazer é esclarecer o passado, para que possam compreender melhor a situação.&lt;br /&gt;- Atual paradeiro? – questionou Mikhail, parecendo confuso – Então isso quer dizer...&lt;br /&gt;- Sim, meu filho. Ele está vivo, em algum lugar por aí...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roberto se remexeu desconfortavelmente no sofá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas isso não é possível! Christian era um homem comum, deveria ter morrido há muitos anos!&lt;br /&gt;- Mas não morreu – a senhora balançou a cabeça, pesarosa – Ele concluiu o trabalho de sua vida, logo após a morte de Laura. Christian... Tornou-se um imortal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficamos todos em silêncio, estarrecidos. O Sr. Brunetière prosseguiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não sem antes utilizar-se de muitas vidas. Afinal, testes precisavam ser feitos... Como descendente de grãos-mestres, herdei alguns escritos da época, passados de geração em geração. Há registros de mortes e experimentos que falharam, mas os “seres” produzidos desse modo foram mantidos sob controle da sociedade, para efetuar mais pesquisas. Ao que parece, essas aberrações eram mantidas em absoluto sigilo, monitoradas por Christian pessoalmente, em um certo laboratório subterrâneo...&lt;br /&gt;- O mesmo laboratório que visitamos – conclui, pensativa – Os ghouls eram as aberrações de Christian...&lt;br /&gt;- Exato, jovem Sophia... Os mesmos ghouls utilizados no massacre da igreja que vocês foram. A essa altura, meus ancestrais já haviam fugido, Christian era imortal, e sua esposa já estava morta. Tudo o que ele desejava era apagar os traços daquilo que construíra. Havia enlouquecido...&lt;br /&gt;- E então – A Sra. Brunetière interveio, continuando a história -, quando reparou no sumiço do casal de grãos-mestres e de seu próprio filho, foi atrás deles, forçando-os a fugir, mudando de país em país. E foi assim que chegaram aqui. Não sabemos se ele desistiu de procurar, ou se perdeu a pista do casal. O fato é que vivemos algumas gerações em paz, e o assunto foi quase esquecido. Por isso não tivemos um herdeiro, para continuar a proteger o jovem Mikhail. Achávamos que não fosse mais necessário. Até a morte dos nossos protegidos...&lt;br /&gt;- Meus pais... – meu noivo fitava o chão, abatido. Segurei a mão dele, acariciando-a, esperando que isso o confortasse.&lt;br /&gt;- Sim... Percebemos, então, que o perigo não havia passado. Estava vivo, em algum lugar... Esperando uma chance...&lt;br /&gt;- Então, apesar de tudo, Christian ainda tem aliados? – questionou Andolini, curioso. Foi o avô de Mikhail a respondê-lo.&lt;br /&gt;- Não exatamente. Eles são remanescentes, herdeiros de pesquisadores de baixa hierarquia na antiga Rosenkreuz que conseguiram escapar ao massacre. Embora não saibam onde está seu mestre, acreditam que ele ainda exista, e fariam tudo para servi-lo. Em troca, é claro, da “Fórmula da Imortalidade”. São grupos bastante fragmentados e independentes entre si, o que torna ainda mais difícil encontrá-los. Acreditamos que os pais de Mikhail foram mortos por integrantes de um desses grupos... Ou talvez pelo próprio Christian... Nunca se sabe.&lt;br /&gt;- Achamos que vocês devem visitar a Catedral logo – disse a avó de meu noivo, séria – Pode ser que lá encontrem alguma pista. Afinal, ela não foi escolhida por acaso... Sophia. O mesmo nome da jovem noiva de nosso neto. Significa que devem saber sobre ela.&lt;br /&gt;- Ou pior... – continuou o avô – Pode ser um aviso. Um aviso para que tomem cuidado... Especialmente a preferida de Mikhail. Talvez eles achem que seria um bom agrado ao seu senhor fazer sofrer o descendente, matando-lhe a esposa. Fazendo-o perdê-la, como Christian perdeu sua própria...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mikhail apertou minha mão com força, os olhos fixos no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu não vou permitir... Tomaremos cuidado... &lt;br /&gt;- Novamente, querido... Pedimos desculpas por não ter contado antes. Mas a situação há algum tempo era tão diferente, não pensávamos que seria necessário...&lt;br /&gt;- Está tudo bem, vovó – ele olhou-a, com um sorriso amável – Mesmo que não sejamos parentes de sangue... Vocês ainda são minha família, meus avós – ele foi até o casal de idosos, abraçando-os – Vai ficar tudo bem. Iremos agora ver a Catedral, e voltaremos logo.&lt;br /&gt;- Obrigado, Mikhail, meu neto... – disse o Sr. Brunetière – É um bom garoto, e vai conseguir descobrir o que nós não conseguimos. Agora vão. Cuidado, e voltem logo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim, saímos, rumo à Catedral. A Catedral que tinha o mesmo nome que eu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6555487550404030298-7494350751088774948?l=murmure-delame.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://murmure-delame.blogspot.com/feeds/7494350751088774948/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2009/11/cronica-21-heritage.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/7494350751088774948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/7494350751088774948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2009/11/cronica-21-heritage.html' title='Crônica #21: Heritage'/><author><name>Pris</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08399235369260638749</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr4xfwgKW84/SsqOfVBhxSI/AAAAAAAAAAM/CbhPKDsFQ1k/S220/bibdsibv.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6555487550404030298.post-7649821523794452150</id><published>2009-11-01T20:24:00.002-02:00</published><updated>2009-11-14T22:07:23.937-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vinte'/><title type='text'>Crônica # 20: Truth</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Boa noite, amigos! Allan aqui (jura?), com mais um capítulo da epopéia de Mika e Sophy! Enfim, espero que gostem desse capítulo! Abraços, e até a próxima! =**&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Fui acordado por passos no corredor. Minha avó, logo cedo correndo com os afazeres da casa. Estar ali novamente me trazia um enorme prazer e nostalgia. Sorri, levantando-me, e deixando Sophia dormir um pouco mais. Me arrumei e desci as escadas, para ajudar meus avós com o café da manhã e outras pequenas atividades. Minha avó não parava de sorrir, desde que me viu pela manhã. Perguntou-me várias coisas sobre Sophia, e viu que respondia a tudo animadamente. Era sempre um prazer falar dela, pensar nela. Tudo que envolvia ela me fazia feliz.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Pouco tempo de conversa depois, Sophia desceu as escadas silenciosamente, e sorriu ao chegar na cozinha. Abracei-a e beijei seus lábios suavemente, desejando a ela um bom dia. Minha avó passou a conhecê-la melhor ali, porém sem ainda dizer que era uma vampira. O choque certamente seria grande, caso tivesse contado logo que chegamos. Quando Roberto surgiu na cozinha, sentamo-nos para o café.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Tomamos café tranquilamente, conversamos um pouco mais e então fui ao ponto que nos levara até ali:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;_Vovó, sabe algo sobre a igreja de Sta. Sophia? Eu vi no noticiário, e fiquei preocupado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Meus avós empalideceram, e ao se entreolharem, percebi que não se tratava apenas de um alerta dos Rosa-Cruz para mim. Havia algo além. Foi meu avô quem começou a explicar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;_Mikhail, meu neto... Você já deve saber de tanta coisa... Nos desculpe, nós não podíamos contar todas as coisas que sabíamos a você. Seus pais nos fizeram prometer a eles, mas... Você sempre foi tão inteligente, tínhamos certeza de que viria até nós, com as perguntas mais difíceis da sua vida...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;_Não cheguei até aqui sozinho, vovô... Só consegui chegar até aqui graças a Sophia e a Roberto. Sem eles, eu nem teria decidido sair nessa busca... Mas bem, o que vocês têm a me dizer? O que esconderam de mim?_ perguntei, um pouco mais alterado do que quisera parecer, mas ainda assim, sem modos rudes.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Minha avó sorriu e assentiu, dizendo:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;_Bem, primeiro conte-nos o que já sabe, inclusive sobre os vampiros..._E olhou diretamente para Sophia. Minha noiva corou levemente, e eu perguntei assustado:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;_Como sabem sobre vampiros? E como sabem que a Sophia é uma vampira...?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;_Sabemos de tanta coisa, querido... Inclusive identificar um vampiro quando vemos um... _Sorriu ternamente para Sophia, e em seguida completou._ Mesmo assim, podemos ver que a jovem Sophia é uma vampira decente... E bem, se ela te faz feliz, porque iríamos contra?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Segurei a mão de minha noiva sob a mesa, e sorrimos um para o outro. Meu avô pigarreou e disse:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;_Bem, Mikhail... Conte-nos o que descobriu até agora...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;E eu contei. Tudo, desde que conheci Sophia e descobri sobre vampiros, Rozenkreuz, os Ghouls na Itália, até a fuga do filho de Christian para a Ucrânia, com os Brunetière. Ao final, meus avós suspiraram e sorriram para nós.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;_Realmente, vocês chegaram bem longe, para terem conseguido até mesmo o nosso antigo nome... _Disse minha avó, sorridente. Levantou-se e prosseguiu, pigarreando._ Sim, meu querido... Nosso sobrenome original era Brunetière... Nós somos os guardiões do legado de Kreuz. Somos seus guardiões. Sempre estivemos aqui para protegê-lo. Mesmo depois da vergonha que sofremos quando falhamos com seus pais...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Eu olhava para eles, incrédulo. Sophia segurou meu braço, sem compreender direito, enquanto Roberto divagava em um canto da cozinha. Perguntei, a boca seca:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;_Como assim...? Meus pais...?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;_Sim, querido... Eles não morreram... Foram mortos, pelos asseclas de Rozenkreuz. Não pudemos fazer nada para detê-los. Ainda bem que o mandamos para o exterior, antes que o pior acontecesse..._disse minha avó, tristemente. Sophia perguntou, um pouco pensativa:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;_Por favor, expliquem isso direito, de guardiões e asseclas de Rozenkreuz...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;_É claro, jovem. Bem, eu e Marie somos os descendentes da família Brunetière. Ligados aos Kreuz pela promessa de proteger e servir. A cada geração, mantemos nossa descendência protegendo aos descendentes de Kreuz, em nome do amor que Laura Kreuz sentia por seu filho. _Explicava meu avô, perante minha face perplexa. Prosseguiu._ E Christian Rozenkreuz prometeu nos tempos antigos que destruiria todo o seu legado e seu sangue. E por isso os seguidores dele ainda procuram por sobreviventes da linhagem de seu antigo mestre, como o pequeno Mikhail...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Todas aquelas informações juntas me faziam passar mal, ainda mais por saber que eles sempre souberam, mas nunca haviam me revelado. E pra completar, eles nem ao menos eram meus avós verdadeiros. Tudo aquilo era muito perturbador, e de certa forma triste. Eu era apenas um fardo para aqueles que me criaram. Algo assim tinha que terminar, de uma forma ou de outra. Levantei-me da mesa e disse, o mais firme que pude:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;_Fiquem tranqüilos, eu vou acabar com os Rosa-Cruz, para que nenhum outro descendente meu ou de vocês tenha que ficar preso por antigos costumes! Aliás, eu libero vocês desse juramento...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Meu avô sacudiu a cabeça.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;_Não é simples assim, Mikhail. Não há como deter os Rosa-Cruz. Nunca se soube como ou onde eles se instalam, quem é o seu líder, nada disso! Se soubéssemos, nós mesmos, ou nossos ancestrais, teriam dado cabo disso, para que o legado se descontinuasse.Porém, não é possível...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;_Dê-me mais algumas informações, e eu vou encontrar por conta própria! Cheguei até aqui, não há como me impedir de continuar!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;_Está bem... Contaremos tudo o que soubermos... _disse minha avó, ternamente._ Você tem razão, Mikhail. Você tem pessoas valorosas ao seu lado, e conseguiu chegar até aqui... Nenhum outro Kreuz na história descobriu a ligação sinistra que existe entre seu sobrenome e a terrível organização por trás disso... Você é diferente, e tem uma chance real de impedir esse mal de continuar...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Roberto aproximou-se da mesa, interessado no que viria a seguir. Afinal, nos aproximávamos de nosso objetivo cada vez mais.E agora aquilo tornara-se mais do que mera curiosidade, pelo menos para mim. Agora era algo muito maior, que envolvia minha família, e qualquer descendência que viesse. Não quereria um futuro de medo e incerteza para meus filhos. Precisava de livrar do problema, e sentia que ali encontraria a solução.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6555487550404030298-7649821523794452150?l=murmure-delame.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://murmure-delame.blogspot.com/feeds/7649821523794452150/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2009/11/cronica-20-truth.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/7649821523794452150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/7649821523794452150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2009/11/cronica-20-truth.html' title='Crônica # 20: Truth'/><author><name>Allan Cadarn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01793057454533756849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_AtvAAQe6Oys/SurI_hF6_XI/AAAAAAAAAEs/8JFWSf5cInA/S220/ac-altair8.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6555487550404030298.post-1841929484276440387</id><published>2009-10-19T20:14:00.001-02:00</published><updated>2009-10-19T20:18:14.839-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dezenove'/><title type='text'>Crônica #19: Another Meeting</title><content type='html'>Muito bem... Mais um capítulo novo saído! Na verdade, há uma ou duas semanas que ele está pronto, mas é isso mesmo. Tanta coisa pra fazer em tão pouco tempo... Próxima vez já postamos assim que sair, e será com exclusividade, então, visitem o blog, se quiserem saber o resto da história (isso mesmo, meninas! Nada de pen drive! Viva a revolução!) =P &lt;br /&gt;-&gt; Obs.: Eu já devia ter posto isso aqui, por sugestão das minhas amigas, mas acabei esquecendo, mas agora vai: Atenção, esta série começou a ser escrita ANTES dessa "crepusculomania". Então... Somos originais, a tal autora que nos imitou u.u&lt;br /&gt;-&gt; Obs. 2: Estou "adornando" o blog (isso mesmo, "adornando"... Enfeitar é coisa de pobre). Já coloquei um contador de visitas fofo, bem como um reloginho. Vou arrumar mais coisas pra colocar, assim que der tempo. Então, façam a parte de vocês! Os números do contador só mudam com visitinhas! &lt;3&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos. Vai ser divertido. Você conhecerá minha família, Sophy. Tenho certeza que irão gostar de você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não importava. Nada do que ele dissesse me faria sentir menos ansiosa. Estava assim desde a manhã, depois do café no hotel, ainda em Sarlat-la-Canèda. Quando decidimos de fato ir a Kiev, meu noivo animadamente sugeriu uma pausa na casa de seus avós, para uma visita. E agora, no avião, quase chegando ao nosso destino, eu ainda me sentia tensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Veja pelo lado bom – Roberto, que estava na fileira da frente, se virara para trás, em nossa direção – Não precisaremos pagar um hotel.&lt;br /&gt;- É verdade – Mikhail sorriu, tocando minhas bochechas – Eles ficarão felizes em nos receber. Já há algum tempo, inclusive, que me pedem para visitá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu balancei a cabeça, em sinal afirmativo. Sim, nós iríamos vê-los. Mas isso ainda me deixava meio nervosa. Afinal, essa era também a primeira vez que eu ia a um lugar onde só havia humanos. Eu não sabia exatamente como devia me comportar, para que eles não percebessem a minha natureza e ficassem com medo. Ou pior: que fossem contra o noivado.&lt;br /&gt;Como que lendo meus pensamentos, Mikhail apenas segurou minhas mãos entre as dele, encostando a cabeça na minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vai ficar tudo bem... Apenas seja você mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sorri, tranqüilizada. E aí, pousamos. Em Kiev.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu noivo estava visivelmente contente por estar em casa. Deu rápidas instruções em ucraniano ao taxista, e logo estávamos em frente a um sobrado, em um bairro calmo e arborizado. Não era tão grande, mas tinha uma fachada delicada e muito bonita. Saltamos do táxi com nossas malas, atravessando o pequeno jardim à frente do sobrado, em direção à porta.&lt;br /&gt;Engoli em seco, enquanto Mikhail tocava a campainha. Em um instante, uma senhora idosa de aspecto adorável abriu a porta, e sorriu feliz ao ver a visita. Aquela era, sem dúvidas, a avó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Meu menino! – e abraçou Mikhail, animada – Sabíamos que viria, mas não tão cedo. Trouxe amigos, não? – e olhou para mim e Roberto, com um sorriso afável – Por favor, entrem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós entramos, fechando a porta atrás de nós. Um senhor também veio nos receber, abraçando meu noivo e acenando para nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sophy, Roberto... Estes são meus avós, Marie e Dimitri Stravinsky. Vovô e vovó... Meu colega de pesquisas, Roberto Andolini... E esta... – Mikhail me pegou pela mão, me conduzindo gentilmente para perto – É Sophia Von Klaus... Minha noiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu corei levemente, sem graça, enquanto o casal idoso me olhava com atenção. Prendi a respiração, esperando por uma reação negativa. Mas então, ambos me abraçaram forte, sorrindo amavelmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Seja bem-vinda – sussurrou para mim a Sra. Stravinsky, com a voz acolhedora.&lt;br /&gt;- È uma bela moça – disse o Sr. Stravinsky, indo para o lado de Mikhail – Tenho certeza que escolheu a garota certa. Ela deve ser muito especial.&lt;br /&gt;- Sim, ela é – ele respondeu, sorrindo pra mim.&lt;br /&gt;- Bom, a casa está limpa, e o jantar, quase pronto. Por que não se acomodam em seus quartos? – sugeriu a senhora, soltando-se de mim – Eu irei levá-los até eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela subiu as escadas, e nós a seguimos, levando nossas malas. Paramos em frente a um quarto simples, com uma cama, criado-mudo e armário, as paredes e cortinas brancas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Este é o quarto de hóspedes. O jovem pesquisador pode ficar aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roberto agradeceu e adiantou-se, entrando para arrumar as coisas. Enquanto isso, a senhora nos levou ao quarto vizinho. Ele tinha paredes brancas, cortinas azuis, e, além da cama, um armário com muitos livros, um computador, e mais alguns objetos. Mikhail deu um sorriso largo, entrando e colocando sua mala em um canto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Está exatamente como deixei. Obrigado, vovó.&lt;br /&gt;- Por nada. Cuidei para que fosse limpo, mas sem mudar as coisas de lugar. Sabia que gostaria.&lt;br /&gt;- Obrigado mesmo...&lt;br /&gt;- Bom... – ela virou-se para mim, calma – A jovem Sophia pode ficar aqui com o Mikhail. É uma bicama, e você pode usá-la e ficar aqui com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sorri, agradecendo, e coloquei também minha mala no quarto, enquanto acertávamos mais detalhes da organização. E assim, estabelecemo-nos em Kiev. Na casa de minha nova família.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6555487550404030298-1841929484276440387?l=murmure-delame.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://murmure-delame.blogspot.com/feeds/1841929484276440387/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2009/10/cronica-19-another-meeting.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/1841929484276440387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/1841929484276440387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2009/10/cronica-19-another-meeting.html' title='Crônica #19: Another Meeting'/><author><name>Pris</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08399235369260638749</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr4xfwgKW84/SsqOfVBhxSI/AAAAAAAAAAM/CbhPKDsFQ1k/S220/bibdsibv.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6555487550404030298.post-1771811565536638769</id><published>2009-10-18T22:44:00.003-02:00</published><updated>2009-10-19T20:17:16.947-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dezoito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><title type='text'>Crônica #18: Go Home</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;b&gt;De volta, pessoal! Desculpem a minha ausência, mas tive coisas da faculdade e trabalho pra resolver, por isso tive que deixar tudo na mão da Pris. Com certeza ela cuidou muito bem de tudo! Bom, novamente peço desculpas, e espero não ter mais que me ausentar! Enfim, aproveitem a crônica^^'':&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Sorri, entre o triunfante e o perturbado. As coisas se encaixavam bem até demais. Disse aos dois, ajeitando os óculos no rosto:&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;_Finalmente, a ligação que faltava comigo...&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Sophia me olhava, quieta. Por um momento, todos ficamos em silêncio, pensando sobre tudo o que havíamos acabado de descobrir. Um silêncio incômodo, que, após algum tempo, foi rompido por minha noiva.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;_Então... Teremos que ir pra Ucrânia! Lá, com certeza vamos descobrir mais sobre os Brunetière. Mais sobre você, Mika...&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Roberto coçava o queixo. Parecia imerso em pensamentos, então eu prossegui:&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;_Bem, podemos ir para Kiev, mas... Ainda tem mais para se procurar aqui, eu acho...&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Procuramos, por entre as páginas amareladas dos livros e documentos antigos. Encontrei o nome Brunetière em mais alguns registros, e um endereço. Talvez fosse a casa onde viveram. Perguntamos para um funcionário, que prontamente nos atendeu, respondendo que ali só existia um hospital. Ao verificar um arquivo sobre o hospital, engoli em seco. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Uma foto tirada de um satélite mostrava o complexo de prédios que formavam o hospital, e ali estava. Uma perfeita Rosa-Cruz. Ao mostrar para Roberto, ele disse, em voz baixa:&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;_Queima de arquivo, é claro! Pago o almoço de quem adivinhar quem bancou a construção desse hospital...&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Não era preciso responder. Olhamos para mais algumas fotos de arquivo do hospital, até mesmo no símbolo dele, encontramos uma referência a Kreuz e seu filho. O logotipo mostrava um grande sol com uma rosa no centro, iluminando uma pequena muda de uma frágil planta.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;“Sua semente germinou, Rozenkreuz...” Pensei, saindo da biblioteca. Não iríamos viajar no mesmo dia, portanto decidimos voltar ao hotel, para mais um brainstorm. Procuramos por mais referências e simbologias. Procuramos localidades, possíveis pistas. Nada, apenas pequenas coisas. Realmente, a casa dos Brunetière fora onde o hospital foi construído, anos mais tarde.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;_Nada!_disse Roberto, ao lançar a última cópia tirada do registro da cidade no lixo. Suspirou, levantando-se, e foi para seu quarto, arrumar as malas. Decidimos por ir para a Ucrânia na manhã seguinte. Não havia mais razões para ficarmos ali. O único remanescente tinha sido varrido, e agora era dirigido, provavelmente, por um Rosa-Cruz remanescente.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Preparei minhas malas, também. Guardei minha espada na caixa de meu violino, organizei as roupas, anotações e outros objetos, e então me deitei. Sophia já me esperava, sentada na beira da cama, a expressão meditativa. Ao me ver, sorriu e deitou-se junto a mim. Adormecemos bem rápido e eu, mais uma vez, sonhei.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Minhas mãos amassavam um pequeno pedaço de papel. Meu coração sentia uma fúria intensa, inumana. Eu havia perdido algo. Mais de uma vez. Deixei-o escapar por entre meus dedos. O último remanescente de meu maior pecado, o maldito, de sangue impuro. Carregaria para sempre minha chaga, o sangue impregnado com a mácula que causei. Meu filho, minha linhagem, a herança de meu sangue. Maldição.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Acordei, suando frio. Era como se eu tivesse falado comigo mesmo. Ou melhor, se Christian estivesse falando comigo. Eu era maldito, era parte de sua linhagem. E continuaria passando seus genes sempre &lt;st1:personname productid="em frente. Filhos" st="on"&gt;em frente.  Filhos&lt;/st1:personname&gt; do pecado? Quem se importa! Acariciei os cabelos de Sophy lentamente, e caí no sono, só acordando na manhã seguinte, com Roberto batendo em nossa porta.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;_Ei, vocês dois! Acordem, precisamos ir agora!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Levantei-me da cama, um pouco atribulado, com Sophia em meu encalço. Nos arrumamos o mais rápido possível, e descemos para tomar o café da manhã. Roberto já estava na mesa, um jornal nas mãos. Ao nos ver, ficou afoito, e nos mostrou uma notícia da seção “mundo” do jornal. Uma foto de uma igreja em chamas, onde se lia:&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;“Catedral de Santa Sophia, de Kiev, em chamas na noite de ontem. Provavelmente causado por incêndio criminoso. Autoridades em alerta para possível incendiário.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Ao terminar de ler, passei para Sophia, que leu, atônita. Ao final, disse:&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;_Alguém não nos quer lá, pelo jeito...&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language:PT-BR; mso-bidi-language:AR-SA"&gt;_Então é pra lá mesmo que nós vamos..._Respondi, amassando o jornal com as mãos. Direto para Kiev. Direto pra casa.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6555487550404030298-1771811565536638769?l=murmure-delame.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://murmure-delame.blogspot.com/feeds/1771811565536638769/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2009/10/cronica-18-go-home.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/1771811565536638769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/1771811565536638769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2009/10/cronica-18-go-home.html' title='Crônica #18: Go Home'/><author><name>Allan Cadarn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01793057454533756849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_AtvAAQe6Oys/SurI_hF6_XI/AAAAAAAAAEs/8JFWSf5cInA/S220/ac-altair8.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6555487550404030298.post-2449917503786482020</id><published>2009-10-03T16:53:00.000-03:00</published><updated>2009-10-05T21:51:51.534-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dezessete'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><title type='text'>Crônica #17: His Son</title><content type='html'>França. O nosso novo destino apenas nos mostrava a extensão dos tentáculos da sociedade fundada por Christian, a Rosenkreuz. E esse não era exatamente um passeio turístico.&lt;br /&gt; Fechamos a nossa conta no hotel assim que voltamos da biblioteca, e tomamos o primeiro trem até Paris. De lá, pegamos um táxi de viagem até a cidade que vimos nos registros, no sudoeste da França, a região que chamam de Gasconha. Nosso destino, a pequena cidade de Sarlat-La-Canéda. A viagem foi rápida, e logo nos estabelecemos em outro hotel, saindo assim que organizamos as bagagens, ávidos por novas pistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Acho que aqui eu posso guiá-los – falava Mikhail, enquanto andávamos – Eu passei algum tempo em Paris, estudando, e vim algumas vezes aqui, por recomendação de meus avós. Conheço a maioria das ruas.&lt;br /&gt; - Então... Aonde vamos? – perguntei, olhando ao redor, curiosa.&lt;br /&gt; - Vamos à prefeitura, saber se guardam registros de viajantes ou os nomes das famílias mais tradicionais da época. Devemos achar alguma coisa.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Seguíamos entusiasmados, enquanto conversávamos em voz baixa sobre o rumo que nossa busca estava tomando. Durante a viagem no trem até Paris, havíamos levantado a hipótese de que o filho de Christian e sua esposa Laura devia ter sido mandado para a cidade acompanhado. Provavelmente por algum conhecido que soubesse exatamente para onde estava indo. Com um pouco de sorte, poderíamos descobrir o paradeiro dessas pessoas.&lt;br /&gt; Não pude deixar de reparar como era uma cidade linda. Havia inúmeras construções com fachadas em estilo renascentista, e muitas pessoas andavam pelas ruas, ou conversavam nos cafés. Roberto comentou que a cidade havia sido declarada patrimônio mundial, por ter sido conservada por tanto tempo do mesmo modo como fora construída. Desde então, serviços de restauração são feitos, com a preocupação de manter as antigas construções.&lt;br /&gt; A prefeitura ficava num prédio no mesmo estilo antigo. Lá dentro, fomos recebidos diretamente pelo prefeito, um senhor magro de meia idade, mas muito animado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Ah, jovens turistas! – exclamou, apertando as mãos de Mikhail e Roberto, e beijando a minha gentilmente – Sejam bem-vindos! E então, estão gostando da estadia?Esta é mesmo uma bela cidade. É pacífica, mas bastante interessante, para quem gosta de história. Esta é, aliás, a razão pela qual recebemos a atenção dos turistas. História! Mas ah, como é trabalhoso preservar os edifícios... Ainda mais quando jogam lixo por aí... Alguém precisa educar esses turistas.&lt;br /&gt; - Ahn... Senhor prefeito? – Roberto o chamava, sem querer arrancá-lo de seu devaneio de forma grosseira.&lt;br /&gt; - Sim? Oh, tinham algo a perguntar. Pois bem, perguntem!&lt;br /&gt; - Nós viemos aqui exatamente atrás da história em si. Eu sou historiador, e estamos pesquisando sobre as tradições locais e as famílias mais antigas da França. Sabe se podemos encontrar alguns documentos antigos? De três ou quatro séculos atrás?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O prefeito pensou um pouco, sentando na cadeira de seu gabinete. Logo depois, sorriu para nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Claro! Que ou me lembre, temos alguns arquivos organizados por historiadores locais, em um centro de pesquisas anexo ao governo. Neles, acho que podem encontrar aquilo que procuram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ele nos entregou um papel, onde escreveu o endereço do lugar para onde íamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Podem ir. Está aberto a essa hora, mas deve fechar em breve. Não fica ,muito longe, mas é bom correr. Boa sorte!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Com isso, nos despedimos do prefeito, e rumamos para o centro de pesquisas, a duas quadras dali. Era um prédio pequeno, com portas de vidro, e ainda estava aberto, apesar de não haver muito movimento lá dentro. Falamos com a moça da recepção, que nos encaminhou para uma sala especial, que guardava os arquivos mais antigos da cidade. Fomos obrigados a usar luvas e legar pinças para poder tocar os documentos, por sua idade e fragilidade.&lt;br /&gt; Uma vez devidamente equipados, entramos, e começamos a procurar os arquivos da época da Rosenkreuz. Não demorou tanto para acharmos o que procurávamos, em uma pequena pasta entre tantas outras, pega por meu noivo. Ele nos chamou, assim que encontrou os papéis certos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Sophy, Andolini... Achei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Fomos rapidamente para a mesa onde Mikhail estava sentado, olhando o que ele encontrara.&lt;br /&gt; Um pedaço de papel amarelado, com uma caligrafia caprichada em tinta preta, apontando nomes de pessoas, datas, e lugares. Era uma folha de um diário de bordo. A essa altura, eu já estava me acostumando às “premonições” de Mikhail. Provavelmente, já tinha uma idéia do que procurar. Ele apontou uma seqüência de nomes de três pessoas: um casal, e uma criança. O garoto David Kreuz. Com ele, dizia o papel, estavam seus responsáveis, o senhor e a senhora Brunetière. Andolini ficou lívido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Os Brunetière...&lt;br /&gt; - Você sabe quem são? – perguntei, passando os olhos pelas informações na lista.&lt;br /&gt; - Claro... Vi esse nome nos livros que peguei no subterrâneo, em algumas páginas. Inicialmente, achei que fossem pessoas importantes na Sociedade, mas, mais que isso... Além de grandes cientistas, eles eram amigos íntimos de Christian.&lt;br /&gt; - Logo, também de Laura... – completei a sentença, pensando como de repente tudo fazia mais sentido – Laura Kreuz pediu a seus amigos, o casal Brunetière, para irem para a França com seu filho, antes de morrer. Não... Ela deve ter pedido para eles fugirem, caso acontecesse algo com ela. E, assim que souberam da morte de Laura, eles escaparam. Christian estava ocupado... Só reparou no sumiço dos Brunetière, com seu filho, muito depois de eles irem embora da Itália.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mikhail olhava sério o papel. Ele terminou a cadeia de raciocínio, enquanto copiava, em uma folha a parte, a informação que seria necessária para nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - E então, Christian organizou sua situação em Veneza, após a morte da esposa, o mais rápido que pôde. Deu fim a tudo que poderia ligá-lo ao resto do mundo. O próximo passo, então, seria ir atrás de seu filho. Provavelmente, para extinguir do mundo o único remanescente de sua existência. Ele queria se isolar. Mas eu não acho que tenha sido apenas por causa da morte da esposa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ele se levantou, organizando os papéis novamente na pasta, e guardando sua cópia escrita no bolso. Olhou para mim e Roberto, com um brilho intenso nos olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Eles não estavam mais aqui quando Christian chegou. Pegaram um navio. Atravessaram o Mediterrâneo, em direção ao Mar Negro, e passaram pelo Bósforo. O destino era o antigo Reino da Polônia, ou, como chamamos hoje... Ucrânia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6555487550404030298-2449917503786482020?l=murmure-delame.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://murmure-delame.blogspot.com/feeds/2449917503786482020/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2009/10/cronica-17-his-son.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/2449917503786482020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/2449917503786482020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2009/10/cronica-17-his-son.html' title='Crônica #17: His Son'/><author><name>Pris</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08399235369260638749</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr4xfwgKW84/SsqOfVBhxSI/AAAAAAAAAAM/CbhPKDsFQ1k/S220/bibdsibv.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6555487550404030298.post-5007277068607962894</id><published>2009-10-03T16:46:00.001-03:00</published><updated>2009-10-11T21:19:10.585-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dezesseis'/><title type='text'>Crônica #16: Family Traces</title><content type='html'>Corri o mais rápido que pude, quando achei ter encontrado a lápide do sonho. Corri por entre os túmulos, sem medo de acabar pisando acidentalmente em algum deles. Ao fim da corrida, lá estava, a lápide que segurara na noite anterior. Retirei o musgo, que se acumulou em cima do nome, em uma mescla de desespero e ansiedade.&lt;br /&gt;Sophia, que tivera mais cuidado ao pisar na casa dos mortos, chegara, e agora olhava para aquela lápide, apreensiva do que poderia ter chamado a minha atenção. Roberto sentara-se em um mausoléu próximo, e observava à distância. Quando terminei a limpeza, pude ver claramente o nome gravado naquela pedra. “Laura Kreuz, cientista, esposa e mãe carinhosa. Eternamente Bela”, a data de seu nascimento e morte.&lt;br /&gt;Ao terminar de ler a escritura, li novamente. Não foi nem o fato de essa Laura ter o meu sobrenome que me assombrou, mas sim a palavra mãe, gravada no mármore. Chamei minha noive e Roberto para verem, e Roberto pôde explicar o que eu mais ou menos sabia:&lt;br /&gt;_Laura foi a esposa de Christian. Aquela mesmo, que dizem que ele matou. Mas o que me chama a atenção é esse “mãe”. Não sabia disso.&lt;br /&gt;Dei de ombros e disse, me levantando:&lt;br /&gt;_Imaginei que fosse a esposa dele, mas também não sabia que tiveram um filho. Talvez ele seja um dos meus antepassados. Mas enfim, onde podemos encontrar mais sobre isso?_ e, antes que o professor pudesse responder, e vendo o rosto intrigado de Sophia, concluí _Não Sophy. Eu não faço idéia de como sabia dessa lápide. Simplesmente... Encontrei...&lt;br /&gt;Sophia segurou meu braço e disse quase num sussurro:&lt;br /&gt;_ Isso me assusta, Mika...&lt;br /&gt;Antes que pudesse replicar, Roberto interrompeu, com uma idéia:&lt;br /&gt;_Talvez na biblioteca municipal, possamos encontrar registros de pessoas da cidade, como essa “família Kreuz”, quem sabe?&lt;br /&gt;Assentimos, e tomamos um táxi até a biblioteca. Uma curta viagem, a lá estávamos. Fomos orientados pela simpática bibliotecária, que nos mostrou o caminho até os arquivos antigos. Em uma grande sala empoeirada, utilizamos da única ferramenta para buscas: Um computador pré-histórico. Começamos pelo mais óbvio. “Kreuz”. Nenhum resultado, e um Roberto reclamando “Acham que já não fiz isso?”. Procurando por “Laura”, encontramos algumas centenas. Limitando para a época que a nossa Laura nascera, os resultados foram poucas dezenas. Registros de casamentos, talvez.&lt;br /&gt;Fomos até a seção de registros de casamento, e lá estava o casal Laura Castella e Christian Kreuz. Com o nome de solteira de minha provável antepassada, voltamos ao velho computador. Encontramos identidade, registro de nascimento, e finalmente, maternidade. “David Castella Kreuz, filho de Laura Kreuz e Christian Kreuz”. Estranhamente, pelo computador, não era possível encontrar qualquer resultado, ao digitar “Kreuz”. Mas os arquivos estavam todos lá. Perdidos, em uma salinha suja.&lt;br /&gt;_Não me lembro de nenhum parente chamado David... _disse, relendo a certidão de nascimento do filho de Christian. Roberto replicou, guardando alguns dos arquivos em suas prateleiras:&lt;br /&gt;_É, um pouco difícil, já que faz tanto tempo... Achou mais alguma coisa, Sophia?&lt;br /&gt;_Algo interessante, aqui. Registro de matrícula em um internato na Gasconha._ Ela respondeu, os olhos ainda no documento. Cocei a cabeça e perguntei, mais pra mim mesmo do que para os outros:&lt;br /&gt;_Próxima parada, França?&lt;br /&gt;_Faz sentido. Christian pode ter matado sua esposa, matado seus seguidores no laboratório, e fugido para a França, para ir buscar seu filho. Afinal, seus laços de influência se estendiam já por toda a Europa. Teria aliados na Gasconha, com certeza_ Disse Roberto, começando a se animar com a nova pista. Sophia disse então, com um sorriso radiante nos lábios:&lt;br /&gt;_Próxima parada, França!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6555487550404030298-5007277068607962894?l=murmure-delame.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://murmure-delame.blogspot.com/feeds/5007277068607962894/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2009/10/cronica-16-family-traces.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/5007277068607962894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/5007277068607962894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2009/10/cronica-16-family-traces.html' title='Crônica #16: Family Traces'/><author><name>Pris</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08399235369260638749</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr4xfwgKW84/SsqOfVBhxSI/AAAAAAAAAAM/CbhPKDsFQ1k/S220/bibdsibv.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6555487550404030298.post-7842843319438074036</id><published>2009-10-03T16:44:00.000-03:00</published><updated>2009-10-05T21:51:00.983-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quinze'/><title type='text'>Crônica #15: The Crying Tree</title><content type='html'>- Bom dia, querido!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mikhail piscou os olhos com força, e depois sorriu para mim, ainda meio sonolento. Eu já estava pronta para sairmos de novo, e havia pedido para servirem nosso café-da-manhã no quarto. Ele sentou na cama, olhando a bandeja que eu pusera em seu colo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Café-da-manhã na cama?&lt;br /&gt; - Sim – falei, sentando ao lado dele, e lhe dando um beijo na bochecha – É um agradecimento por ontem. Eu já estou quase curada – e afastei um pouco a blusa que usava, exibindo, no lugar onde fora feito o ferimento, apenas um pequeno arranhão.&lt;br /&gt; - Obrigado... – ele sorriu, meio sem graça, enquanto se servia de uma fatia de torrada com geléia de morangos – Mas como conseguiu se curar tão rápido, Sophy? Quero dizer, ontem estava muito pior...&lt;br /&gt; - Ah, isso... – eu suspirei – Bom, eu dormi bem, e também teve o seu sangue. Acho que, além da quantidade relativamente grande que tomei, ele ajudou na recuperação de forma decisiva. Ao que parece, ele demora um pouco mais para ser absorvido pelo meu corpo, mas os resultados são incríveis. Sem ele, uma ferida de tamanho igual só sararia em quatro ou cinco dias... Então, obrigada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mikhail tocou meu rosto suavemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Eu fico muito feliz por ter ajudado. Eu só queria que ficasse bem, Sophy...&lt;br /&gt; - Eu sei... Obrigada, de verdade... – encostei a cabeça no ombro dele, fechando os olhos – Mas sabe, Mika... Tem algo me incomodando, em relação ao seu sangue...&lt;br /&gt; - Sim?&lt;br /&gt; - Essa propriedade de cura dele em mim. Há algo que produz um efeito muito semelhante, embora eu nunca tenha experimentado...&lt;br /&gt; - E o que é essa coisa, Sophy? – ele me ofereceu uma torrada com geléia, que peguei e mordi, engolindo antes de prosseguir.&lt;br /&gt; - Sangue de vampiros. Há registros literários sobre o que o consumo do sangue de outros vampiros pode nos causar. São relatados maiores índices de vitalidade, ganho de novos poderes e aumento nas capacidades de recuperação e cura. No entanto, essa prática foi, há muito tempo, proibida, e é, hoje, um tabu. Um problema ético. Mas pensar nessa possibilidade implica numa série de incoerências. A começar pelo fato de você ser humano... Não um normal, mas, ainda assim, um humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mikhail olhou para o armário, onde estava a sua nova espada, tomou um gole de suco, e suspirou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Se eu não sou um humano, e nem um vampiro... O que eu sou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Eu sorri, abraçando-o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Um ser indefinido? Eu não sei. É por isso que estamos aqui. Para descobrir sobre você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ele também me abraçou, sorrindo.&lt;br /&gt; Tendo feito todos os preparativos e finalmente prontos, fomos até o saguão de entrada do hotel, onde encontramos Andolini, que também acabara de sair do quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Bom dia, vocês! Já decidiram o tour de hoje?&lt;br /&gt; - Acho que sei aonde podemos ir... – falou meu noivo, pensando – Há algum cemitério antigo por aqui?&lt;br /&gt; - Antigos, hum... Da data a qual nos reportamos e que continue numa localização acessível, apenas um. E mesmo assim...&lt;br /&gt; - O que?&lt;br /&gt; - Já foi um lugar fantástico. Apenas elite e pessoas importantes da época. Mas hoje, ele foi esquecido. Só há ruínas. Mas não há erro, é para lá que vamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Fomos para fora do hotel e pegamos um táxi, indo ao subúrbio. O passeio nos levou ao lado oposto da cidade, num bairro mais alto e com poucas casas, todas em estilo antigo. Descemos em frente a um casarão arruinado pelo tempo, e fomos andando até os restos de um portão enorme, de ferro, preso a duas colunas de pedra gasta, um pouco recuado da estrada.&lt;br /&gt; Andolini empurrou o portão que, com um rangido, se abriu, exibindo uma área plana, com túmulos encobertos por capim, mas, pelo que era possível perceber, ricamente adornados, no passado. Hoje, eram apenas uma sombra do que já foram.&lt;br /&gt; Olhei ao redor, distraída, andando lentamente entre as lápides. Enquanto isso, Roberto murmurava uma prece aos que jaziam esquecidos naquele campo. Notei Mikhail inquieto, subindo na ponta dos pés, e olhando para os lados. Procurando por algo que já sabia o que era. &lt;br /&gt; Não demorou até ele achar esse algo. E correu. Em direção a uma lápide isolada, à sombra sinistra de um grande salgueiro. Um salgueiro que parecia chorar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6555487550404030298-7842843319438074036?l=murmure-delame.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://murmure-delame.blogspot.com/feeds/7842843319438074036/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2009/10/cronica-15-crying-tree.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/7842843319438074036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/7842843319438074036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2009/10/cronica-15-crying-tree.html' title='Crônica #15: The Crying Tree'/><author><name>Pris</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08399235369260638749</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr4xfwgKW84/SsqOfVBhxSI/AAAAAAAAAAM/CbhPKDsFQ1k/S220/bibdsibv.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6555487550404030298.post-7715802296134688678</id><published>2009-10-03T16:40:00.001-03:00</published><updated>2009-10-05T21:50:44.305-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quatorze'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><title type='text'>Crônica #14: Fear</title><content type='html'>Eu ouvia o barulho abafado do chuveiro, enquanto organizava as coisas que pegamos em nossa investida àquele laboratório. Após algum tempo observando a bela espada que descobrimos, decidi fazer uma surpresa para Sophia. Liguei para a recepção do Hotel, pedindo por uma essência de rosas para o banho de minha noiva. Certamente ela adoraria.&lt;br /&gt;Quando a essência chegou, entrei cuidadosamente no banheiro, e então vi a cena terrível: Sophia, a pele branca à mostra, caída no banheiro, o sangue tingindo a água de vermelho, enquanto descia pelo ralo. Corri a ela, verificando sua pulsação. Estava inconsciente, mas tinha pulso e respiração. Peguei-a nos braços cuidadosamente, tão nervoso que estava nem me preocupei ao ver seu corpo. Coloquei-a na cama, cobrindo seu corpo com uma toalha. Os ferimentos, eu pude perceber ali, não fechavam, mesmo com as capacidades curativas naturais de um vampiro. Seria necessário dar alguns pontos, para auxiliar na recuperação. E foi o que decidi fazer.&lt;br /&gt;Encontrei o necessário em minha mala. Agulha, linha, água, panos limpos. Fechei os olhos, respirei fundo, e então comecei. Desinfetei o local do ferimento, e, tremendo, iniciei o procedimento.&lt;br /&gt;_Ah, Deus... Sophy, me desculpe... _repetia para mim mesmo, enquanto a agulha perfurava a pele de minha noiva. Pouco a pouco, fui fazendo os pontos, unindo novamente a pele rasgada. Ao fim, cortei o restante da linha,  e fiz uma compressa na testa de Sophia, pois havia um pouco de febre. Deitei-me ao seu lado, fechei os olhos e pedi, como nunca havia pedido antes, pela recuperação de Sophia.&lt;br /&gt;Após algum tempo de desespero e medo, abraçado à Sophia, acabei adormecendo. E, novamente, sonhei...&lt;br /&gt;Estava  em um cemitério, ajoelhado em frente a uma lápide. Os dois anéis de Safira reluziam em minhas mãos, enquanto eu segurava firmemente a lápide. Encostei a testa na pedra fria e disse, um sorriso maligno na face:&lt;br /&gt;_Você serviu perfeitamente aos meus propósitos, meu bem... Você me deu tudo! Tudo que eu sempre desejei... É uma pena que não possa mais me ver, querida. Espero que esteja orgulhosa.&lt;br /&gt;Ouvi um trovão. Uma tempestade se aproximava. Ouvi passos, muitos passos. Estavam atrás de mim. Ergui-me imponente, a capa preta que usara mais cedo na reunião ainda impecável. Montei em um cavalo e fugi, para longe dali. Para a obscuridade...&lt;br /&gt;Acordei tranqüilo, sem sobressalto, porém perturbado como sempre. Não tinha conseguido ler o nome na lápide, mas sabia que Christian tinha fugido dali. E, percebia agora, Sophia também.&lt;br /&gt;Levantei-me, olhando ao redor. Sem sinal dela. Foi quando a porta do banheiro se abriu, e ali estava ela, linda como sempre, um suave perfume de rosas permeando o ar. Corri a abraçá-la, acariciando suavemente seu rosto.&lt;br /&gt;_Sophy... Como está se sentindo?&lt;br /&gt;_Bem... Foi apenas um mal-estar. Obrigada por ter cuidado de mim, Mika.._ela dizia, a voz ainda um pouco fraca.&lt;br /&gt;_Deus, eu fiquei tão preocupado... Eu não sabia o que fazer... Eu...&lt;br /&gt;Sophia me silenciou com um beijo suave e demorado nos lábios. Abracei-a com cuidado, passando os dedos por seus cabelos ainda molhados. Ela agora vestia um robe com pequenas flores bordadas e sorria, olhando em meus olhos. Disse-me, os olhos ainda fixos:&lt;br /&gt;_Desculpe-me tê-lo preocupado, Mika... Naquela hora eu ainda estava enfraquecida, só precisava descansar. Acordei quando já me sentia melhor, e decidi ir terminar o meu banho, enquanto você dormia...&lt;br /&gt;Mais calmo, eu apenas pude sorrir, e colocar meu rosto junto ao dela. Sentia o perfume doce de rosas que exalava de seu corpo, e beijei seu rosto com carinho.&lt;br /&gt;_Eu Amo você, Sophy... E percebi, que se for embora, eu não saberei mais o que fazer. Sem você eu perco o rumo, para sempre...&lt;br /&gt;Uma pequena lágrima desceu pelo rosto de minha noiva, que segurou firmemente em minha mão. Ela então respondeu, me puxando, de volta para a cama:&lt;br /&gt;_Não se preocupe, Mika... Eu nunca deixarei de estar ao seu lado. Sempre estarei junto a ti, porque eu também te Amo.&lt;br /&gt;Sorri, deitando-me novamente, com Sophia ao meu lado. Abraçamo-nos, e pude perceber, então que de fato, Sophia era uma vampira imortal. E eu, apenas um humano com tempo limitado. Nunca havia pensado nisso, ou aceitado essa idéia. Mas, de súbito, ela pareceu tão próxima, tão fria. Eu precisava encontrar um meio, para poder ficar junto de Sophia, até o fim dos tempos. Mas não ali, não naquele momento.&lt;br /&gt;Fitava o teto, um pouco desligado, e então Sophia deslizou para o meu peito, apoiando a cabeça ali. Eu passei então a acariciar seus cabelos lentamente, enquanto minha mente tentava conceber uma fórmula de imortalidade. Talvez encontrar um vampiro de sangue puro, e fazer com que ele me morda. Ou encontrar algum outro jeito. Isso acabara de se tornar um objetivo. Uma obsessão se fosse preciso.&lt;br /&gt;“Eu juro que encontrarei um meio de estar contigo para sempre, Sophy...” Pensei e suspirei, quando fui cutucado nas costelas por ela, que disse a voz baixa, um sorriso nos lábios:&lt;br /&gt;_E quem deu ordem de você entrar no banheiro enquanto eu tomava banho, hein? Só pra me olhar, não é?&lt;br /&gt;E começou a fazer cócegas em minhas costelas, me tirando de vez daquele devaneio. Ria alto, enquanto acompanhava Sophia em sua brincadeira. E sem que tivéssemos percebido, nosso Amor se intensificara naquela noite, como nunca antes. Tornou-se ainda mais forte, mais necessário para a nossa existência. Talvez fosse nos momentos de maior dificuldade que percebemos o quanto aqueles junto a nós nos são importantes.&lt;br /&gt;De qualquer forma, após alguns momentos divertidos, acabamos adormecendo novamente, só despertando na manhã seguinte, totalmente revigorados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6555487550404030298-7715802296134688678?l=murmure-delame.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://murmure-delame.blogspot.com/feeds/7715802296134688678/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2009/10/cronica-14-fear.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/7715802296134688678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/7715802296134688678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2009/10/cronica-14-fear.html' title='Crônica #14: Fear'/><author><name>Pris</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08399235369260638749</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr4xfwgKW84/SsqOfVBhxSI/AAAAAAAAAAM/CbhPKDsFQ1k/S220/bibdsibv.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6555487550404030298.post-6538142999600541928</id><published>2009-10-03T16:39:00.000-03:00</published><updated>2009-10-05T21:50:21.377-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='treze'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><title type='text'>Crônica #13: Weakened</title><content type='html'>O que eu fiz...? Quando voltei a mim, estava sentada no chão frio de pedra do salão, com um gosto ferroso conhecido na boca, e um Mikhail de olhos fechados deitado em meu colo. Passei os dedos com cuidado pelo rosto dele, e este abriu um pouco os olhos. Estava visivelmente enfraquecido. E eu o abracei, porque sabia que era a maior responsável por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Eu sinto muito, Mika... Eu não pude te proteger, e, ainda por cima, eu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ele sorriu, amável, apesar da dor que devia sentir, e passou um dedo pelo meu queixo, provavelmente limpando algum resquício do sangue que eu lhe tomara. Eu me curvei, olhando, em seu pescoço, as duas pequenas marcas feitas por minhas presas, e passei devagar a língua por elas, beijando-as em seguida. Elas sumiram, e eu agradeci por esse pequeno dom dado aos de minha espécie: a capacidade de curar as incisões que nós mesmos fazíamos.&lt;br /&gt; Peguei a minha adaga, que estava ensangüentada, no chão, e guardei-a. Roberto, que estivera olhando a estante de livros, voltou com um grande volume.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Um verdadeiro achado! – dizia ele, que, mesmo cansado pela luta, ainda não perdera o entusiasmo – Mas acho bom irmos agora, precisamos nos tratar e descansar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ele estava certo. Estávamos todos machucados e exaustos. Roberto podia ser eufórico algumas vezes, mas ele tinha bom senso; o suficiente para não fazer perguntas naquele momento, pelo menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Consegue levantar, querido? – perguntei a Mikhail, em tom ameno.&lt;br /&gt; - Sim... Só preciso de um pouco de ajuda.&lt;br /&gt; - Andolini, por favor.&lt;br /&gt; - Claro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Eu e o pesquisador apoiamos, sobre os ombros, um dos braços de Mikhail cada um, e o ajudamos a se erguer. E foi ele quem nos indicou, no fundo da sala, uma caixa coberta por um tecido grosso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Preciso ir até lá antes de irmos embora, Sophy...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Nosso trio andou, junto, até a caixa. Em frente à mesma, Roberto tirou o tecido de cima, revelando uma espécie de baú de mármore branco, o mesmo da porta por onde entramos. Havia, encravado na superfície lisa, um símbolo da Rosa-cruz. O historiador tentou abrir, mas a tampa não cedia nem um milímetro. Então, meu noivo abaixou um dos braços, e tocou o engaste. Sendo ele móvel, girou-o algumas vezes para a direita, e tantas outras para a esquerda. Quando estava satisfeito, puxou-o para cima. E a tampa se destravou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Mika... Como sabia que era uma trava? E... Como sabia a seqüência certa?&lt;br /&gt; - Eu só senti, Sophy...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ele levantou a tampa, e, lá dentro, havia uma espada. Uma espada prateada, o punho em prata e mármore branco, com um desenho da Rosa-cruz azul, que, observamos depois, era cravejado de pequeníssimas safiras. A lâmina, não muito grossa, continha algumas inscrições gravadas, provavelmente na mesma língua estranha sibilada pelos minions. Havia também uma bainha para ela, de algum metal, mas encoberta por esmalte de branco tão puro quando o mármore do punho. Mikhail guardou a espada na bainha, e a envolveu no veludo preto que estava com ela dentro da caixa, pegando-a para si.&lt;br /&gt; Em seguida, fomos até uma pequena porta, que ficava perto da estante de livros. Meu noivo estendeu para mim uma chave dourada, e eu a usei para abrir tal porta, e, enquanto o novo corredor se revelava, Andolini pegou uma tocha que havia na parede ao lado, pegando as chamas da sala para iluminar o caminho, como feito antes. Seguimos por aquela abertura, fechando a porta ao passarmos.&lt;br /&gt; Não lembro quanto tempo demorou para chegarmos ao final do túnel, mas foi uma caminhada relativamente longa. Estávamos subindo indefinidamente, até que, enfim, avistamos os primeiros raios de um sol vespertino.&lt;br /&gt; Saímos por uma espécie de caverna encoberta por hera, e, ao olharmos ao redor, nos demos conta de que estávamos em uma área isolada, fora da cidade, mas não muito distante da mesma. Andamos até encontrar a estrada principal, onde, por sorte, logo tomamos um táxi – não antes de mostrarmos nossos documentos a um relutante e desconfiado taxista, explicando que estávamos fazendo trilhas e nos perdemos. Ele deve ter aceitado a desculpa, ou pelo menos engolido nossa presença, frente à nota de valor gordo que Andolini gentilmente lhe estendeu, falando algo em italiano.&lt;br /&gt; Fomos deixados rapidamente no hotel, e logo nos encaminhamos para dentro. Apesar do resquício de luz do poente, já passava das vinte e uma horas, de forma que combinamos de nos encontrarmos e decidir o que faríamos a seguir pela manhã. Então, Roberto foi para seu quarto, e eu e Mikhail fomos para o nosso. Fui direto até minha mala, e peguei um estojo com itens de primeiros socorros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Mika, pode ir. Tome um bom banho, e lave bem os ferimentos. Eu vou cuidar deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ele apenas balançou a cabeça, em sinal afirmativo, e entrou no banheiro. Enquanto isso dispus, sobre a cama, os materiais de que precisaria: ataduras, gaze, um vidro de antisséptico líquido, algodão, esparadrapo, e uma tesoura. Depois, fui até a pia do lavabo, onde lavei as mãos, e esterilizei-as com um pouco de álcool. &lt;br /&gt; Estava pegando as luvas, quando Mikhail, em seu roupão de banho, veio a mim, os cabelos ainda molhados. Eu sorri, porque ele estava meio sem graça por tudo aquilo, e pedi que sentasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Agora... Mostre-me onde dói...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Meu noivo despiu-se até a cintura, mostrando alguns arranhões nas costas, que, apesar de não serem tão profundos, eram bastante longos. De luvas já postas, peguei um pouco de algodão, e, embebendo-o em antisséptico, passei com cuidado sobre os cortes. Coloquei pedaços de gaze sobre os mesmos, prendendo-os com esparadrapos, e, em pouco tempo, todos os ferimentos já estavam devidamente tratados. Ele vestiu novamente a parte de cima do roupão, e me olhou nos olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Obrigado. Mas Sophy... Deveria se cuidar também. Por que não vai se lavar? Eu... Acho que posso cuidar dos seus cortes também.&lt;br /&gt; - Bobo... – eu sorri, e beijei seu rosto – Eu posso ficar bem sozinha. Me curo mais rápido que vocês, lembra...? Vou ficar bem. Mas de fato, preciso de um banho. E vou resolver isso agora mesmo.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Levantei dali, e, pegando meu próprio roupão de banho e uma toalha, fui ao banheiro. Despi-me com certo receio. Havia um ferimento profundo em meu ombro, e, apesar de não doer tanto, ainda não havia fechado, e essa velocidade anormalmente baixa de cura me preocupava. Mas ficaria tudo bem. Ele não precisava se preocupar mais ainda... Certamente que não.&lt;br /&gt; Então, liguei a torneira, e entrei no chuveiro, sentindo a água um pouco mais morna que o usual em minha cabeça, em meu ombro, em meus pés. E aí, tudo ficou escuro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6555487550404030298-6538142999600541928?l=murmure-delame.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://murmure-delame.blogspot.com/feeds/6538142999600541928/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2009/10/cronica-13-weakened.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/6538142999600541928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/6538142999600541928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2009/10/cronica-13-weakened.html' title='Crônica #13: Weakened'/><author><name>Pris</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08399235369260638749</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr4xfwgKW84/SsqOfVBhxSI/AAAAAAAAAAM/CbhPKDsFQ1k/S220/bibdsibv.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6555487550404030298.post-2912735237549733326</id><published>2009-10-03T16:35:00.001-03:00</published><updated>2009-10-05T21:50:00.505-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='doze'/><title type='text'>Crônica #12: The Siege</title><content type='html'>Eu segurava firmemente a adaga de Sophia, com ambas as mãos. Ela parecia pesar muito, ainda mais depois de ter cortado duas daquelas criaturas. Minions, Ghouls, ou simplesmente Zumbis. Eram serem sem vida, apenas com consciência suficiente para buscarem alimento, porém eles devem ter sentido o cheiro de Christian em mim, e começaram a se aproximar. Eu, Roberto e Sophia lutávamos, tentando nos desvencilhar daquele bando de corpos semi-vivos, quando uma passagem no fundo do laboratório se abriu, e ali, parados, estavam três seres bastante sãos, até elegantes. Sophia sibilou, se virando para olhá-los. Falou baixo, para que ouvíssemos, em sua voz um tom Ameaçador:&lt;br /&gt;_São eles, Mika... Eles vieram por mim...&lt;br /&gt;Um daqueles vampiros se aproximou tranquilamente, e disse, a loucura estampada em seu rosto, apenas iluminado pelas chamas na parede:&lt;br /&gt;_Finalmente te encontramos, VonKlaus... E agora, não há como fugir! Você está cercada...&lt;br /&gt;Olhei para a passagem pela qual aqueles três vampiros entraram, e atrás deles, uma pequena multidão de minions se aglomerava, provavelmente buscando vingança por algum dos pecados de Rozenkreuz. Segurei a adaga mais firmemente. Iria defender Sophia até a morte se fosse preciso, mesmo não gostando nada da idéia de morrer.&lt;br /&gt;Os vampiros avançaram para Sophia, as presas a mostra. Roberto se ocupava com alguns minions que já se aproximavam, enquanto eu não sabia exatamente o que fazer. Corri em desespero para um dos atacantes de minha noiva, que apenas me repeliu com um movimento de mão, me atirando longe. Bati em uma prateleira com vidros de formol com pequenos seres dentro. Alguns vidros se espatifaram, fazendo pequenos cortes em minha mão. Uma das pequenas criaturas em conserva começou a dissolver, em contato com meu sangue. Ali eu tive enfim a idéia, e já reconhecia meu propósito naquela luta. &lt;br /&gt;Peguei a adaga de Sophia, que caíra ali perto, e, ao ver Sophia sendo encurralada pelos vampiros, mantendo-se a salvo apenas por uma aura de defesa criada por ela, não hesitei novamente. Cravei a ponta da adaga na palma de minha mão e abri um grande corte. Corri para um dos vampiros, pulando em suas costas e tocando a mão ensangüentada em sua nuca. Ele gritou, quando o veneno de meu sangue o atingiu, e se retorceu, a boca aberta. Respirei fundo, e com o ódio de vê-los tentando matar a minha noiva, empurrei meu pulso direito contra suas presas. O vampiro bebeu meu sangue, e aquilo foi o seu fim. Ele gritou de dor, um grito furioso, como nunca tinha visto. Um urro de um animal atingido. Ele caiu no chão, se retorcendo, e então me virei para os outros dois, que agora me olhavam incrédulos. Meu semblante tinha mudado completamente, meu sangue agora manchava o chão, minhas mãos e meu rosto. Eu ofegava, mas não tirava os olhos dos algozes de minha futura esposa.&lt;br /&gt;Ela, vendo que os inimigos se distraíram, criou pequenas lâminas que emitiam uma luz arroxeada, lançando-a na direção dos inimigos. Um deles conseguiu se desviar, enquanto o outro recebeu-a no pescoço, caindo no chão em seguida. Eu, vendo que meu sangue era uma arma efetiva, joguei a adaga de Sophia, embebida em meu sangue, para que Roberto continuasse sua luta contra as fileiras incessantes de minions, que se aproximavam cada vez mais.&lt;br /&gt;O terceiro vampiro, aparentemente o mais forte deles, sorriu, porém seus olhos ainda traíam a incredulidade daquele pequeno grupo afinal, ser tão resistente.&lt;br /&gt;_Você anda com pessoas estranhas, VonKlaus. Pensa que vai sobreviver, mesmo com esses dois seguranças? Tola, vocês estão em menor número, e apesar do poder desse garoto, não há sangue suficiente para deter essa horda de zumbis... É incrível, vocês vieram exatamente para uma cripta cheia de mortos-vivos, sedentos por sangue. Mas enfim, eu mesmo vou matá-la, e levar sua cabeça em uma bandeja, para o meu senhor.&lt;br /&gt;Sophia então disse para mim, vendo que Roberto já não agüentava mais cortar aquelas criaturas:&lt;br /&gt;_Mika... Vá e ajude o Roberto, enquanto eu mesma cuido desse aqui... Sobreviva, por favor...&lt;br /&gt;Eu assenti, a contragosto. Mas Sophia estava certa, não podíamos nos dar ao luxo de perder o nosso guia, e eu já conhecia as capacidades de minha noiva. Sabia que ela venceria. Ou queria acreditar que seria assim. Me virei e me pus ao lado de Roberto. Ele sorriu, me entregando a adaga de Sophia. Eu recusei, e puxei da pulseira três agulhas. Agora saberia se meu sogro me ajudou ou não.&lt;br /&gt;Eu olhei para Roberto, e este assentiu, como se estivesse pronto para a próxima onda. Passei as pontas das agulhas por meu ferimento e as atirei, sem técnica ou jeito. Elas apenas resvalaram nos minions, mas isso foi suficiente para que gritassem de dor. Vi que ao menos meu sangue era útil, em um momento como aquele. Enquanto isso, às minhas costas, um brilho arroxeado iluminava as paredes e o teto, e eu sabia que Sophia estava se esforçando ao máximo, também.&lt;br /&gt;_Isso é loucura! É como um filme dos anos 70, um pesadelo! Como fomos chegar a tal ponto?_Roberto perguntou, a voz de desespero camuflada pela adrenalina somente experimentada em momentos como esse, entre a vida e a morte.&lt;br /&gt;_Longa história, professor! Melhor explicar depois! Agora... foco!!_respondi, sacando mais três agulhas, mas dessa vez colocando-as entre os dedos. Daríamos um ataque mais longo, (ou mais desesperado), na tentativa de fechar aquela passagem. Gritando uma espécie de grunhido de batalha, corremos e cortamos através daqueles Minions, que murmuravam em uma língua desconhecida, mas que eu, de alguma forma, podia compreender. Eles clamavam por meu sangue, ou pelo sangue de Rozenkreuz, mais provavelmente. &lt;br /&gt;Roberto começou a girar a manivela da porta, enquanto eu lhe dava cobertura. As senbon serviam como garras desajeitadas, que eu usava com certa insegurança. Provavelmente meu sangue fazia a maior parte do trabalho, enquanto perfurava e rasgava a carne daquelas criaturas. &lt;br /&gt;Enfim a porta foi selada, e os minions contidos. Quando me virei para o foco da luz arroxeada, onde Sophia lutava com seu adversário, vi algo que nunca antes pensei que pudesse existir. Era uma Sophia que eu não conhecia.&lt;br /&gt;Completamente selvagem, envolta em uma aura de luz fria, os cabelos negros revoltos, um brilho vermelho e assassino nos olhos. Presas a mostra, estava meio curvada e segurava uma espécie de lâmina, feita com a mesma luz que a envolvia. Seu braço esquerdo pendia, ensangüentado. Seu oponente tinha a aparência ainda mais animalesca e feroz, e segurava uma espada física, a lâmina reluzindo a aura de Sophia.&lt;br /&gt;_Ah Deus, o que ela é?_perguntou Roberto, olhando-a incrédula.&lt;br /&gt;_São vampiros, professor... _respondi, despertando de meu devaneio. Ver Sophia daquele jeito foi um choque, mas de alguma forma, ela tinha algo de atraente, mesmo na forma menos racional. Talvez fosse o poder vampiro, ou talvez fosse apenas o meu amor, conhecendo uma nova faceta de sua amada.&lt;br /&gt;Ao ser despertado, me lembrei do motivo pelo qual tudo aquilo havia saído ao controle. Peguei o livro que havia derrubado, no início do ataque e o abri, enquanto Sophia se digladiava com seu oponente. E ali, no centro do livro, como se esperasse a minha chegada, estava uma chave, intacta, conservada pelo tempo. Guardei a chave no bolso, e pude ver o final da luta. Sophia desarmou seu oponente e atravessou sua mão, agora chamejando com sua energia roxa, pelo estômago de seu rival. Ele, soltando um último gemido de dor, foi se esvaindo até tornar-se pó, junto dos minions e de seus comparsas. Ao fim da luta, Sophia caiu sobre os joelhos, respirando fundo. A aura que a envolvia foi quebrada, e ela, agora no chão, permanecia com a cabeça baixa, fitando o chão.&lt;br /&gt;Aproximei-me dela e a abracei forte. Ela ainda respirava profundamente, tentando voltar ao normal, quando subitamente senti suas presas cravando-se em meu pescoço. Prendi a respiração, contendo a ardência que sentira com a mordida, mas deixei-me levar pela sede de minha amada, e apenas permaneci ali, esperando que ela se satisfizesse.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6555487550404030298-2912735237549733326?l=murmure-delame.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://murmure-delame.blogspot.com/feeds/2912735237549733326/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2009/10/cronica-12-siege.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/2912735237549733326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/2912735237549733326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2009/10/cronica-12-siege.html' title='Crônica #12: The Siege'/><author><name>Pris</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08399235369260638749</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr4xfwgKW84/SsqOfVBhxSI/AAAAAAAAAAM/CbhPKDsFQ1k/S220/bibdsibv.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6555487550404030298.post-6569718494385163176</id><published>2009-10-03T16:26:00.000-03:00</published><updated>2009-10-05T21:49:38.764-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='onze'/><title type='text'>Crônica #11: Underground</title><content type='html'>Aproximei-me de Mikhail, para olhar por entre a porta, antes de entrarmos. O caminho parecia levar a algum lugar embaixo da terra, e não havia um só vestígio de luz vindo do interior. Olhei as paredes próximas às portas, e toquei-as. Resina, ou algum tipo de óleo, parecia escorrer sobre uma fenda esculpida na pedra fria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mikhail...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ele fechou os olhos por um momento, e, quando os abriu, tinha uma expressão resoluta. Virou-se para Andolini, que também tocava as paredes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Roberto, tem algo que possa nos dar fogo?&lt;br /&gt;- Bom, não. Mas acho que não há problema se usarmos aquela vela ali. Vamos apenas pegá-la emprestada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pesquisador andou até uma das extremidades do altar, que tinha uma vela acesa com uma pequena chama, provavelmente posta ali por algum peregrino cumprindo uma promessa. Pegou-a, e levou até onde eu estava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Agora – disse Mikhail – encoste a chama nas fendas da parede. Isso deve resolver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; No instante em que foi feito, a chama aumentou de tamanho, e alastrou-se pela fenda, que percorria toda a parte visível da parede. Eu apenas olhei, curiosa, enquanto o túnel era tingido pela luz amarelada do fogo. Meu noivo se aproximou de mim, e tocou meu ombro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como sabia...?&lt;br /&gt;- Eu não sabia. Mas... Achei que fosse assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Roberto, que fora devolver a vela ao lugar, olhou para a entrada, entusiasmado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aproveitei para arrumas o tapete, também. Podemos ir agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Entramos os três, e tomamos o cuidado de fechar a porta ao passarmos, de forma que ninguém perceberia a nossa descoberta, achando apenas a cruz fora de seu lugar na parede.&lt;br /&gt; O túnel era amplo o suficiente para andarmos lado e lado, e tinha mais ou menos três metros de altura. Não havia tanta poeira, mas o ambiente era frio, talvez frio demais para ser justificado só pela umidade das pedras nas paredes, no chão e no teto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Impressionante... – Andolini falou baixo, enquanto íamos cada vez mais fundo na passagem – Apesar das condições, as pedras estão minimamente gastas, mesmo depois de séculos. Parece que ficou congelado no tempo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mesmo depois do que me pareceu uma caminhada de 10 minutos, não havia nada além do túnel, que às vezes dobrava à direita ou esquerda. Nada além de chamas, pedras, sombras, e um silêncio opressor. Depois de uma nova curva, no entanto, pudemos ver, enfim, o destino de nosso caminho.  Uma grande porta de mármore, com um desenho de cruz esculpido e cravejado de pedras azuis, iguais as do meu anel. Safiras. Roberto tocou a superfície da gravura, admirado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Este é... O mais belo desenho da rosae-crucis que eu já vi...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mikhail assentiu, tocando as aldravas prateadas e examinando-as. Eu também olhava os detalhes daquela porta impecável, quando reparei algo diferente, no chão. Me abaixei para examinar o que era, e passei os dedos pela mancha escura de algo que escorrera por baixo da porta havia tantos séculos. Naquele momento, eu soube do que se tratava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sangue – falei baixinho, levantando – Sinto algo perverso aí dentro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Meu noivo segurou firmemente as aldravas de prata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu vou abrir. Afastem-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Eu e Andolini recuamos um pouco. Ele empurrou a porta, que, com um leve estalo, cedeu, abrindo vagarosamente. E lá dentro, vimos o horror.&lt;br /&gt; O lugar parecia uma espécie de laboratório. Um laboratório certamente avançado demais para a época em que fora construído, pelo que mostrava o que restava dele. Mas agora, estava completamente destruído, e a mesma cor escura que escorrera pela porta tingia o chão e manchava as paredes. Ossos e restos do que foram pessoas como nós estavam por toda parte, e, em um canto, uma pilha de restos inteiros vestindo trapos completava a decoração medonha do ambiente. O pesquisador olhou tudo, pálido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas o que houve aqui...?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Eu estava parada, observando. A sensação de que algo estava errado era perturbadora, e ela foi apenas reforçada, enquanto via Mikhail andar calmamente até uma velha prateleira com livros, do outro lado da sala, e retirar um deles. Corri para ele, e Roberto fez o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Mika... O que está fazendo? Que livro é esse?&lt;br /&gt; - Eu... Não sei, Sophy...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mesmo ele parecia um pouco chocado com a própria atitude. O livro estava lacrado com uma espécie de fechadura codificada: exigia uma senha para ser aberto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Eu tenho um mau pressentimento sobre isso... – falou Andolini, olhando desconfiado para o livro.&lt;br /&gt; - E eu acho que devemos ir embora – peguei os dois pelos braços, puxando – Vai acontecer algo aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mas era tarde demais, a porta pela qual entramos já estava fechada. Um ruído nos fez virar em direção ao canto onde estava a pilha de corpos. E, em seu lugar, um pequeno grupo andava. Em nossa direção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Mínions – Mikhail parou, olhando-os – Nunca pode ser fácil demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Eu ainda não conseguia entender, mas ele já esperava por isso. Roberto ficou paralisado, provavelmente pelo choque de ver criaturas ficcionais se movendo na sua frente. Um deles, cujos trapos pareciam mais ricos, apontou para o meu noivo, falando em seguida. Era um idioma que eu desconhecia, e, pelo visto, Andolini mal conseguia distinguir uma ou outra palavra. Mikhail tomou a frente. De alguma forma, parecia entender o que era dito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Não... Não fomos nós. Deixem-nos ir embora. Eu não sou ele, e nenhum de nós tem nada a ver com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O mínion mestre apontou para a mão dele, e depois para a minha. Rosnou algo, e eu entendi. Falava sobre nossos anéis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Eu não sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Os mínions dialogavam entre si, nada mais do que murmúrios. Um instante depois, estavam quietos. O líder falou novamente, resoluto. E eles vieram. O momento a seguir foi rápido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Andolini, consegue se defender? – perguntei, pegando, no bolso, a adaga de família que meu pai me dera.&lt;br /&gt; - Sim... Também tenho presentes de família – e retirou dos bolsos uma espécie de punhal italiano, que eu reconheci como sendo um tradicional cinquedea.&lt;br /&gt; - Mika... Use a minha – dei a ele a adaga – Eu posso me cuidar.&lt;br /&gt; - Mas Sophy...&lt;br /&gt; - Sem mais. Vamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Finalmente eles nos alcançaram. Eu chutei o primeiro que vi, enquanto Mikhail enfiou a lâmina no pescoço de outro. Roberto também conseguia se livrar deles com alguma facilidade. Senti um puxar a manga de minha blusa, enquanto eu chutava mais outro, mas ele logo foi cortado pela minha adaga, conforme Mikhail ia se acostumando e aprendendo a usá-la melhor. Os zumbis certamente estavam em maior número, e quase sempre um único golpe não os derrubava definitivamente. Com algum desgaste, estávamos ganhando. Parecia mesmo que iríamos vencer. &lt;br /&gt; Foi quando eles surgiram.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6555487550404030298-6569718494385163176?l=murmure-delame.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://murmure-delame.blogspot.com/feeds/6569718494385163176/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2009/10/cronica-11-underground.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/6569718494385163176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/6569718494385163176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2009/10/cronica-11-underground.html' title='Crônica #11: Underground'/><author><name>Pris</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08399235369260638749</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr4xfwgKW84/SsqOfVBhxSI/AAAAAAAAAAM/CbhPKDsFQ1k/S220/bibdsibv.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6555487550404030298.post-2892752054561928924</id><published>2009-10-03T16:24:00.000-03:00</published><updated>2009-10-05T21:49:21.760-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dez'/><title type='text'>Crônica #10: The Sunlit Path</title><content type='html'>Ficamos em silêncio por um tempo, mas só ouvíamos o sussurro do vento passando pelos vãos das construções locais. Enquanto Sophia tomava banho, eu observava o objeto que meu sogro me dera; uma pulseira de pano, com várias agulhas enfileiradas, por toda a sua extensão.&lt;br /&gt;"Senbon", pensei. Exatamente iguais as armas usadas por ninjas antigamente, para bloquear pontos de chakra, e matar silenciosamente. Sorri, imaginando qual seria a utilidade que Friedrich achou que eu daria àquelas armas. Mesmo assim, coloquei-a no pulso e me deitei, esperando minha noiva.&lt;br /&gt;Sophia não se demorou muito no banho, mas me olhou preocupada, dizendo:&lt;br /&gt;_Sinto o cheiro deles... Estão cada vez mais perto...&lt;br /&gt;_Não se preocupe, Sophy. Vamos tentar dormir, e amanhã pensaremos em uma solução para isso. Tenho certeza que nada vai acontecer esta noite...&lt;br /&gt;Ela aceitou a idéia, e logo estávamos adormecidos, dormindo um sono intranquilo, pontuado por momentos de de extremo alerta, tentando enxergar além da escuridão lá fora. Logo o cansaço me venceu, adormeci e sonhei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me encontrava em uma praça com um mosaico no centro. Passei por cima dele, sem me preocupar com seu formato, ou o que representava. Segui a passos firmes, coberto por um capuz e uma longa capa, apesar do Sol de Meio-dia e pleno verão. Seguia diretamente para uma construção em frente a praça. Uma igreja, percebi, quando já adentrava as portas de madeira, e seguia imponente em direção ao altar.&lt;br /&gt;Ao chegar no altar, me virei, e vi uma multidão encapuzada ocupando todos os bancos da igreja. Ergui os braços, triunfante, e o pequeno anel em meu dedo reluziu à luz das velas do altar. Todos ali aplaudiram minha chegada em êxtase, e ri um riso maligno e frio. Finalmente conseguira tudo. Tudo o quê?&lt;br /&gt;Despertei com frio, o suor escorrendo pela minha testa. Sophia não estava mais ao meu lado, e a luz do sol entrava pela janela. Minha noiva saiu do banheiro e me olhou, meio confusa:&lt;br /&gt;_Do que estava rindo, Mika...? Está tudo bem com você?&lt;br /&gt;_Eu.. Ah... Foi apenas um pesadelo! Nada de mais..._Respondi, não querendo revelar a ela os estranhos sonhos que tive.&lt;br /&gt;Ela me abraçou forte, e me ajudou a levantar. Já era de manhã, e era hora de iniciarmos a busca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descemos para a área comum do hotel, e tomamos um café da manhã frugal, junto de Roberto. Pensávamos onde poderíamos iniciar a busca. Foi Sophia quem deu a primeira idéia:&lt;br /&gt;_E se o "Sol" escrito no crucifixo não for o Sol normal, mas um Sol simbólico? Senhor Roberto, por acaso existe aqui em Veneza um local que remeta ao Sol?&lt;br /&gt;Roberto coçou o queixo e disse, com certo pedantismo:&lt;br /&gt;_É uma boa idéia, mocinha... Ainda mais por existir a Praça do Sol, no centro da cidade. E, se essa teoria for infundada, pelo menos já estaremos no centro, podendo seguir dali a investigação...&lt;br /&gt;Me levantei, o café já terminado. Falei, animado com a possibilidade de uma primeira pista.&lt;br /&gt;_Perfeito! Vamos então para o centro!&lt;br /&gt;O local não era muito longe do hotel, por isso fomos a pé, aproveitando o sol matinal e as belas construções no caminho. Veneza era realmente linda, apesar de seu cheiro terrível de esgoto.&lt;br /&gt;A Praça do Sol era um local surpreendente e lindo. Vistoso, digno de Rosa-Cruz. Era um enorme círculo, ladeado por construções antigas, porém bem conservadas. No centro da praça, um grande mosaico colorido, ou os restos de um mosaico (boa parte das pedras não existiam mais, ou estavam partidas, tornando o desenho indistinguível). As pedras que sobravam brilhavam sob o sol da manhã, tornando o ambiente muito mais claro do que o normal.&lt;br /&gt;Roberto já se adiantara, e estava no centro da praça, nos observando. COnforme fui me aproximando, senti uma pontada no peito. Já pisara naquelas pedras antes. Na noite passada. Disse para os outros:&lt;br /&gt;_Por aqui!&lt;br /&gt;E segui a passos firmes pela praça, até a porta de uma pequena igreja, na extremidade oposta da praça. Aquele com certeza era o lugar do sonho. O local da ascenção de Rozenkreuz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrei na igreja pela porta principal, que se encontrava entreaberta, provavelmente esperando por algum turista, porém se encontrava vazia. Perfeito para uma investigação. O interior era bem simples, com algumas imagens de santos, bancos de madeira e uma grane cruz de madeira na extremidade oposta á entrada, atrás do altar (a cruz não estava lá durante o meu sonho, ou ao menos não me recordava dela). O que tornava o interior belo era o teto, todo feito de vitrais coloridos, cujas imagens não pude distinguir. Para mim parecia uma grande confusão de vidro colorido.&lt;br /&gt;Sophia e Roberto entraram em seguida na igreja, meio confusos com minha obstinação. Eu, percebendo isso, disse:&lt;br /&gt;_Ah, eu... Apenas pensei que poderia haver uma pista aqui dentro.&lt;br /&gt;_E foi uma ótima escolha, rapaz!_disse Roberto, caminhando pela passarela central da igreja._Essa igreja é quase tão antiga quanto Veneza. Existe dese o Império Romano, e foi um templo dedicado a algum deus antigo.&lt;br /&gt;_Deuses antigos, é?_perguntei, olhando em volta. "Bastante enigmático, como tudo em Rozenkreuz...", pensei, subindo ao altar. Olhei em volta e me virei para a porta, como fizera no sonho da noite passada. Primeiramente apenas vi Sophia, olhando uma das imagens na lateral da igreja. Ao me ver no altar, sorriu e acenou para mim. E então, tudo aconteceu.&lt;br /&gt;Repentinamente me vi aquecido por dezenas de velas acesas ao redor, e aquela multidão amontoada nos bancos de madeira, no ambiente fechado. Então um flash, e todos aqueles encapuzados jaziam no chão, cobertos de sangue. Sangue nas paredes, sangue no teto. Uma alegria repentina, lambi o canto do lábio, manchado de um sangue que não era meu. Subitamente, um vento frio em minhas costas. Desperto, Sophia caminhando na minha direção, uma expressão entre a preocupação e o susto.&lt;br /&gt;Pisquei algumas vezes, antes de recobrar os sentidos por completo. Sorri rapidamente, mas já era tarde. Sophia vinha em minha direção a passos largos, provavelmente se perguntando se eu havia enlouquecido, ou se estava alucinando. Porém, notei algo curioso quando ela passou pela área central da igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Não se mova, por favor._disse, tentando distinguir o que eram as pequenas ranhuras que agora se espalhavam por todo o seu corpo. Me aproximei, e só então percebi. Ela estava sob o vitral central da igreja. Olhei no relógio: Meio-dia. Chamei por Roberto, e após ver os símbolos espalhados pelo chão e pelo rosto de Sophia, sacou um pequeno caderno, e se pôs a anotar.&lt;br /&gt;Para ajudar a distinguir as figuras, tiramos o tapete que se estendia pelo corredor central. E então, refletida no piso de mármore, lá estava ela. Uma perfeita Rosa-Cruz, refletida através dos vitrais disformes, formada no chão de mármore, com diversos símbolos em sua superfície, e ao redor dela. Um enorme painel, desenhado no chão pelo sol do meio-dia.&lt;br /&gt;Roberto caiu de joelhos, e se pôs a anotar todos aqueles símbolos. Sophia apenas sussurrou:&lt;br /&gt;_Rosae Crucis...&lt;br /&gt;Eu assenti, e segurei sua mão com firmeza. Será que Rozenkreuz tinha deixado aquelas pistas de propósito, ou ele esperava que um descendente fosse a sua procura? Sei que logo teria alguma resposta, ou muitas outras perguntas.&lt;br /&gt;Pouco tempo depois, Roberto se levantou, e sorriu para nós. Disse sério, sem nenhum pedantismo na voz:&lt;br /&gt;_Essa é a maior descoberta que fiz desde que comecei a estudar os Rosa-Cruz!&lt;br /&gt;"Por detrás da cruz verdadeira esconde-se a cruz impura. Abaixo da cruz impura jaz o campo de corpos, lavados pelo sangue divino." &lt;br /&gt;É isso que os símbolos dizem. Curioso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentei encaixar as peças daquele enigma. Tentei pensar no que estava escrito, mas não consegui conceber nada concreto. Dessa vez foi Sophia quem fez o primeiro movimento. Ela simplesmente empurrou a grande cruz sobre o altar para o lado, e nos disse:&lt;br /&gt;_Deveriam ver isso...&lt;br /&gt;E na parede, no último bloco de pedra antes do chão, havia uma pequena Rosa-cruz gravada na pedra.&lt;br /&gt;_A Cruz impura, atrás da cruz verdadeira... é tão simples._disse Roberto, cada vez mais atônito, o enigma dos vitrais ressoando em sua mente.&lt;br /&gt;Sophia então perguntou, a mão encostada na parede:&lt;br /&gt;_Roberto, você disse que aqui era um templo pagão, antigamente... A qual deus exatamente era dedicado?&lt;br /&gt;_Mitra, eu acho... Por que?&lt;br /&gt;_Porque os cultos dos iniciados em Mitra era feito em uma...&lt;br /&gt;_Caverna!_ Exclamou Roberto, e Sophia, com um sorriso triunfante, bateu com os nós dos dedos na parede. Um eco ressoou para dentro do local escondido.&lt;br /&gt;Em seguida eu bati na pedra, e novamente, o som ecoante. Enfim pedi distância aos dois, encostei ambas as mãos na parede, e forcei um pouco. Sem resultado. Sem pensar muito e ávido por algo novo, dei um chute na pedra com a cruz gravada, que simplesmente deslizou para a parte de dentro do local secreto. Ouvimos um "clique" do lado de dentro, e senti a parede se movendo sob minhas mãos, como duas portas de pedra que se encaixavam, formando a parede.&lt;br /&gt;Abri totalmente as pesadas portas, e um vento congelante saiu de dentro da escuridão daquela nova área da igreja, como acontecera em meu sonho. O vento enregelante era como o hálito da própria Morte. Acenei para os dois me seguirem, e pisei. Para dentro da boca da Morte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6555487550404030298-2892752054561928924?l=murmure-delame.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://murmure-delame.blogspot.com/feeds/2892752054561928924/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2009/10/cronica-10-sunlit-path.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/2892752054561928924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/2892752054561928924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2009/10/cronica-10-sunlit-path.html' title='Crônica #10: The Sunlit Path'/><author><name>Pris</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08399235369260638749</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr4xfwgKW84/SsqOfVBhxSI/AAAAAAAAAAM/CbhPKDsFQ1k/S220/bibdsibv.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6555487550404030298.post-5724659102047218538</id><published>2009-10-03T16:22:00.002-03:00</published><updated>2009-10-05T21:49:07.038-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nove'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><title type='text'>Crônica #9: Travellers</title><content type='html'>Roberto Andolini era, como previra meu pai, a pessoa mais capaz de nos ajudar a encontrar as respostas que procurávamos. Ele ficou hospedado em nossa casa, enquanto fazíamos os preparativos para a nova viagem, de forma que, por 4 dias, houve discussões acaloradas sobre a Rosenkreuz, e especulações sobre o fim que levara seu fundador. &lt;br /&gt;A última pista nos conduzia rumo a Veneza, o que causava euforia no jovem historiador, que, descobri mais tarde, era Doutor em sociedades secretas medievais. "Premiado em Oxford", como fizera menção de dizer, durante um jantar. "Mas o meu maior interesse sempre foi a Rosenkreuz, e fiz dessa busca o trabalho de minha vida", acrescentara, animado.&lt;br /&gt;Vez ou outra pedia a mim ou a Mikhail para ver novamente nossos anéis, falava consigo mesmo sobre como aquelas eram relíquias preciosíssimas e que mal acreditava na sorte que tivera de achá-las. Certo dia até cogitou a possibilidade de doarmos os anéis para pesquisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não - respondeu Mikhail friamente, antes mesmo que Roberto pudesse lhe fazer diretamente a pergunta, deixando nosso visitante ensaiar sozinho um monólogo sobre a importância do estudo e da preservação de relíquias históricas por profissionais da área.&lt;br /&gt;Havia também o crucifixo que me foi dado por meu noivo, mas, felizmente para nós, após a recusa peremptória do próprio herdeiro, nenhuma outra palestra sobre relíquias foi feita, apesar dos olhares cobiçosos de Andolini para o meu presente. Até o dia da viagem, no entanto, ele pareceu finalmente ter se conformado com a realidade, e passou a se comportar de forma menos compulsiva.&lt;br /&gt;Uma manhã nebulosa iniciava o dia de nossa partida, quase como um mau presságio do que encontraríamos em Veneza, e em todo o caminho dali para frente. Eu havia terminado de arrumar minha bagagem, e estava sentada em minha cama, olhando os raios fracos de luz entrarem pelas janelas. Uma batida suave na porta anunciou a entrada de Mikhail, seguido por um atordoado Sr. Hauss.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom dia, Sophy...&lt;br /&gt;- Viemos pegar suas malas, senhorita. Já está tudo pronto para partirem. Seu pai apenas os espera para o café da manhã.&lt;br /&gt;- Claro... Obrigada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem pegou uma maleta e uma pequena bolsa com bagagem de mão, enquanto Mikhail pegou a mala de viagem, e me deu um beijo no rosto.&lt;br /&gt;- Nos vemos lá embaixo - e sorriu, saindo logo atrás do Sr. Hauss.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu suspirei, e me levantei para fechar as janelas do quarto, para o caso de chover. Olhei mais uma vez para o meu quarto, antes de ir.&lt;br /&gt;Na sala, todos estavam reunidos e acertando alguns detalhes. Ficou decidido que iríamos de trem, e o Sr. Hauss nos levaria até a estação, uma vez que meu pai teria uma reunião importante na Associação. A mesa já estava posta, e a Sra. Hauss, que fora fazer compras, havia deixado para mim uma torta de morangos, para levar na viagem. Peguei o embrulho, e guardei-o na bolsa da bagagem de mão. Depois, nos reunimos à mesa.&lt;br /&gt;Comemos silenciosamente, e essa condição só foi quebrada por meu pai, após terminarmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Minha filha...&lt;br /&gt;- Sim, papai?&lt;br /&gt;- Eu gostaria muito de poder levá-los, mas haverá uma reunião urgente no trabalho... De qualquer forma, eu gostei que tenha vindo me visitar. Esta casa é sua, e sempre nos deixará felizes recebê-la de volta.&lt;br /&gt;- Eu também gostei muito de voltar aqui, pai... E sim, eu espero vir novamente, em breve.&lt;br /&gt;- Ótimo... E quanto ao garoto Kreuz... – fez uma pausa, olhou para meu noivo, e sorriu gentilmente – Cuide bem dela. Estou confiando a você o meu maior tesouro.&lt;br /&gt;- Eu não irei desapontá-lo – respondeu Mikhail, sério.&lt;br /&gt;- Tenho certeza que não. E Roberto... Obrigado por ter vindo. Tomem cuidado na viagem, crianças...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levamos nossas malas para o carro. Meu pai me deu um abraço, e apertou as mãos de nossos dois convidados. E nos olhou, enquanto íamos embora. E eu soube que algo o perturbava.&lt;br /&gt;A estação não estava tão movimentada. Pegaríamos um trem até Zurique, e, de lá, até Veneza. Estávamos saindo do carro e pegando nossa bagagem, quando o Sr. Hauss estendeu um pacote a Mikhail.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cumprimentos do senhor Wolff – disse ele ao fazê-lo, com um sorriso discreto.&lt;br /&gt;- Ah... Obrigado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jovem pegou o embrulho, e deveria saber tanto quanto eu o que ele continha, pois um ar de leve surpresa perpassou seu rosto.&lt;br /&gt;O trem já estava na plataforma, e sairia em 15 minutos. A viagem até Zurique foi bastante calma, e os cochilos pesados de Roberto nos garantiram tal tranqüilidade. Antes de embarcar no próximo trem, compramos chocolates suíços e pequenas garrafas com suco, para acompanhar a torta de morangos que a Sra. Hauss me dera, em quantidade suficiente para nós três.&lt;br /&gt;O segundo trem, que ia para Veneza, partiu em uma hora. Roberto estava acordado, mas mantinha-se ocupado com uma revista de palavras-cruzadas. Mikhail estava sentado ao meu lado, e olhava pela janela, enquanto eu me ocupava lendo um de seus livros de matemática avançada, perguntando sobre um assunto ou outro. Tudo muito calmo.&lt;br /&gt;Perto de nosso destino, no entanto, eu senti que aquela era uma condição passageira. E eu os senti, andando lado a lado com o nosso trem, escondidos pela floresta às margens da estrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mikhail... – sussurrei, para não chamar a atenção de nosso colega.&lt;br /&gt;- Eu sei, Sophy... Eu sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E me abraçou, suave. Não sei se os vira pela janela, se podia senti-los como eu, ou mesmo se adivinhara meus sentimentos, mas ele de fato sabia da presença deles. Ou talvez aquilo simplesmente fosse... Óbvio demais. &lt;br /&gt;Desembarcamos em Veneza, e logo adquirimos um grande mapa da cidade. Havíamos feito reservas com antecedência em um hotel que Andolini determinara como apropriado, por sua localização. Fomos até lá e deixamos nossas malas em nossos quartos, que eram vizinhos e conectados internamente. Não é necessário dizer que a chave que abria a porta que ligava meu quarto ao de Roberto se perdeu misteriosamente, mas foi algo interessante.&lt;br /&gt;Pelo resto do dia, visitamos pontos turísticos normais, e nos divertimos. No dia seguinte, procuraríamos as primeiras pistas sobre o local indicado nos anéis. Uma dupla caçada estava para começar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6555487550404030298-5724659102047218538?l=murmure-delame.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://murmure-delame.blogspot.com/feeds/5724659102047218538/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2009/10/cronica-9-travellers.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/5724659102047218538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/5724659102047218538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2009/10/cronica-9-travellers.html' title='Crônica #9: Travellers'/><author><name>Pris</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08399235369260638749</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr4xfwgKW84/SsqOfVBhxSI/AAAAAAAAAAM/CbhPKDsFQ1k/S220/bibdsibv.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6555487550404030298.post-8651386512124057349</id><published>2009-10-03T16:21:00.003-03:00</published><updated>2009-10-05T21:48:48.057-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='oito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><title type='text'>Crônica #8: Destiny and Fate</title><content type='html'>Sophia me olhou, atônita, enquanto eu sorria, envergonhado.&lt;br /&gt;_Como assim agora?_Perguntou-me ela, ainda sem entender.&lt;br /&gt;Olhei para o par de alianças, delicadas, porém de aparência rústica, gravadas com símbolos por toda sua extensão, e o símbolo do infinito solitário em seu interior. As belas safiras engastadas em sua superfície refletiam o brilho do luar suave que iluminava todo o terraço. Um ambiente propício para o que estava por vir.&lt;br /&gt;Tomei um dos anéis da mão de Sophia cuidadosamente. Abaixei-me sobre um dos joelhos e, olhando em seus olhos, fiz a fatídica pergunta:&lt;br /&gt;_Sophia Von Klaus... Você aceita se casar comigo?&lt;br /&gt;Ela, com a boca seca, ainda a expressão de perplexidade na face, esboçou, com a voz fraca:&lt;br /&gt;_Eu... Aceito...&lt;br /&gt;Eu então deslizei a aliança de minha mãe por seu anelar, e coloquei a aliança de meu pai. Ainda de olhos fixos nos dela, me levantei, abracei-a com força, e então vi lágrimas silenciosas brotando de seus profundos olhos. Ao fixar novamente em meus olhos, ela sorriu radiante, mesmo as lágrimas ainda escorrendo por suas bochechas pálidas.&lt;br /&gt;_Eu nunca imaginei, eu... Mika, eu nem sei como..._Sophia tentava articular.&lt;br /&gt;_Shh... Não precisa dizer mais nada, Sophy... Mais nada..._Respondi, feliz em vê-la assim, tão emotiva e contente. Nunca antes a vira tão emocionalmente alterada. Toquei seu rosto suavemente, secando suas lágrimas, e por fim beijei seus lábios intensamente, selando um novo pacto, uma nova promessa. Sussurrei, conforme me afastava de Sophia:&lt;br /&gt;_Tenho uma boa noite, minha querida. Descanse, afinal, teremos muito o que fazer pela manhã.&lt;br /&gt;Ela me agradeceu silenciosamente, enquanto nos dirigíamos de volta aos quartos, felizes como nunca antes. Sophia me acompanhou pelo corredor,nossas mãos unidas. Uma última troca de olhares, e ela caminhou para seu quarto, visivelmente surpresa e ainda meio atônita. Deitei-me em minha cama no quarto de hóspedes, e o sono veio depressa afinal, já era tarde, e o dia havia sido longo. E então eu sonhei...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sonho eu segurava no alto a aliança de minha mãe, apreciando suas ranhuras e desenhos, brilhando sob um sol de fim de tarde. Eu ofegava, como se tivesse corrido uma grande distância em pouquíssimo tempo. Mas sentia uma alegria enorme e inexplicável em ter em mãos aquela aliança. Ela parecia morna ao toque, e então percebi que havia algo estranho na mão que segurava a jóia. Sangue, sangue por toda parte, na aliança, naquelas mãos que não eram minhas. Um grito agudo, e então acordei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ali, junto a mim, uma adormecida Sophia respirava profundamente. Abracei-a com cuidado para não despertá-la e pensei, enquanto acariciava seus cabelos:&lt;br /&gt;“Boba... E se eu tivesse te acordado...? Mas você é mesmo perfeita, até durante o sono... Meu Amor...Sophy...”&lt;br /&gt;Trouxe então seu corpo inerte para mais junto do meu, e voltei a dormir, agora amparado por Sophia, o meu anjo luminoso. O restante da noite foi tranqüilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A manhã seguinte surgiu preguiçosa através das cortinas do quarto de hóspedes. Acordei tranquilamente, nenhum outro pesadelo tendo me atormentado naquela noite. Levantei-me, deixando Sophia ainda adormecida em minha cama. Fui ao banheiro, lavei o rosto, e ao voltar encontrei Sophia já desperta, encostada na cabeceira da cama.&lt;br /&gt;_Bom dia, meine Liebe..._disse ela, a voz rouca de quem acabara de acordar. Sorri para ela e beijei sua testa ao me aproximar. Eu então disse, segurando sua mão:&lt;br /&gt;_Passou bem esta noite?_Ela sorriu, encostando minha mão em seu rosto. Respondeu, fechando os olhos quando acariciei seus cabelos:&lt;br /&gt;_Maravilhosamente bem... A melhor de todas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ajudei-a a se levantar. Usava uma camisola cor de rosa, de tecido leve e esvoaçante. Linda como deve ser. Sophia dirigiu-se ao seu quarto, enquanto eu me trocava para o café da manhã. Friedrich já nos esperava, a mesa posta. Sentamo-nos e comemos silenciosamente, até que ele puxou o assunto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Estou sabendo que fizeram na noite passada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu e Sophia engolimos em seco e enrubescemos na mesma hora. Evitamos trocar qualquer tipo de olhar, ou fazer qualquer gesto. Ele então prosseguiu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Pude ouvir tudo lá do meu quarto, sabe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ergui levemente a sobrancelha: “Ouviu...? Mas não tinha nada para se ouvir... Ou será que tinha...?” A mente ainda meio turva pelo sono tentou escanear a noite passada, sem resultados. Friedrich então concluiu seu pensamento:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Fazia tanto tempo que não ouvia Sophia tocar seu piano... Foi realmente ótimo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu respirei fundo, após quase ter tido um infarte. Sophia passou a mão levemente por sua testa, aliviada, porém inconscientemente deixou sua aliança à mostra por tempo demais. Logo seu pai perguntou:&lt;br /&gt;_Onde conseguiu esse anel, Sophy?&lt;br /&gt;Enrubescemos, mas Sophia conseguiu responder:&lt;br /&gt;_Ah esse é o meu... O nosso... Anel de noivado..._falava sem jeito, apesar de preferir essa forma direta, do que encher-se de meneios e longas explicações. Eu simplesmente senti meu estômago afundar.&lt;br /&gt;Seu pai engasgou, o sangue sumiu de minha face. Apenas Sophia permaneceu impassível, conhecedora que era de nosso anfitrião, que disse, vacilante:&lt;br /&gt;_Quando ele fez o pedido?&lt;br /&gt;_Ontem à noite, após o jantar..._respondeu ela, enquanto eu tentava me esconder atrás de uma torrada, sem querer deixando a aliança gêmea também à mostra, entregando de vez a realidade. Friedrich retomou o tom sério habitual:&lt;br /&gt;_Bem, se é o que minha filha quer, não irei contestar. Meus parabéns garoto. Não imaginei que tivesse tanta fibra dentro desse corpo franzino.&lt;br /&gt;_A verdade é que até mesmo eu me surpreendi. Mas o que me motivou mesmo foi a brincadeira no jantar. Eu já estava planejando, mesmo porque sempre ando com as alianças, desde que conheci Sophia. Só precisava do momento certo..._respondi, com a confiança renovada pela aprovação de meu “algoz”._Só não decidimos a data ainda, porque queremos pesquisar mais sobre essa coisa de Rozenkreuz.&lt;br /&gt;O senhor Friedrich então disse, lembrando-se do motivo inicial de minha visita:&lt;br /&gt;_Por falar nisso, hoje um amigo meu vem para o almoço. É um historiador muito conceituado... Seu nome é Roberto Andolini, um italiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Historiador? Interessante... Talvez ele realmente tivesse alguma informação relevante sobre Rozenkreuz. Esperamos pelo horário do almoço ansiosamente. Sophia caminhando pela propriedade de seu pai, enquanto eu fazia a compilação dos nossos resultados das pesquisas. Talvez muito fosse esclarecido naquele almoço. Talvez...&lt;br /&gt;No horário estipulado, a campainha soou. Eu desci as escadas velozmente, enquanto Friedrich recebia o convidado. Olhei animado para o hall, mas quando vi o grande historiador, senti um leve receio. Roberto Andolini aparentava a minha idade, ou alguns anos a mais. Como alguém jovem assim teria tantas informações ou conhecimento sobre uma sociedade antiga? &lt;br /&gt;Era um jovem de cabelos bagunçados, e um jeito muito pedante. Falava animadamente com Friedrich, aparentemente um amigo de longa data. Porém, quando me viu, parou de falar imediatamente. &lt;br /&gt;Aproximou-se de mim rapidamente, estendendo a mão e um sorriso nos lábios:&lt;br /&gt;_Olá, eu sou Roberto Andolini, e você deve ser o senhor Kreuz, com certeza! Realmente, posso ver claramente a semelhança com seu antepassado... Tirando os óculos, é fisicamente igual a Christian Kreuz...&lt;br /&gt;_Rozenkreuz, você quer dizer, não é?_Sophia perguntou, ao entrar no hall. Imediatamente, Roberto respondeu:&lt;br /&gt;_Esse é um erro comum, mocinha. Mas na verdade é apenas Kreuz... A parte do Rozen veio depois, como uma mácula que Christian criou sobre seu brasão, devido ao seu grande número de pecados... Foi então que surgiu Rozenkreuz, ou Rose Croix, ou Rosa Cruz, como preferirem...&lt;br /&gt;Eu e Sophia nos entreolhamos, incrédulos. Estávamos tão certos de que afinal eram duas pessoas diferentes. Mas Roberto acabara de jogar um balde de água fria sobre nós. Sophia disse, tentando defender sua teoria:&lt;br /&gt;_Mas, não podiam ser duas pessoas diferentes?&lt;br /&gt;Roberto sorriu, e disse, ainda meio pedante:&lt;br /&gt;_Não, não, mocinha... Não pode ter sido algo assim, afinal, nada foi provado sobre qualquer relacionamento entre Christian e qualquer outra pessoa... Ele era bastante discreto, apesar de famoso e líder de massas...&lt;br /&gt;Eu estava interessado, mas um pouco irritado com o jeito de Roberto. Esperava que fosse apenas a primeira impressão, porque seu conhecimento seria útil, com certeza.&lt;br /&gt;Friedrich nos chamou para o almoço, e, à mesa, ele voltou a falar, bastante eloqüente e certo de suas palavras.&lt;br /&gt;_A sociedade Rosa-Cruz existe até hoje, porém é claro que não são nada influentes, como eram no tempo de Christian. Ele era um ótimo mediador, com conhecimento e habilidade retórica. Sem contar que sempre fora um homem bem-apessoado. Ele sempre conseguia o que queria, mas, após seu maior pecado, foi jogado na clandestinidade, onde fundou a sociedade Rosa-Cruz, e começou a influenciar a sociedade da época, através dos nobres e cientistas. Até o clero se curvava diante dele. O maior dos manipuladores...&lt;br /&gt;Cocei o queixo, e pensei em falar, porém as palavras saíram da boca de Sophia:&lt;br /&gt;_E quanto a história da imortalidade?&lt;br /&gt;Roberto sorriu, olhando diretamente nos olhos de Sophia. Disse, a voz mais baixa:&lt;br /&gt;_Aah, então ouviu as lendas, mocinha?_pigarreou, e continuou_ Bem, por serem lendas, nunca foram provadas. Na verdade, a maioria dessas lendas criadas em torno da vida de Christian foram espalhadas pelos cristãos, que acreditavam que ele era um herege, maldito... Ainda mais pelo que ele fez. Foi visto como feiticeiro e herege, e com razão...&lt;br /&gt;Desta vez, eu disse, enquanto tentava comer alguma coisa:&lt;br /&gt;_Mas afinal, o que ele fez, para ter que ir para a clandestinidade?&lt;br /&gt;_Boa pergunta, garoto Kreuz... Ele matou a própria esposa..._ E eu um sorrisinho maligno, ao ver a perplexidade em nossos rostos._ Não se sabe o porquê, e nem como... Mas aconteceu... Também não se sabe o nome da mulher... E isso só aumentou o mistério ainda mais! Fascinante, até hoje... E é por isso que estudo a vida dele com tanto afinco...&lt;br /&gt;Após o almoço, mostramos a ele alguns e nossos resultados, e ele achou algumas coisas surpreendentes, como o crucifixo que carrego sempre comigo, e as alianças de noivado.&lt;br /&gt;_O crucifixo é claramente uma Rose-Croix, apesar de algumas das ranhuras estarem meio apagadas, devido ao tempo... O mesmo vale para as alianças, com vários símbolos da sociedade, e as safiras gêmeas, usadas sempre por um casal de membros influentes da sociedade... Como conseguiu isso, Mikhail?_ Perguntou-me Roberto, sentado na sala de estar.&lt;br /&gt;_Eu... É uma herança de meus pais... Tudo isso, foi deixado por eles..._ Respondi, preocupado com o que viria a seguir.&lt;br /&gt;_Incrível! Realmente incrível! Você está intimamente ligado a Christian, rapaz... As ranhuras na cruz simbolizam a chave para a luz mais intensa... E veja o centro dessa cruz...um botão de rosa... O pecado de Christian, o maior símbolo de seu poder..._ Parou subitamente sua arenga sobre aquele objeto, quando virou-o de costas para si. Olhou espantado para aquilo, e então puxou do bolso de seu casaco uma lente de aumento. Passou longos minutos observando a face oposta da cruz, e então virou-a de ponta-cabeça, ainda examinando a face anterior.&lt;br /&gt;_Papel!_ Falou subitamente, e eu entreguei uma folha em branco para ele. Roberto começou a anotar freneticamente, sem parar de olhar para o pequeno crucifixo. Ao fim, apenas virou o papel para mim, e ali dizia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sob o Sol de Veneza, a primeira porta se revelará. Deixe-se guiar, através da cruz e da espada.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Sabe o que isso significa, Mikhail?_Perguntou-me Roberto, animado.&lt;br /&gt;_Não...&lt;br /&gt;_Que temos uma viagem para fazer! Rumo à minha querida terra!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6555487550404030298-8651386512124057349?l=murmure-delame.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://murmure-delame.blogspot.com/feeds/8651386512124057349/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2009/10/cronica-8-destiny-and-fate.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/8651386512124057349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/8651386512124057349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2009/10/cronica-8-destiny-and-fate.html' title='Crônica #8: Destiny and Fate'/><author><name>Pris</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08399235369260638749</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr4xfwgKW84/SsqOfVBhxSI/AAAAAAAAAAM/CbhPKDsFQ1k/S220/bibdsibv.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6555487550404030298.post-2201275959709514170</id><published>2009-10-03T16:19:00.000-03:00</published><updated>2009-10-05T21:48:30.984-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sete'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><title type='text'>Crônica #7: Surprises</title><content type='html'>Há meses eu não via meu pai. E era bom rever o lugar onde cresci. Minha casa, meu quarto... Tudo estava como sempre foi. Eu sentia saudade disso, mas, principalmente, do jeito taciturno, mas divertido, do homem que me criou. Mas eu não viera com Mikhail simplesmente para matar as saudades de casa. Havia trabalho por fazer. E a expressão no rosto de meu pai entregava: algo realmente sério seria tratado ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Crianças – ele começou, solene – Antes de tudo, preciso dizer que não pude obter muito mais informações que vocês. Parecia que, quanto mais a fundo eu ia, mais obscuro o assunto ficava. Há lacunas enormes, o que me faz concluir que nem mesmo os especialistas da Associação puderam esclarecer os fatos.&lt;br /&gt;- Papai, está dizendo que esse é um caso não resolvido pela Associação?&lt;br /&gt;- Mais do que isso, querida – ele suspirou – É um caso que não pode ser resolvido. Até mesmo para os agentes infiltrados naquela Sociedade, na época...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senti Mikhail um pouco tenso. Ele estava atento, e parecia afetado. Eu também estava surpresa, afinal, além de não ser um caso resolvido até hoje, ninguém fora capaz de dar uma explicação sobre o que aconteceu com Christian, onde ele foi, ou mesmo os resultados da pesquisa, se é que havia resultado. Mas o pior ainda estava por vir. &lt;br /&gt;Perguntei o óbvio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas pai, o que aconteceu com os agentes? Por que não descobriram nada?&lt;br /&gt;- É simples, minha filha... Ninguém sabe onde eles estão. Mesmo que tenham descoberto algo, eles nunca voltaram para contar o que era. Estão desaparecidos desde então.&lt;br /&gt;- Desa... parecidos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era a primeira vez que eu ouvia Mikhail falar, desde o início da conversa. Apesar da calma, havia em sua voz um certo tom de insegurança. Senti vontade de abraçá-lo, mas decidi que deixaria isso para depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desaparecidos – sentenciou meu pai, com precisão, os olhos penetrantes nos do nosso convidado. Depois suspirou, desviando o olhar para algum ponto no céu – Foram dados como mortos, embora nunca se tenha achado nenhuma pista sobre o que lhes aconteceu de verdade. A este ponto já devem estar, de fato, mortos. Depois de algum tempo, a Sociedade foi dissolvida. Alguns membros foram pegos e mortos pela Inquisição, enquanto outros, como o próprio fundador, nunca foram encontrados. A Associação, então, deu o caso como concluído, apesar da falta de resolução, e ele foi esquecido. Isto é tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Entendo... – eu também mirava uma nuvem, pensativa – Quantos dias levou, papai?&lt;br /&gt;- Alguns. Talvez uma semana ou duas. Muita informação espalhada e perdida. Mas foi divertido.&lt;br /&gt;- Obrigada... – eu sussurrei, com um sorriso nos lábios. Ele sorriu de volta, amável.&lt;br /&gt;- Tudo pela minha menina. Mas agora... Que tal comermos? Sra. Hauss?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pai acenou para a entrada da casa, se dirigindo à senhora que trabalhava em nossa casa. Ela e o marido ajudam com as tarefas, e estão conosco desde quando eu era pequena. Ela se aproximou da mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O almoço está pronto, Sr. Wolff. Posso trazer? Oh, Sophy. Tudo bem, querida? A luz volta a este lugar, sempre que você está aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela sorria para mim, visivelmente contente pelo meu breve retorno. Retornei o sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Obrigada, Sra. Hauss. Eu estou bem. Creio que a senhora e o Sr. Hauss também estejam bem, não? Eu agradeço por cuidarem de meu pai em minha ausência.&lt;br /&gt;- Nada do que agradecer. Está tudo bem, sim. Trarei a refeição, certo?&lt;br /&gt;- Claro. Obrigada de novo. E chame o Sr. Hauss. Vamos todos almoçar juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela balançou a cabeça, em sinal afirmativo, fez uma mesura, e, com um sorriso, foi até a casa. Um minuto depois, ela estava de volta, arrastando um suporte com bandejas, com a ajuda de seu marido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como sabíamos da vinda de Sophy, preparamos quiche de alho poró e tomates secos. O queijo é mussarela de búfala fresquinha.&lt;br /&gt;- Obrigada! – eu agradeci imediatamente, um sorriso largo no rosto. Era meu prato predileto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela pôs a bandeja com a quiche na mesa, sorrindo, e em seguida colocou também as de salada e carnes. Os pratos e talheres foram postos por um relutante Sr. Hauss, que insistia que eles não precisavam de ajuda, pois era o meu dia. Do que exatamente eu não sei. Talvez fosse porque estavam com saudade, mesmo sendo gentis quando eu ainda não havia partido, também. A diferença é que agora não me deixavam ajudar em nada, o que me incomodava um pouco, já que eram quase como avós, para mim.&lt;br /&gt;O almoço foi agradabilíssimo. Eu contei como estava sendo a experiência trabalhando fora, além de todos rirmos bastante com a timidez de Mikhail, diante das perguntas terríveis que meu pai lhe fazia, das quais a mais leve foi “O que você fez com ela no primeiro encontro?”, seguido por um “Recomendo cuidado ao responder, ou cabeças irão rolar pelo gramado...”. &lt;br /&gt;Depois disso, fui apresentar o resto da casa ao nosso convidado, que já havia retomado o branco original de suas bochechas. Ele ficou absolutamente maravilhado com os móveis e o lustre de cristal na sala, tudo de decoração muito refinada. Mostrei também o meu quarto, que possuía uma pequena varanda, atrás de cortinas brancas até o chão, que dava para o gramado à frente da casa, onde tínhamos almoçado.&lt;br /&gt;Em seguida, mostrei o restante do terreno ao redor da casa, o que incluía a macieira, em cuja sombra eu usualmente sentava pra ler. Sentamos um pouco naquela sombra, olhando o sol se por, os raios alaranjados tingindo de vermelho as folhas das árvores, e a mão de toque quente a suave de Mikhail sobre a minha. Eu me sentia em paz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sophy... – ele começou, com uma expressão pensativa – Eu estou gostando muito de estar aqui. Tudo que a cerca é tão perfeito... Mas tem algo me preocupando...&lt;br /&gt;- Sim?&lt;br /&gt;- Como vocês fazem com relação ao senhor e senhora Hauss? Eles não são humanos normais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele realmente não esquecia nenhum detalhe, e isso era algo de que eu gostava muito nele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eles são, de fato, humanos normais. E escolheram por conta própria trabalhar aqui, mesmo sabendo de tudo. A neta deles, uma jovem de mesma idade que eu, e que também perdeu os pais, foi atacada por um level E... Meu pai a salvou, mas parecia tarde demais, ela havia perdido muito sangue. Então, eu me ofereci para dar um pouco do meu, já que isso a ajudaria a se recuperar. Era a única chance. Eles me tratam como a segunda neta deles até hoje. Artie está na Inglaterra, agora. Ela trabalha com farmacêutica. Os avós dela se mudaram de vez para nossa casa quando ela viajou a pedido de uma grande Companhia. Eles são leais, então, está tudo bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Entendo... – disse meu namorado, com um sorriso doce nos lábios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo sempre passava incrivelmente rápido, quando estávamos juntos. Em pouco tempo, já era noite, e decidimos voltar para casa. Meu pai saíra mais cedo, fora resolver alguns problemas na Associação, e talvez ele já estivesse de volta, assim, jantaríamos juntos. Assim que entramos, minha suspeita se confirmou. Ele estava sentado à mesa, apenas esperando, e sorriu ao nos ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estive esperando, meu pai – murmurei, suave.&lt;br /&gt;- Eu acabei de chegar. Bom, o que acham de irmos jantar? Os Hauss deixaram um bilhete dizendo que já comeram e foram se deitar, para que não nos preocupemos.&lt;br /&gt;- Claro – respondi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mikhail puxou a cadeira para que eu pudesse me sentar, e eu agradeci a gentileza com um beijo em sua bochecha. Em seguida, sentou ao meu lado. Papai sentou de frente para nós. Ele tinha uma expressão séria no rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Antes de jantarmos... Tenho um assunto de suma importância a ser tratado. Algo muito sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele olhou diretamente para nossa visita, que tocou minha mão, embaixo da mesa, com uma leve tensão. A gravidade era evidente no rosto intimador daquele que me criou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mikhail Kreuz... – começou, solene – Para quando pretende marcar a data do casamento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O silêncio tenso que se seguiu foi resultado do rosto chocado do pobre convidado. Eu fiquei inicialmente surpresa, mas depois entendi a brincadeira. Resolvi entrar no jogo também, fingindo esperar por uma resposta positiva. Mikhail apertou a minha mão. Finalmente, conseguiu pronunciar algo, as bochechas começando a corar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ca... Casamento?&lt;br /&gt;- Mas é claro – meu pai falava como se estivesse tratando de algo absolutamente natural. No momento seguinte, fez uma cara de desaprovação – Ou será que não tem boas intenções? Por acaso não ama a minha filha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu o olhei com tristeza, enquanto ele afrouxava o aperto em minha mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você não me ama, meine lieben...?&lt;br /&gt;- S-sim! Eu a amo... muito...&lt;br /&gt;- Então, por que não quer casar comigo...?&lt;br /&gt;- Eu não vou perdoá-lo se estiver enganando a minha filha... É a única pessoa a quem eu amo, a mais preciosa para mim. Se a fizer sofrer...&lt;br /&gt;- N-não! Eu não quero que a Sophy sofra, nunca! Ela... também é preciosa pra mim...&lt;br /&gt;- Então por que tanta hesitação? Case-se com ela!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sentia que ele estava realmente tenso. Será que estávamos exagerando, pressionando tanto por causa de uma brincadeira?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos! Preciso saber a data, para começar os preparativos. Isto é, se você vai realmente casar com ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O momento a seguir surpreendeu tanto a mim como ao meu pai. Mikhail fechou os olhos, respirou fundo, e depois encarou o hunter, os olhos sombrios e incisivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Muito bem, Sr. Wolff... Qual é a melhor data para você, Sophia? Porque as alianças eu já tenho guardadas, só esperava pelo momento propício! - Bateu com as palmas das mãos na mesa, se levantando, intenso como nunca o vira - E eu exijo a melhor igreja para a cerimônia, tudo o que estiver ao alcance dos mais belos sonhos de Sophia. Quero um coral cantando, e pétalas de rosas vermelhas espalhadas por todo o chão da catedral... Laços de seda também ficam bonitos. Quero uma festa simples, apenas para alguns poucos convidados, mas tudo perfeito, como a minha nobre noiva merece... O que acha disso, Sr. Wolff?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tive de me recostar na cadeira, não muito diferente do meu pai, surpresa demais para esconder. Onde estava, naquele momento, meu tímido e quieto Mikhail, que agora esboçava um sorriso no canto da boca, o olhar ainda fixo em meu pai?&lt;br /&gt;Eu apenas sorri, depois de algum tempo, e disse para esquecermos o casamento por enquanto. O mais imediato era jantar. E assim foi feito, apesar do silêncio estranho em que jantamos.&lt;br /&gt;Depois do jantar, cada um foi para seu quarto, organizar tudo para dormir. Já passava das 22h quando eu pus um bilhete por baixo da porta do quarto de meu convidado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma linda noite, e a lua cheia brilhava no céu, iluminando tudo do lado de fora. Eu fui ao terraço. Fazia tempo que não tocava meu piano. Comecei a tocar Chiaro di Luna, de Beethoven, enquanto esperava. Em pouco tempo, ele chegou. Vestia roupas brancas e leves que, de alguma forma, combinavam com o ambiente, e eu sorri, me levantando para falar com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sophy... Que linda, a música... E você... Está linda, também...&lt;br /&gt;- Obrigada... Se quiser, posso tocar mais, depois. Mas agora... eu quero que me fale algo.&lt;br /&gt;- Sim, querida?&lt;br /&gt;- Aquilo que você falou no jantar... Você estava... falando sério?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele sorriu, terno. Se aproximou, e tomou minhas mãos nas suas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu estava, querida. E isso pode provar o que eu disse...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele tirou do bolso, com uma das mãos, uma pequena bolsa de veludo carmim. Desfez o laço que a fechava, e pôs uma de minhas mãos de palma para cima. Virou a bolsa de cabeça para baixo, e, por um segundo, eu não consegui respirar. Não com o que via ali. Eram dois anéis. Duas alianças prateadas, com uma pequena safira azul em cada uma. Brilhando ao luar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estive guardando com cuidado. Eram de meus pais, mas, no dia do acidente, eles não estavam com elas. Por alguma razão, minha avó diz que deixaram para mim. Podem não ser as mais bonitas, mas o valor delas, para mim, é imenso. Decidi que só as usaria quando achasse alguém especial... A pessoa mais importante para mim... E que só as mostraria quando tivesse certeza da minha decisão... Quando fosse o momento certo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me senti corar levemente. Estava, novamente, surpresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E-elas são... Lindas... Mas... a pessoa certa? E o momento certo...? Quando é que...?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele sorriu, e acariciou de leve meu rosto. Tinha uma expressão suave e amável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que tal... Agora?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6555487550404030298-2201275959709514170?l=murmure-delame.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://murmure-delame.blogspot.com/feeds/2201275959709514170/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2009/10/cronica-7-surprises.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/2201275959709514170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/2201275959709514170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2009/10/cronica-7-surprises.html' title='Crônica #7: Surprises'/><author><name>Pris</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08399235369260638749</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr4xfwgKW84/SsqOfVBhxSI/AAAAAAAAAAM/CbhPKDsFQ1k/S220/bibdsibv.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6555487550404030298.post-5108374536887684408</id><published>2009-10-03T16:13:00.000-03:00</published><updated>2009-10-05T21:48:13.972-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='seis'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><title type='text'>Crônica #6: A Frightening Ally</title><content type='html'>Ok, final de semana, hora de arrumar a casa. Acho que vou publicar todos os capítulos já escritos de uma vez, pra só ficar atualizando à medida que os capítulos saem, ok, pessoas? Qualquer coisa, gritem :D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas pesquisas seguiam de vento em popa. Os estudos avançavam de forma incrivelmente fluída, sem empecilhos ou erros nas fontes. Lá estava a história de Rozenkreuz, altamente difundida. Apenas me intrigava o fato de termos tão pouca informação sobre sua morte.&lt;br /&gt;E nesse ponto, minha pesquisa se estagnou. Foi Sophia que deu um salto na minha frente, colocando uma nova hipótese ao mundo de possibilidades atuais. Afinal, desde a última semana, fomos convenientemente remanejados de dormitório, e passamos dias apenas pensando em diferentes caminhos. Foi então que ela disse, uma noite:&lt;br /&gt;_E se fossem duas pessoas diferentes, Mika?&lt;br /&gt;E eu simplesmente parei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parecera simples demais pra ser relevante, ou mesmo coerente. Passáramos tantas noites imaginando o que poderia ser, e aquela frase simples e espontânea me fizera parar. Realmente, era uma possibilidade. E se, ao invés de Christian Rozenkreuz, fosse simplesmente Christian &amp; Rozen Kreuz? Afinal, meu sobrenome era simplesmente Kreuz... E nunca citaram, em nenhuma das lendas, uma esposa para Christian. Poderia ser a tal da Rozen, ou talvez fosse Rosen, ou simplesmente Rose... Mais centenas de possibilidades, que precisavam ser verificadas.&lt;br /&gt;No final da semana seguinte, chegou a tão esperada carta do pai de Sophia. Por sorte, estava no quarto com ela quando colocaram a carta por debaixo da porta. Sophia sorriu pra mim, e então leu, em voz alta o bastante para que eu ouvisse:&lt;br /&gt;_”Segue junto desta um caminho para vocês. Boa sorte, e até logo..”&lt;br /&gt;Sophia olhou para dentro do envelope, e tirou duas passagens de avião, segurando-as entre os dedos. Sorriu pra mim, e disse:&lt;br /&gt;_Bem, seria uma boa hora pra conhecer a minha família, não acha?&lt;br /&gt;Não, eu não achava uma boa hora! Já estava completamente envolvido no mistério de Rozenkreuz, sua relação com o meu passado e minha maldição, e teria que conhecer o meu sogro. Obviamente, isso teria uma relação com todo o mistério, mas mesmo assim, seria totalmente assustador! Engoli em seco, e então disse:&lt;br /&gt;_Ah... Está bem... E quando vai ser isso...?&lt;br /&gt;Sophia estendeu uma das passagens pra mim, e eu vi a data marcada para a viagem: 12/07. Perfeito, bem na época das férias na Academia. Dava para ver que o pai de Sophia era extremamente organizado e inteligente. Ele tinha pensado em tudo, e respondeu a carta de sua filha em uma velocidade absurda. Olhei para ela, e ela sorriu, encostando em meu braço. Sussurrou:&lt;br /&gt;_Sinto falta de casa...&lt;br /&gt;Bem, em breve estaríamos lá. Era só questão de tempo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As semanas foram passando, e as férias se aproximando, finalmente. Comecei a juntar todos os resultados das pesquisas, para levá-las comigo, afinal, sabe-se lá quando voltaríamos (se é que voltaríamos, porque, dependendo das respostas que recebêssemos ali, poderíamos ir em outra viagem, buscando mais e mais informações e respostas). Dias antes do início das férias eu já tinha as malas prontas. Fugiríamos na calada da noite, como fazíamos diversas vezes, afinal, nosso relacionamento ainda não era um fato público, de conhecimento de todos.&lt;br /&gt;Minha última aula fora tranqüila, como a maioria passou a ser. Minha confiança crescera de forma assustadora, desde o início do exercício da profissão. Desejei boas férias para todos os meus alunos, e saí correndo da sala. Subi para o meu quarto, e Sophia já estava lá, falando ao telefone e resolvendo os últimos trâmites da viagem. Aguardamos o pôr-do-sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que dividíamos o quarto era muito mais fácil escapar, pois não haviam mais olhares curiosos. Tomamos um vôo noturno no aeroporto, rumo à terra de Sophia, a Alemanha. Ela sorria para mim da poltrona ao lado, enquanto eu tentava planejar o que falar para o pai dela, meu sogro.&lt;br /&gt;A viagem transcorreu com tranqüilidade e rapidez. Pela manhã pisamos em solo alemão, mais precisamente em Berlim. Ali, um carro já nos esperava. Aparentemente era o motorista da família, que ia nos levar até a casa de Sophia. Seguimos por uma estrada, quase saindo da cidade. E sobre um grande descampado despontava uma enorme casa toda em estilo século XIX, uma arquitetura linda e rebuscada, que me deixou deslumbrado. Sophia apontou para aquela casa, e disse:&lt;br /&gt;_É ali, Mika...&lt;br /&gt;Não estava surpreso, afinal, Sophia já me surpreendera tanto, que qualquer coisa que ela dissesse seria plausível e dentro dos termos que ela me apresentou naqueles últimos meses. Sem contar que até mesmo minha história recente era surpreendente demais para ser real.&lt;br /&gt;Entramos por um portão lateral, e o motorista nos deixou na porta principal daquela mansão. Sophia entrou na frente, abrindo a porta com ambas as mãos, enquanto eu levava as malas para dentro, de forma desajeitada. Um homem alto e elegante esperava no hall de entrada, ao pé da escada para o segundo andar. Sophia correu para ele, abraçando-o respeitosamente.&lt;br /&gt;_Meine vater..._disse ela, enquanto, por sobre seu ombro, ele me olhava. Eu, congelado, não conseguia nem soltar as malas que segurava. Mantive o contato com seus olhos, que eram assustadoramente intimidantes. &lt;br /&gt;Sophia trouxe ele pela mão, enquanto sorria para mim. E eu, petrificado, consegui ensaiar um sorriso torto para ela. Ela então disse:&lt;br /&gt;_Mikhail, este é meu pai, Friedrich Wolff. Pai, este é o Mikhail, a pessoa que comentei...&lt;br /&gt;Friedrich não tirava os olhos de mim, quando estendeu a mão para mim. Apertei sua mão timidamente, gaguejando um “prazer em conhecê-lo”. Ele então sorriu, dizendo:&lt;br /&gt;_Ele não parece nem um pouco com uma arma anti-vampiros...&lt;br /&gt;Engoli em seco, e Sophia pareceu meio assustada. Eu olhei para meu sogro de forma resignada, e disse:&lt;br /&gt;_Posso ser mais forte do que pareço, Sr. Friedrich...&lt;br /&gt;Ele então abriu um largo sorriso, dizendo:&lt;br /&gt;_Ótimo, garoto! Se consegue me desafiar de forma tão pouco respeitosa, acho que ainda não é forte o bastante, mas já é bastante forte! Enfim, é um prazer conhecê-lo, tenho certeza que teremos muito o que conversar.&lt;br /&gt;Sophia respirou aliviada, e segurou minha mão, se postando ao meu lado. Friedrich então nos disse:&lt;br /&gt;_Meine totcher, leve seu convidado ao quarto de hóspedes, enquanto eu peço para colocarem a mesa para o almoço lá fora. O dia está lindo, não acha?&lt;br /&gt;Ela sorriu. Parecia realmente satisfeita em estar de volta ao lar e a família. Levou-me pelo lance de escadas, rumo ao segundo andar.&lt;br /&gt;Rumamos para um belo e bem-cuidado jardim, onde uma mesa fora posta. Sentei-me ao lado de Sophia, que ainda segurava em minha mão firmemente. Seu pai sentou-se de frente para nós, e, enquanto aguardávamos a refeição, ele disse, sorrindo:&lt;br /&gt;_Bem, acho que agora é uma boa hora para começarmos a tratar dos..."negócios"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6555487550404030298-5108374536887684408?l=murmure-delame.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://murmure-delame.blogspot.com/feeds/5108374536887684408/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2009/10/cronica-6-frightening-ally.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/5108374536887684408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/5108374536887684408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2009/10/cronica-6-frightening-ally.html' title='Crônica #6: A Frightening Ally'/><author><name>Pris</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08399235369260638749</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr4xfwgKW84/SsqOfVBhxSI/AAAAAAAAAAM/CbhPKDsFQ1k/S220/bibdsibv.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6555487550404030298.post-7114361917898891591</id><published>2009-09-20T13:29:00.000-03:00</published><updated>2009-10-05T21:47:57.042-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinco'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><title type='text'>Crônica #5: Decisive choice</title><content type='html'>Como prometido... O capítulo 5. Ignorem o fato de a semana começar no domingo. Divirtam-se =)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava preocupada. Não que aquilo fosse realmente preocupante, apenas... Não era normal. Mas existem mistérios no mundo que estão muito além da nossa compreensão. E eu sou a prova disso. Eu sou uma vampira, uma imortal, um ser tido como mítico, no mundo dos humanos. Mas por que ele também deveria fugir ao padrão? Isso me intrigava. Tanto por eu não saber a razão daquilo, como por não saber a origem, ou o mecanismo exato como funcionava. E também porque eu escapava à regra. Mas definitivamente eu não pretendia desistir, não enquanto as respostas para as minhas perguntas ainda estivessem ocultas. &lt;br /&gt;A pesquisa avançava muito lentamente. Desde que eu a começara, eu via células e mais células de vampiros sendo destruídas e fagocitadas pelos glóbulos brancos, e até mesmo pelos vermelhos, daquele que eu amava e que, para mim, até alguns dias atrás, ainda era um humano normal. Talvez normal demais, eu poderia ter suspeitado. Mas eu definitivamente não esperava algo assim acontecendo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mikhail continuava pesquisando, maravilhado com a perspectiva de haver, de fato, algo de oculto em relação à origem de seu estranho "poder", enquanto eu o via meramente como uma disfunção fisiológica de causa desconhecida. Mas a parte mais irônica disso tudo é que a pesquisa dele progredia mais rapidamente que a minha. E o pior: parecia mesmo que aquela história fantasiosa de sociedades secretas tinha algum fundamento. Na verdade, era algo que parecia mais concreto a cada dia, tanto pelas descobertas dele, quanto pela falta de progresso das minhas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sophy, querida - dizia ele outro dia, enquanto eu estava curvada na frente do meu microscópio - Adivinha o que eu achei hoje? &lt;br /&gt;- O quê? &lt;br /&gt;- Alguns registros de práticas de uma sociedade da Idade Média. Para ser exato, um relato de um dos membros, que, digamos de passagem, foi queimado na fogueira. A abreviação era RK, e eles queriam uma fórmula para a imortalidade. Dizia que seu líder e fundador, um tal de C.R., andava muito quieto e se recusava a conversar muito com os outros. Por isso não há muitas informações, além do misterioso paradeiro de C.R. Talvez... Talvez ele tenha achado a tal fórmula, e fugido com ela! &lt;br /&gt;- E como sabe disso? - perguntei, cética. &lt;br /&gt;- Bom... Eu só estou presumindo. E se ele não quisesse dividir as descobertas com seus colegas? &lt;br /&gt;- Isso me parece impossível, uma história daqueles neuróticos com mania de conspiração. Você verificou a fonte, Mika? - Ergui os olhos, encontrando os dele. &lt;br /&gt;- É exatamente por isso que estou falando com você agora - ele estava com um brilho febril nos olhos - Eu achei essas informações em um livro dos Arquivos Secretos do Vaticano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu parei por um momento, incapaz de esconder a surpresa. Me levantei, incrédula. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas... O que você...? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele me olhou com carinho, e um sorriso de triunfo iminente surgiu em seus lábios. Parecia que nunca estivera tão certo de algo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu posso dizer que tenho alguma habilidade para encontrar o que não pode ser encontrado. A única condição é que esteja registrado em um computador. Além disso, apenas um pouco de paciência e dedicação resolvem. &lt;br /&gt;- Você quer dizer... que invadiu a biblioteca dos Arquivos Secretos do Vaticano?! &lt;br /&gt;- Bom... Eu não invadi... Apenas dei uma checada onde não devia, usando métodos que não se ensinam, de forma que ninguém soube... &lt;br /&gt;- Você invadiu. &lt;br /&gt;- Se prefere chamar assim... - ele sorriu, travesso, diante da minha expressão cheia de pavor e admiração, me abraçando - Não se preocupe. Não é algo que fará mal a alguém, era só uma pesquisa inocente. &lt;br /&gt;- Uma pesquisa inocente sobre algo secreto - eu não pude deixar de fazer birra, a cara amarrada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele riu, divertido. Depois prosseguiu, o semblante sereno. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- De qualquer forma, permanecerá em segredo. Além deles, apenas nós dois sabemos disso, e eu não pretendo contar a mais ninguém. Eu não me orgulho dos meus métodos, mas não havia outro jeito. &lt;br /&gt;- Certo... - eu o abracei com carinho, as saudades finalmente me afetando acima do orgulho - Acho que assim está bem. Mas eu ainda não consigo imaginar o que esses homens fizeram, e a relação que isso poderia ter com você... &lt;br /&gt;- Eu não sei explicar, mas sinto que estou muito mais ligado a eles do que parece... Por isso continuei a busca... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mikhail me tinha bem apertada nos braços, e beijou minha testa, terno. Afinal, o tempo juntos agora era tão raro... &lt;br /&gt;Estando a sala dos professores vazia, subi na ponta de meus pés e dei-lhe um beijo breve, mas carinhoso, nos lábios. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu sinto muito... Você deve estar se sentindo sozinho, e achando que sou uma espécie de maníaca pelo trabalho – falei, os olhos no chão, apertando os braços ao redor do pescoço de meu amado. Ele, por sua vez, apenas sorriu, calmo. &lt;br /&gt;- Tudo bem, eu entendo. Também estive pesquisando, porque quero tanto quanto você descobrir as minhas origens. Você não está fazendo nada de errado, mas... Eu realmente sinto a sua falta. &lt;br /&gt;- Quero acabar logo com a pesquisa... No entanto, está sendo divertido pesquisar algo misterioso. &lt;br /&gt;- É mesmo estimulante. &lt;br /&gt;- E é frustrante, também – acrescentei, com um suspiro – Ainda não encontrei nada que justificasse as reações de suas células. Nem mesmo uma anomaliazinha genética. &lt;br /&gt;- Eu já previa algo assim... – ele olhava pela janela, com uma expressão pensativa – Ainda acho que a origem disso está na tal Rosenkreuz. Por isso, vou continuar procurando. Devo descobrir algo novo dentro de 2 ou 3 dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não demorou tanto. No dia seguinte, eu estava arrumando minha maleta prateada, no quarto, quando ouvi batidas suaves na porta . Pedi para que a visita entrasse, e lá estava Mikhail, um sorriso nos lábios. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu achava que estivesse pesquisando - ele comentou, distraido, enquanto olhava os vidrinhos que eu dispunha organizadamente em minha maleta. &lt;br /&gt;- Precisava de alguma distração - falei, enquanto organizava metodicamente o resto das vidrarias. &lt;br /&gt;- Sophy, por acaso isso é...? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele se aproximou dos vidros, pegando um deles cuidadosamente entre os dedos. Ficou paralisado, ao ler a etiqueta que indicava o conteúdo do vidrinho, aparentemente inocente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por que... você tem coisas assim? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele olhava de mim para os vidros, com algo entre perplexidade e curiosidade no rosto. Eu nunca mencionara o que havia em cada um daqueles vidrinhos, e ele também nunca prestara muita atenção a eles. Até esse dia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como eu disse, precisava me distrair. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sorri, satisfeita com a impressão pavorosa que meus vidrinhos mínimos causavam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se distrair? Com isso? Ah, Sophy... - ele suspirou, preocupado. &lt;br /&gt;- É só um hobbie. E eu uso conta-gotas. &lt;br /&gt;- Eu sei, mas... &lt;br /&gt;- Eu sou imortal, lembra? &lt;br /&gt;- Ainda assim. Cuidado nunca é demais. &lt;br /&gt;- Eu sempre tomo, querido. Sempre. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abracei-o em seguida. Mikhail me abraçou com força. Ele acabara de descobrir mais uma das minhas esquisitices: eu colecionava venenos de plantas e animais raros. E letais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você é incrível. &lt;br /&gt;- Que nada. Sou só um ser mítico, com um gosto esquisito, e um senso de diversão macabro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rimos os dois. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então? - olhei-o com atenção, controlada novamente - O que veio me contar? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentamo-nos no chão do quarto, já que eu precisava de espaço para arrumar o restante dos vidros. Ele me ajudava a guardá-los, com cuidado, enquanto falava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O líder. Seu nome era Christian Rozenkreuz. Ele de fato sumiu misteriosamente, e nada se sabe sobre seu paradeiro, até hoje. Porém... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mikhail suspirou, antes de continuar. E, por um breve momento, eu tive um pequeno vislumbre do que estava por vir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Descobri que ele era, originalmente, de uma família nobre alemã. Me pergunto se, por acaso, ele não retornou ao seu lugar de origem, para se esconder. É, Sophy... - ele olhou fundo em meus olhos - A sede da Rosenkreuz ficava onde hoje é a Ucrânia. Não na Alemanha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase que imediatamente, entendi o que ele queria dizer. Aquilo simplesmente era coincidência demais. Tanto que não podia ser ignorado, como se fosse apenas uma lenda, ou algo do gênero. Era algo cada vez mais palpável. Cada vez mais medonho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Meine liebe... - fechei os olhos, me preparando para o que ia dizer - Eu desisto. Minha frente de pesquisa de fato não encontra nada que explique uma anormalidade nas suas células. Mas você está progredindo, de alguma forma. Sendo assim... Eu irei ajudar você com a sua pesquisa. Pode ser que assim cheguemos a uma resposta mais rápido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele me olhou, meio incrédulo, mas sorriu, em seguida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que bom. Estou contente por isso. O que a Sophy pretende fazer a seguir? &lt;br /&gt;- Escrever uma carta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peguei rapidamente meu estojo, retirando uma caneta de tinteiro preta de que eu gostava muito, e um papel em branco. Mika me olhava, curioso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Uma carta? Para quem? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sorri. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Para o meu pai. Tanto como membro importante da Associação de Caçadores, quanto como parte de uma das famílias mais tradicionais da Alemanha, ele deve ter algo para nos contar. Mas mais do que isso... Ele pode nos dar a chave dessa questão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não tinha idéia do quão certa eu estava...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6555487550404030298-7114361917898891591?l=murmure-delame.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://murmure-delame.blogspot.com/feeds/7114361917898891591/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2009/09/cronica-5-decisive-choice.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/7114361917898891591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/7114361917898891591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2009/09/cronica-5-decisive-choice.html' title='Crônica #5: Decisive choice'/><author><name>Pris</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08399235369260638749</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr4xfwgKW84/SsqOfVBhxSI/AAAAAAAAAAM/CbhPKDsFQ1k/S220/bibdsibv.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6555487550404030298.post-4575391043266063901</id><published>2009-09-16T23:03:00.002-03:00</published><updated>2009-09-17T21:50:52.167-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pris'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poemas'/><title type='text'>Poeminha nº1: Paradise</title><content type='html'>Antes que digam alguma coisa... Calma, não me engulam viva, eu prometo que posto mais um capítulo das crônicas ainda essa semana, de verdade! ._. É só que ando meio sem tempo... E hoje, bom... Vou postar apenas um pequeno poema, que escrevi durante uma aula não tão motivadora assim de botânica. Ei-lo aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paradise&lt;br /&gt;(To someone.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Another day passes by&lt;br /&gt;Another gray grows dark&lt;br /&gt;Looking through a window&lt;br /&gt;As the clouds fly above&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Smiling here and there&lt;br /&gt;Faking a kind stare&lt;br /&gt;A pale friendly mask&lt;br /&gt;For the world's cold blood&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And while people feel disgust&lt;br /&gt;I simply walk home&lt;br /&gt;As the stars shine just for me&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And all they know turn into dust&lt;br /&gt;But I am safe inside you&lt;br /&gt;My last piece of paradise...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs.: Se virem pra traduzir ;D *corre*&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6555487550404030298-4575391043266063901?l=murmure-delame.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://murmure-delame.blogspot.com/feeds/4575391043266063901/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2009/09/antes-que-digam-alguma-coisa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/4575391043266063901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/4575391043266063901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2009/09/antes-que-digam-alguma-coisa.html' title='Poeminha nº1: Paradise'/><author><name>Pris</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08399235369260638749</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr4xfwgKW84/SsqOfVBhxSI/AAAAAAAAAAM/CbhPKDsFQ1k/S220/bibdsibv.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6555487550404030298.post-2148145009647487859</id><published>2009-09-10T17:56:00.002-03:00</published><updated>2010-01-24T21:24:32.745-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quatro'/><title type='text'>Crônica #4: Veins of obscurity</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language: PT-BR;mso-bidi-language:AR-SAfont-family:&amp;quot;;font-size:12.0pt;"&gt;_A.. arma? O que quer dizer com isso, Sophy...?_ Perguntei espantado. Minha cabeça girava, tentando raciocinar o que acabara de ouvir saindo dos lábios de Sophia. Parecia loucura... Se bem que, até pouco tempo atrás, os vampiros que imaginava serem lenda, eram a loucura. E agora, eles não só existiam, como eu estava apaixonado por uma...&lt;br /&gt;_Não sei explicar direito, ainda. _disse ela._Mas, aparentemente, suas células sanguíneas produzem uma toxina, ou algum tipo de substância extremamente mortal para nós, vampiros. O contato direto com o seu sangue é suicídio para algum de nossa espécie.&lt;br /&gt;Sophia suspirou, olhando para o tubo de ensaio. Parecia ao mesmo tempo preocupada e maravilhada. Permaneci &lt;st1:personname productid="em sil￪ncio. Minha" st="on"&gt;em silêncio. Minha&lt;/st1:personname&gt; mente vagava por tudo que conhecia da minha família, e acabei por não encontrar nada que levasse a qualquer pista sobre meu estranho “poder”. Meu maior receio, porém, era a respeito de Sophia. Perguntei então à ela:&lt;br /&gt;_Mas, e quanto a você, Sophy?_Me doía a mínima idéia de ter que me afastar dela, mesmo que fosse para sua própria segurança. Eu era agora uma possível ameaça. Ela, ainda absorta em pensamentos, me disse:&lt;br /&gt;_Vou precisar de mais algumas amostras, tudo bem?&lt;br /&gt;Assenti com a cabeça, estendendo o braço esquerdo. Sophia retirou mais alguns tubos de meu sangue. Ao fim do processo, suspirou, dizendo-me:&lt;br /&gt;_Preciso de mais tempo pesquisando, para poder formular uma teoria mais palpável sobre tudo isso, então...&lt;br /&gt;_Tudo bem, eu tenho uma aula daqui a pouco. Fique a vontade, querida..._Respondi, sorrindo. A desculpa não foi percebida, tamanha era a concentração da garota. Era feriado, não haveria aula. Mesmo assim, eu ia fazer algo importante.&lt;br /&gt;Caminhei para fora de seu quarto, mas antes de fechar a porta, disse, em tom irônico:&lt;br /&gt;_Só tome cuidado... Esse material é extremamente instável, e de risco biológico...&lt;br /&gt;Sophia me respondeu, no mesmo tom:&lt;br /&gt;_Não se preocupe... Afinal, eu sou imortal, não é mesmo?&lt;br /&gt;Fechei a porta às minhas costas, me preocupando, contradizendo seu pedido. Mas afinal, qual era o motivo daquilo tudo? Uma maldição, ou uma benção? Isso exigia uma investigação mais aprofundada. Mas agora, eu tinha uma pesquisa para fazer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corri para a biblioteca, sem nem ao menos olhar para os lados. Cumprimentei a bibliotecária, e me sentei a um computador qualquer. Não era a fonte mais adequada de informação para aquele tipo de assunto, mas era tudo que eu possuía a mão. Acessei o banco de dados online. E procurei.&lt;br /&gt;Digitei "sangue", "vampiro", "decomposição celular", "maldição"... Mas nenhum resultado que valesse a pena. Decidi procurar de forma menos ortodóxa. Invadi a rede da Academia, liberando o acesso à fontes externas de informação. Continuei buscando, mas sem resultado algum, por mais concreto ou vago, real ou lendário , que fosse.&lt;br /&gt;Em uma última e desesperada tentativa, escrevi "Kreuz". Um resultado que não tinha nada a ver com o nome de minha família. Rozenkreuz.&lt;br /&gt;“Rosa-Cruz", pensei. Um nome interessante. Talvez valesse a pena verificar. E lá estava. A primeira informação relevante naquele oceano de inutilidades.&lt;br /&gt;“Rozenkreuz é o nome de uma lendária sociedade de estudiosos da antiguidade. Seus objetivos eram desconhecidos, mas envolviam alquimia e outras ciências ocultas. Relatos datam do século XIII, porém é dito que suas origens estejam no Antigo Egito, Inglaterra Medieval ou Ásia. Nenhuma dessas foi comprovada, assim como a existência de uma sociedade com esse nome.”&lt;br /&gt;Um breve relato sobre uma lenda morta, envolvendo magia oculta e impérios extintos. Loucura, ou talvez a origem desse meu poder? Talvez Sophia tivesse alguma idéia.&lt;br /&gt;Corri ao quarto de Sophia, e entrei sem bater. Ledo engano. Lá estava Sophia, fazendo anotações sobre as amostras de meu sangue. E em um canto do quarto... Angelique. Engoli em seco.&lt;br /&gt;Angelique sorriu, caminhando em minha direção.&lt;br /&gt;_Não se preocupe, Mika... Eu já sei de tudo..._acenou, saindo do quarto._Vou dar uma volta... Tomem cuidado, vocês dois...&lt;br /&gt;Sophia parecia não ter notado minha presença, então decidi me aproximar. Sophia se levantou em silêncio, e caminhou em minha direção. Abraçou-me carinhosamente. Eu sorri, abraçando-a também e fechando os olhos. Em seguida, dor! Sophia mordeu meu pescoço intensamente. Suspirei, sentindo uma pontada de dor e prazer, e como se a vida fosse se esvaindo de mim, aos poucos. Ou Sophia tinha enlouquecido, e estava se auto-destruindo, ou, tinha descoberto algo...&lt;br /&gt;Subitamente, Sophia tirou suas presas de minha jugular. A sensação de calor na região e de prazer foi se esvaindo, dando lugar a uma dor incômoda, mas suportável. Olhei para Sophia, ainda incrédulo. A garota encostou os lábios em meu ouvido e disse, em um sussurro:&lt;br /&gt;_Eu sou imune, Mika... Agora sei que posso beber seu sangue. Só preciso tomar cuidado pra não enlouquecer, afinal, seu cheiro é inebriante...&lt;br /&gt;Sophia me abraçou forte, fechando os olhos com ternura. Eu acariciei suas costas, sorrindo. Não sabia o porquê, mas eu era inofensivo para Sophia. E isso me alegrava muito...&lt;br /&gt;Eu sorri, e olhei nos olhos de Sophy. Então disse:&lt;br /&gt;_Querida, eu também fiz algumas descobertas, mas...me conte, como descobriu que é imune...?&lt;br /&gt;Ela sorriu, e apenas ergueu o pulso esquerdo. Vi uma fina cicatriz em seu pulso, e engoli &lt;st1:personname productid="em seco. Sophia" st="on"&gt;em seco.  Sophia&lt;/st1:personname&gt; disse com a voz doce:&lt;br /&gt;_Mika... Eu precisava fazer esse teste. E descobri que qualquer vampiro que se aproximar de seu sangue morre... Menos eu. Por quê? Não sei...&lt;br /&gt;Fiquei imaginando porque ela, de todos os vampiros, era imune à minha maldição. Mas... Isso não interessava no momento. O que importava era a segurança e o bem-estar dela.&lt;br /&gt;_Mas, e quanto a sua descoberta, Mikhail?_Ela perguntou-me, me despertando do pequeno devaneio. Respondi de imediato:&lt;br /&gt;_Rozenkreuz... O nome de uma sociedade secreta antiga, envolvida em ocultismo e alquimia. Talvez haja alguma ligação, afinal, eu sou um Kreuz... Sou amaldiçoado... E tenho interesse pelo Oculto, Sophy...&lt;br /&gt;_Isso não parece ter muito fundamento, Mika... Parece um chute, um vôo cego..._disse Sophia, cética como todo cientista. Respondi com um brilho nos olhos:&lt;br /&gt;_Mas é tudo o que temos, no momento. Pode ser apenas uma lenda, mas... Eu vou investigar!&lt;br /&gt;Talvez eu estivesse sendo crédulo demais, ou infantil demais. Mas, de qualquer maneira, era uma pista. A Pista, já que não havia qualquer outra. E eu ia chegar ao fundo daquela história, cedo ou tarde...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6555487550404030298-2148145009647487859?l=murmure-delame.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://murmure-delame.blogspot.com/feeds/2148145009647487859/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2009/09/cronica-4-veins-of-obscurity.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/2148145009647487859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/2148145009647487859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2009/09/cronica-4-veins-of-obscurity.html' title='Crônica #4: Veins of obscurity'/><author><name>Allan Cadarn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01793057454533756849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_AtvAAQe6Oys/SurI_hF6_XI/AAAAAAAAAEs/8JFWSf5cInA/S220/ac-altair8.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6555487550404030298.post-7393811495405872801</id><published>2009-09-10T17:49:00.003-03:00</published><updated>2009-09-17T21:56:55.966-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='três'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><title type='text'>Crônica #3: Bloody Secrets.</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;Oi pessoal, como estão? Hoje vou fazer um post duplo, com o primeiro capítulo escrito pela Pris (neste mesmo post) e o meu capítulo, no próximo post. Deixem seus comentários, sugestões, críticas e tudo o mais que acharem conveniente! Enfim, sem mais delongas, aproveitem os capítulos! Abs,&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Allan.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu estava perplexa. Era total irresponsabilidade de minha parte ter deixado que sequer encostassem um dedo nele, ter deixado tudo isso acontecer. Eu jamais me perdoaria se a vida dele fosse posta em risco por minha causa, e, mesmo sendo um machucado simples, que, usando minhas técnicas de cura, puderam ser resolvidos rapidamente, a culpa era minha. E isso não saia da minha cabeça.&lt;br /&gt;Mas eu não poderia ignorar o que aconteceu. De fato não fora ruim que houvesse ali, em Mikhail, algo que fez o vampiro que o atacou sair machucado, e afastar-se dele com tamanha pressa. O porém é que isso não era natural... Havia algo muito estranho acontecendo ali. E eu precisava descobrir o que era.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Combinamos de nos encontrarmos no dia seguinte, em uma das muitas áreas livres e sombreadas da Academia, com bancos e mesas. Levei algumas planilhas de aulas, para disfarçar, caso alguém nos visse e resolvesse se aproximar. Era uma tarde ensolarada, e uma brisa agradável soprava as folhas das árvores gentilmente. Saí apressada pelos corredores, desejando mais que tudo vê-lo, tocá-lo, saber se estava bem, e devidamente recuperado. Assim que cheguei ao lugar, eu o vi, sentado em um banco de granito sob uma pessegueira, concentrado em um livro que, pude ver pelo título, tratava de algo sobre programação avançada de computadores.&lt;br /&gt;- Olá, querido.... estou muito atrasada? Esperou demais por mim?&lt;br /&gt;Ele ergueu os olhos para mim, fechando o livro e pondo-o de lado, um sorriso doce e verdadeiro nos lábios.&lt;br /&gt;- Não esperei muito. E mesmo que tivesse esperado, cada minuto vale a pena, quando é para te ver. Você está linda, Sophy. Impecável, como sempre.&lt;br /&gt;Ele se levantou, e me abraçou com força, embora brevemente, para não parecer suspeito. Não pude deixar de sorrir, corando um pouco com os elogios sinceros que me fez. Sentamos ambos, lado a lado, no banquinho.&lt;br /&gt;- Está se sentindo melhor? Descansou direito? Eu sinto muito por ontem... Muito mesmo... É tudo culpa minha, você deve estar muito assustado... - falei, um tom preocupado na voz.&lt;br /&gt;- Não se preocupe, querida. Eu estou bem. Dormi bastante, me sinto como novo. Quem sabe, até encare uma dessas de novo... - Mikhail disse, suave e risonho - Eu só queria entender uma coisa... Por que eles queriam te matar?&lt;br /&gt;Suspirei.&lt;br /&gt;- Poder, meu amor... A ganância não se restringe aos humanos. O órgão máximo de poder, no mundo da noite, é o Conselho, formado por vampiros nobres e sangues-puro. Há muita corrupção lá, e a importância dos membros é determinada pela tradição de sua família. A minha era muito tradicional... muito importante... Por isso, mandaram que nos executassem. Eu consegui escapar, graças ao meu pai adotivo, e, como estava desaparecida, fui dada como morta. Agora, descobriram que vivo, e, com medo de que eu assuma o posto de influência que me cabe no Conselho, como última representante dos Von Klaus, mandaram me matar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Abaixei o rosto, fitando as planilhas no meu colo. Em silêncio, ele tocou o meu queixo, levantando com delicadeza meu rosto, e olhando fundo em meus olhos.&lt;br /&gt;- Quero que saiba que eu não irei fugir. Eu te amo demais para ser negligente a ponto de te deixar sozinha por algo assim. Não tenho medo. O que mais quero no mundo é estar ao seu lado, Sophy... É meu dever te proteger, e eu irei cumpri-lo, mesmo que me custe a vida... Eu quero te acompanhar, quero ser a sua salvaguarda, sua espada e seu escudo, mesmo que, para isso, eu tenha de me tornar algo totalmente diferente do que sou agora...&lt;br /&gt;Eu senti uma pontada de desespero. Sabia que ele estava falando sério, e seus olhos penetrantes brilhavam com determinação. Eu me senti imensamente feliz, mas, ao mesmo tempo, angustiada. Não queria colocá-lo &lt;st1:personname productid="em riscos. Incapaz" st="on"&gt;em riscos. Incapaz&lt;/st1:personname&gt; de me conter, abracei-o com força.&lt;br /&gt;- Obrigada, meine lieben... por tudo... - finalizei, soltando-o - Mas tente se cuidar, sim? Evite riscos desnecessários... Não se exponha demais. Eu cuidarei de quem vier atrás de mim... Afinal, foi o que eu quis desde o começo... Descobrir quem foi o responsável pela morte de meus pais...&lt;br /&gt;Havia muito mais do que aquilo &lt;st1:personname productid="em jogo. Eu" st="on"&gt;em  jogo. Eu&lt;/st1:personname&gt; queria vingança, e fê-la-ia com minhas próprias mãos. Mikhail pareceu entender aquilo, e me lançou um olhar calmo e seguro.&lt;br /&gt;- Eu sempre estarei aqui por você... - ele sussurrou, acariciando lenta e discretamente minha mão, e segurando-a em seguida, os dedos mornos sobre os meus.&lt;br /&gt;Ficamos em silêncio por algum tempo, observando alguns alunos ao longe conversarem entre si, indo e voltando. O movimento ali era escasso, talvez pelo fato de essa ser a hora favorita deles para irem à cidade comprar coisas e fazer passeios &lt;st1:personname productid="em turma. At￩" st="on"&gt;em turma.  Até&lt;/st1:personname&gt; que eu finalmente lembrei o que tanto me perturbara na noite anterior.&lt;br /&gt;- Amor... Eu quero saber o que aconteceu, naquela hora. Por que o vampiro que te atacou afastou-se tão rapidamente, sem motivo algum aparente? O que ele fez? E o que &lt;i&gt;você&lt;/i&gt; fez?&lt;br /&gt;Ele pensou por um instante, para depois responder, virando-se para mim e me encarando com sinceridade.&lt;br /&gt;- Eu não sei o que aconteceu exatamente. Eu não fiz nada. Eu acho. Ele apenas me feriu e, tocando meu sangue, pareceu sentir alguma dor. Então, me largou e foi embora.&lt;br /&gt;- O seu sangue...? Mas o que será...?&lt;br /&gt;Deliberei por alguns instantes, tentando encontrar uma resposta, ou ao menos alguma outra explicação para a reação exagerada do desconhecido. Talvez fosse outra a causa. Depois de pensar por um tempo que me pareceu considerável, eu lhe falei:&lt;br /&gt;- Preciso ver se é mesmo isso o que acontece, querido... Mas, para tal, precisarei do seu sangue. Irei estudá-lo com maior profundidade. Tem algum problema em me dar um pouco dele?&lt;br /&gt;Ele me olhou, um leve ar de surpresa no rosto. Mas respondeu sem pensar duas vezes.&lt;br /&gt;- Claro, amor. Não há problema algum. Quando quer pegá-lo?&lt;br /&gt;- Agora mesmo. Não há tempo a perder, quero descobrir sobre isso o quanto antes. Venha comigo... Não podemos fazer isso aqui.&lt;br /&gt;- E para onde iremos?&lt;br /&gt;- Para o Dormitório, querido... Iremos até o meu quarto. Lá eu tenho todo o material de que farei uso, e poderemos analisar com mais calma e sem ser incomodados.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt; Eu o encarei, decidida. Ele parecia ainda mais surpreso, mas balançou a cabeça, em sinal afirmativo. Levantamos os dois, e seguimos andando rapidamente.&lt;br /&gt;- Esta é uma oportunidade única para fazer isso. Quase todos os alunos estão fora da Academia, e os outros senseis também saíram, já que é dia de folga. Não chamaremos atenção, pelo simples fato de que não há pessoas para terem a atenção chamada...&lt;br /&gt;Guiei-o pelos corredores, e em pouquíssimo tempo já estávamos em frente à porta do quarto que era ocupado por mim e Chii, naquele momento vazio. Eu abri a porta, conduzindo-o para dentro, e tirei as sandálias delicadas que usava.&lt;br /&gt;- Pode sentar-se em minha cama. É essa mais próxima da janela - eu disse, indo até o armário e tirando de lá um pequeno estojo de cedro com arabesques, o meu microscópio, e uma pequena centrífuga, e colocando-os, em seguida, em cima da cama - Eu irei precisar dessas coisas...&lt;br /&gt;Ele me olhava com certa curiosidade, e um pouco de aflição. Talvez por causa da situação inusitada, ou pelo lugar onde se encontrava. Abri o estojo, tirando de dentro uma pequena seringa com uma agulha, um pedaço de algodão, e um vidrinho com álcool.&lt;br /&gt;- Eu prometo que tentarei não te causar nenhuma dor... Eu te amo... Será que não tem mesmo problema...? Você pode se recusar a fazer, amor...&lt;br /&gt;- Não - ele me olhou de volta, impassível - Eu farei. Quanto antes, melhor. Eu também quero saber o que aconteceu ali, e acho que isso nos dará a resposta. Confio em você, minha amada...&lt;br /&gt;Mikhail me estendeu o braço, fechando os olhos. Eu corei de leve. Nunca vi alguém se entregar assim, de corpo e alma, simplesmente por amar, por acreditar &lt;st1:personname productid="em algu￩m. Sorri" st="on"&gt;em alguém. Sorri&lt;/st1:personname&gt;, sentindo meu coração, aquecido, palpitar de alegria. Nunca fui tão feliz.&lt;br /&gt;Me aproximei dele, apoiando a mão perto de sua veia, enfiando a agulha devagar, com cuidado. O cheiro do sangue dele me atingiu repentinamente. Por um momento, senti uma sede incontrolável; eu desejava provar aquele sangue, minha alma clamava por ele, e ele parecia chamar por mim com igual intensidade, a tentação devorando voraz toda a minha resistência. Toda a minha sanidade. Foi num impulso quase heróico que retirei o sangue de que precisava, fechando imediatamente o furo da agulha em sua pele, e corri para o armário, pegando e ingerindo, sem uma gota de água, 3 pastilhas de sangue.&lt;br /&gt;- Amor? Algo errado? - ele perguntou, preocupado com a minha ansiedade incomum e repentina.&lt;br /&gt;- O seu sangue, Mikhail... Tem um cheiro... &lt;i&gt;delicioso&lt;/i&gt;... - sibilei, apoiando-me no armário, uma mão na cabeça.&lt;br /&gt;Ele se levantou, indo até mim. Abraçou-me forte, acariciando meu rosto, os dedos leves como o bater de asas de uma borboleta.&lt;br /&gt;- Pois então saiba que todo o sangue que corre em minhas veia é também teu... Eu sou teu por inteiro... - sussurrou, me fazendo ter arrepios - Quando quiser, basta me pedir... Não se contenha. Tome o quanto quiser...&lt;br /&gt;Pus minha mão em seu rosto, e, subindo na ponta dos pés, lhe dei um beijo suave nos lábios, sorrindo com ternura. Sem dizer uma palavra, coloquei o sangue em um tubo de ensaio vedado, e o coloquei na centrífuga. Quando a parte celular estava completamente separada do plasma, tirei o tubo da centrífuga, e, usando novamente a seringa, peguei um pouco do conteúdo celular, que se depositou no fundo. Ligando o microscópio, pus uma gota daquele conteúdo em uma lâmina, e, furando meu próprio dedo, pus uma gota do meu sangue, colocando, em seguida, um pouco de tintura, e pondo a lâmina &lt;st1:personname productid="em posi￧￣o. Ele" st="on"&gt;em posição. Ele&lt;/st1:personname&gt; me observava com atenção, sentado na cama, sorrindo.&lt;br /&gt;- Bom... aqui está tudo bem. Não aconteceu nada - eu falei, conclusiva.&lt;br /&gt;- Por que não experimenta com amostras de outro vampiro? - ele sugeriu, me encorajando.&lt;br /&gt;- Sim... posso tentar...&lt;br /&gt;Peguei uma lâmina de tamanho maior, pondo, em três locais distintos, gotinhas do aglomerado das células sangüíneas de Mikhail. Eu havia guardado algumas amostras de sangue de vampiros que consegui com meu pai, para estudar, em alguns vidrinhos com conta-gotas. Peguei 3 diferentes, e, com cuidado, coloquei gotas de sangue de cada um. Adicionando a tintura, voltei para o microscópio. Mas dessa vez, algo realmente estranho aconteceu.&lt;br /&gt;- Não... não pode ser possível... - eu comecei, aumentando a ampliação da imagens que via - Não pode ser... mas é...&lt;br /&gt;Eu olhei para o homem que amava, ali, sentado, com um misto de surpresa e desolação. Nem eu sabia direito o que sentia. Ele me olhou de volta, preocupado.&lt;br /&gt;- O que houve, querida? Algum problema?&lt;br /&gt;Eu engoli em seco, sem saber exatamente o que dizer. Respirei fundo, para recomeçar a falar em seguida.&lt;br /&gt;- A suas células sangüíneas... elas... não são normais. Fagocitose acelerada de células desconhecidas... Desencadeamento de processo degenerativo celular anormalmente rápido... Meu amor... Você é uma arma anti-vampiros viva...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6555487550404030298-7393811495405872801?l=murmure-delame.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://murmure-delame.blogspot.com/feeds/7393811495405872801/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2009/09/cronica-3-bloody-secrets.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/7393811495405872801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/7393811495405872801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2009/09/cronica-3-bloody-secrets.html' title='Crônica #3: Bloody Secrets.'/><author><name>Allan Cadarn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01793057454533756849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_AtvAAQe6Oys/SurI_hF6_XI/AAAAAAAAAEs/8JFWSf5cInA/S220/ac-altair8.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6555487550404030298.post-9020222545631751116</id><published>2009-09-04T19:46:00.006-03:00</published><updated>2009-10-05T21:54:42.408-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dois'/><title type='text'>Crônica #2: Endless Chase</title><content type='html'>Bom, vamos começar. Este é o primeiro capítulo da série "Kreuz: Chronicles of a Cursed Blood", e o segundo da saga. Daí o número 2 (duh!). Foi escrito pelo Al, de forma que o próximo capítulo será escrito por mim, e assim sucessivamente. Ou melhor, para facilitar: Quando a narração ocorrer do ponto de vista do Mikhail, então o autor é o Al, e, quando ocorrer do ponto de vista da Sophia, eu o escrevi.&lt;br /&gt;Então, sem mais delongas... A estória!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crônica #2: Endless Chase&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ainda não tinha concebido o fato de Sophia pertencer à um mundo que eu até pouco tempo atrás acreditava só existir nas fantasias dos livros, ou filmes. Porém, unindo os fatos às teorias já existentes, pude notar com mais clareza que existia todo um universo escondido. Mesmo assim, notei que Sophia se encaixava nos padrões. Era incrível. Extraordinária. Mas ainda havia dúvidas me perseguindo.&lt;br /&gt;Passei a semana seguinte inteira perguntando tudo que pude para ela. Pelo menos durante os momentos que conseguíamos passar juntos, já que um mistério ainda persistia. O maior de todos, na minha opinião. Por que não expor nossa relação, agora que eu sabia a verdade e a aceitava (aliás, essa verdade só me tornava mais apaixonado por ela).&lt;br /&gt;O fim de semana se aproximava, e com ele, mais um encontro com Sophia. Já era plena primavera, e era possível sentir o clima mais quente, porém bem temperado. Sophia me convidou para ir à uma sorveteria no centro da cidade, e eu, obviamente, aceitei sem hesitar. Iria para qualquer lugar com aquela garota. Esperei...&lt;br /&gt;O sábado enfim chegou, e com ele, meu natural nervosismo tornou-se evidente. Despedi-me de meus colegas de quarto, e segui caminhando para o Centro. Comecei a pensar em arrumar um carro logo, para pelo menos poder levar Sophia de forma adequada, mas logo essa idéia foi descartada. Afinal, ainda tínhamos que manter aquilo em segredo.&lt;br /&gt;Após vários minutos de caminhada, chegara à frente do lugar marcado. E ali estava ela. Sophia, linda como sempre, porém diferente. Vestia-se de forma simples, como nunca havia visto antes. Uma calça jeans azul-escura, uma blusa leve preta, e um par de tênis. Seu cabelo, elegantemente amarrado com uma fita em um longo rabo-de-cavalo. Não pude deixar de derrubar meu queixo no chão.&lt;br /&gt;Lá estava ela, vestida de forma tão despojada, como eu me visto todos os dias. Porém, ela possuía uma aura de elegância única, que confirmava a teoria de que ela conseguia usar todo e quaquer tipo de roupa. Sorri ao vê-la. Ela, corando, sorriu de volta. Eu então disse:&lt;br /&gt;_Você é mesmo imprevisível...&lt;br /&gt;Ela riu e disse, em tom inocente:&lt;br /&gt;_Por que está dizendo isso?&lt;br /&gt;_Nunca imaginei você vestida dessa forma, querida..._ Respondi, pegando sua mão.&lt;br /&gt;_Ah Mikhail... Decidi sair à paisana hoje..._ Rimos de seu comentário, enquanto entrávamos na pequena sorveteria. Ela então continuou:&lt;br /&gt;_Sem contar que precisava provar pra você que não sou assim tão extraordinária, como me pinta...&lt;br /&gt;Balancei a cabeça negativamente, beijando suavemente seu rosto.&lt;br /&gt;_Você só se tornou ainda mais incrível e extraordinária quando te vi vestida assim... Não tem como, querida... Você é incrível, e o modo como se veste não tem nada a ver com isso...&lt;br /&gt;Corando, Sophia apertou minha mão, quando chegamos ao balcão. Fizemos nosso pedido, e nos dirigimos à mesa mais afastada do local, que apesar de pequeno, era confortável e bem tranqüilo. Das cinco mesas, apenas duas estavam ocupadas quando chegamos. Sentamo-nos, e começamos a tomar os sorvetes, animados com aquele lindo dia.&lt;br /&gt;Entre uma colherada e outra, e enquanto eu acariciava sua face delicadamente, Sophia diz:&lt;br /&gt;_Tem alguma pergunta pra mim hoje, meine liebe?&lt;br /&gt;Eu ri de sua pergunta, e respondi:&lt;br /&gt;_Bem, na verdade tenho... É que..._mas não pude concluir meu raciocínio, pois Sophia fizera sinal para que eu me calasse. Olhei para ela, e me parecia preocupada ou atenta a algo. Subitamente ela diz, quase sussurrando:&lt;br /&gt;_Aja com naturalidade.&lt;br /&gt;Eu assenti com a cabeça, ao mesmo tempo em que ouvi a porta se abrindo, e um grupo de alunos da Academia entrar, conversando e rindo. Na mesma hora, meu sangue ficou mais gelado que aquele sorvete. Engoli em seco, mas segui o conselho de Sophia.&lt;br /&gt;Um dos estudantes nos viu, e logo contou aos outros. Eu sorri timidamente, acenando para eles, que se aproximavam. Eu então disse, com a maior calma possível:&lt;br /&gt;_Olá pessoal... Que bom ver vocês por aqui...&lt;br /&gt;Por dentro, amaldiçoava todos eles, pois já não bastava ter que ficar longe de Sophia por toda a semana, ainda teria que fingir mera amizade, até no Sábado.&lt;br /&gt;Comecei a tomar meu sorvete mais rapidamente, enquanto os alunos conversavam amenidades com Sophia e comigo. Ela, ao ver minha voracidade, passou a fazer o mesmo, para sairmos dali o quanto antes.&lt;br /&gt;Ao fim daquele doce, nos levantamos e dissemos aos alunos:&lt;br /&gt;_Desculpem, mas temos que ir agora. Reunião dos professores às sete horas, hoje ainda... Nos desejem sorte...&lt;br /&gt;Ao sairmos da loja, corremos, sem rumo definido. Apenas corremos juntos, para qualquer lugar, onde poderíamos ficar juntos, sem sermos incomodados...&lt;br /&gt;Corremos (já conseguia acompanhar Sophia sem tanta dificuldade) sem rumo certo, até percebermos que íamos exatamente para o bosque que visitávamos com tanta freqüência. Nosso reduto de paz e privacidade. Nosso templo. Chegamos a um ponto onde já não se ouviam carros ou vozes. Já estava começando a anoitecer, quando nos deitamos aos pés de uma árvore. Toquei no rosto dela, ainda meio sem fôlego da corrida. Disse, a voz falhando:&lt;br /&gt;_Bom... Isso foi divertido, no mínimo...&lt;br /&gt;Ela se limitou a sorrir, recostando a cabeça em meu peito. Acariciei seus longos cabelos, aproveitando aquele momento de extrema tranqüilidade. Sophia sempre dizia que eu a acalmava, mas a recíproca sempre foi verdadeira. Apesar de meu coração sempre acelerar ao vê-la, eu sentia como se pudesse saltar do alto de um prédio, que acabaria sem nem um arranhão. Ela me dava força, me tornava mais vivo. Ela era única.&lt;br /&gt;Após vários minutos de silêncio e inocentes carícias, Sophia me olhou, um pouco mais séria do que antes.&lt;br /&gt;_Ah sim... Você me disse que tinha uma dúvida, Mikhail. Pode me perguntar!&lt;br /&gt;Eu suspirei, coçando a cabeça. Respondi:&lt;br /&gt;_Bem, é que eu queria saber porque esconder nosso relacionamento, agora que sei que você é o que é...&lt;br /&gt;A garota sorriu, beijando meu rosto. Então sussurrou, próxima ao meu ouvido:&lt;br /&gt;_Preciso te proteger dos outros vampiros, querido. Existem vampiros que fariam de tudo para me machucar, até tirar o que tenho de mais valioso. E atualmente, você é o meu maior tesouro. Se algum deles se aproximar de você, nem imagino o que poderiam fazer...&lt;br /&gt;Sophia abaixou a cabeça, entristecida. Eu ergui seu rosto, beijando seus lábios carinhosamente. Disse então, num sussurro:&lt;br /&gt;_Meu amor... Não tem problema... Eu enfrentarei tudo, junto de você!&lt;br /&gt;Ela sorriu, mas sua voz ainda parecia enfraquecida:&lt;br /&gt;_Sei disso... Me desculpe por amarrar seu destino ao meu... Te amaldiçoar...&lt;br /&gt;_Não diga isso!_ Eu disse _Eu escolhi esse caminho, Sophy... E agora, vou com você até o fim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela olhou pra mim em silêncio. Logo depois, me abraçou forte. Parou por um momento, se levantando em seguida, parecendo assustada. Eu olhei para ela, sem saber o que dizer. Estava me levantando, quando ela disse, a voz aflita:&lt;br /&gt;_Eles estão aqui... Vieram atrás de mim...&lt;br /&gt;Eu olhei em volta, tentando enxergar qualquer vulto ou movimentação entre as árvores. Já era noite, e não havia lua. Uma chuva se formava, o que diminuía ainda mais a minha visibilidade humana. Sophia adquiriu uma posição defensiva, se postando à minha frente. Sua respiração estava tensa, como todo aquele clima em volta de nós dois.&lt;br /&gt;Após um relâmpago, pude ver claramente cerca de três silhuetas, espalhadas, há no máximo 10 metros de distância de Sophia. Uma das vozes, rouca, disse:&lt;br /&gt;_Finalmente te encontramos, Von Klaus... Finalmente...&lt;br /&gt;Engoli em seco, um arrepio subindo pela minha espinha. Aquela voz com certeza não era humana. Parecia sádica e violenta. Sophia respirava fundo. Aparentemente, ia partir para o ataque. Senti-me inútil, um peso morto. Pelo menos não ia atrapalhar. Me encostei na árvore, imóvel. Mal conseguia respirar.&lt;br /&gt;Os três vampiros avançaram para Sophia, ela ainda imóvel, uma aura arroxeada em volta dela. Já sabia que ela tinha habilidades relacionadas ao Elemento Espírito, mas nunca havia visto utilizá-las. O primeiro vampiro que tentou tocá-la, acabou se queimando com aquela aura. Os outros recuaram, ao ver que seria mais difícil do que parecia.&lt;br /&gt;Aquele que se queimou em contato com Sophia, decidiu mudar seu alvo para mim, enquanto os outros dois distraíam a garota. O vampiro avançou velozmente na minha direção. Ofegava, aparentemente sem consciência do que fazia. Colocou a mão em meu ombro, apertando-o com força, as unhas começando a entrar em minha pele. Gemi de dor, meu sangue começando a escorrer por entre os dedos do vampiro. Pude notar Sophia se virando rapidamente para me ver, olhando de esguelha, enquanto lutava com os outros dois, acertando-os com aquela aura. Não pude ver o seu rosto com clareza, pois o líder daquele pequeno grupo estava na minha frente, o olhar fixo em mim.&lt;br /&gt;Começou a aproximar o rosto do meu pescoço, mas parou. Subitamente uivou, arrancando as unhas do meu ombro e correndo de volta aos colegas, segurando a mão suja com meu sangue.&lt;br /&gt;Por algum motivo, meu sangue pareceu ter queimado a mão daquele vampiro. Ele disse, a mesma voz rouca de antes:&lt;br /&gt;_Aquele garoto não é normal... Deixem-no pra depois... Acabem com a Von Klaus de uma vez!&lt;br /&gt;Os três partiram pra cima de Sophia, eu impotente, caído no chão. Meu braço direito tremia, a dor em meu ombro se espalhando. Minha visão estava embaçada, não conseguia ver Sophia lutando com aqueles vampiros. Só percebia aquela aura arroxeada aumentava cada vez mais, envolvendo a todos ali. Alguns minutos depois, ela encostou em meu rosto, dizendo:&lt;br /&gt;_Meine Liebe... Você está bem?&lt;br /&gt;Estava estático, com o rosto no chão. Meus olhos já se acostumavam com a escuridão, então, ao olhar para Sophia, pude ver seu sorriso, ao notar que eu estava bem. Ela então sussurrou, me ajudando a me levantar:&lt;br /&gt;_Está tudo bem agora... Eles já foram...&lt;br /&gt;Olhei em volta, ainda aflito. Depois de ver que não havia mais nenhum vulto se movendo por ali, abracei a garota, apesar da dor em meu ombro. A dor física não era nada, se comparada ao prazer que sentia ao me lançar em seus braços. Trovejou mais uma vez, e uma forte chuva começou a cair, nos molhando totalmente em poucos minutos. Sophia, se levantando, disse:&lt;br /&gt;_Venha, Mikhail... Vamos voltar para a Academia... Vou cuidar do seu ferimento lá...&lt;br /&gt;Eu respondi, a voz ainda fraca:&lt;br /&gt;_Só não encoste no meu sangue, por favor...&lt;br /&gt;Levantei-me com dificuldade, ofegando. Ela me perguntou, intrigada:&lt;br /&gt;_Por quê?&lt;br /&gt;_Eu não sei...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6555487550404030298-9020222545631751116?l=murmure-delame.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://murmure-delame.blogspot.com/feeds/9020222545631751116/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2009/09/cronica-2-endless-chase-perseguicao-sem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/9020222545631751116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/9020222545631751116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2009/09/cronica-2-endless-chase-perseguicao-sem.html' title='Crônica #2: Endless Chase'/><author><name>Pris</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08399235369260638749</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr4xfwgKW84/SsqOfVBhxSI/AAAAAAAAAAM/CbhPKDsFQ1k/S220/bibdsibv.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6555487550404030298.post-6254880711542251973</id><published>2009-09-02T22:48:00.006-03:00</published><updated>2010-03-20T16:05:01.915-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='um'/><title type='text'>Crônica #1: Night Flowers and Revelations</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Iniciemos então os capítulos da história! Primeiramente, devo esclarecer que esse capítulo é mais como um Prólogo à história. Esta foi uma one-shot (uma história de capítulo único) que escrevi, antes de começarmos a elaborar o enredo dos capítulos seguintes. Vocês perceberão que esse capítulo quase não tem ligação com a trama principal, é mais como uma apresentação dos protagonistas. Enfim, vamos a ele!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Eu sou Mikhail Kreuz, professor de Matemática da Academia Cross, e esta é uma das minhas memórias. Não a primeira, mas com certeza uma das mais importantes e marcantes. Era primavera de 20XX... &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Manhã de Segunda-feira. Normalmente o sinônimo de preguiça. Abri a janela do meu quarto, sem qualquer vontade de fazer qualquer coisa. Porém, qual não foi minha surpresa quando vi um belo Sol invadindo o quarto. Finalmente, o fim do inverno chegara, e a neve dava lugar a um belo (e verde) cenário. Um segundo de pensamento depois, tive uma idéia. Mais como uma lembrança...enfim...&lt;br /&gt;Depois de lavar o rosto e me trocar, mandei uma mensagem para o celular de Sophia, resumida ao máximo: “Primavera. Sair Hoje. 6 da tarde. Praça Central! Te amo!”. Não seria exatamente o pagamento daquela promessa antiga*, mas já era um começo. Fui para a sala dos professores.&lt;br /&gt;Ao entrar, lá estava ela. Sophia, deslumbrante como sempre. Divina, seus olhos brilharam para mim, apenas acenei &lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="em resposta. N￣o" st="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;em resposta. Não&lt;/span&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; podíamos abrir nossa relação para os outros, ainda... Pelo menos fora o pedido dela. Cumprimentei os outros professores timidamente, sentando-me em um canto meio recluso.&lt;br /&gt;Aparentava tranqüilidade, apesar de, na verdade, estar completamente tenso. As horas não passavam. Via os outros professores saírem, voltarem, e o tempo não passava... Eu felizmente não tinha nenhuma aula naquele dia, então pude esperar o horário do encontro sem pressa. Saí do Colégio às cinco e meia da tarde, minha mochila às costas.&lt;br /&gt;Caminhei tranqüilamente em direção à praça, o lugar onde nos conhecemos. Não me esqueci daquele dia, naturalmente. Fora um dos melhores dias de minha vida, como poderia me esquecer? Mas talvez esse fosse tão marcante quanto, senão ainda mais. E foi!&lt;br /&gt;Sentei-me em um dos bancos da grande Praça, esperando por Sophia. Observava curioso um bando de pássaros se juntando nos topos das árvores, tão atentamente que nem percebi a presença dela às minhas costas, dizendo:&lt;br /&gt;_Olá, meine liebe...&lt;br /&gt;E, pulando para o banco, me beijou o rosto carinhosamente. Estava fabulosa, como sempre, os cabelos soltos, levados pela suave brisa primaveril. Usava um vestido preto e longo, com babados e um espartilho da mesma cor. Uma gargantilha cravejada com jóias que eu nem ao menos sabia o nome, fitas negras enroladas em seus braços, terminando nos pulsos, onde se encontravam com um par de luvas de renda, completando seu conjunto. Maravilhosa, Divina... Praticamente irreal...&lt;br /&gt;Após me recuperar do choque de vê-la tão elegante para um encontro casual, enquanto eu me vestira de forma tão simples, disse:&lt;br /&gt;_Oi querida. Vamos?&lt;br /&gt;Levantei-me, estendendo a mão para ela. Sophia tomou minha mão, e começamos a caminhar pela praça, a luz crepuscular ainda batendo na copa de algumas árvores.&lt;br /&gt;_Aonde vai me levar, Mikhail?_Ela me perguntou.&lt;br /&gt;_Vou pagar uma dívida que tenho com você, meu amor..._Respondi, sorrindo.&lt;br /&gt;Ela me fez uma cara meio confusa, então eu sorri, como dizendo: “Espere e verá!”. Caminhávamos mais rapidamente, ela andando com uma suavidade quase espectral, sem tropeçar ou mesmo fazer barulho. Eu também até havia melhorado. Tropeçava menos, caía menos. Estava mais cauteloso, creio eu.&lt;br /&gt;Saímos da praça, onde já começava um bosque. Andamos mais um pouco, por uma trilha bem plana, cercada de árvores altas. Me virei para Sophia, dizendo:&lt;br /&gt;_Só mais um pouco, Sophy... Encontrei esse lugar por acaso, e precisava te mostrar...&lt;br /&gt;Deixamos a trilha, subindo uma pequena colina. Chegamos ao topo quando apenas uma fina onda alaranjada podia ser vista por detrás das árvores. Boa parte das estrelas já eram visíveis no céu. Nos sentamos na grama, já na metade do caminho entre a colina e o rio. Sorri para ela, dizendo:&lt;br /&gt;_Chegamos... O show já vai começar...&lt;br /&gt;Ela parecia atordoada, sem saber o que esperar de mim. Olhei pro céu já azul-marinho, salpicado de estrelas, a lua começando a iluminar o topo da colina com sua luz fria, mas aconchegante. Me virei para Sophia, sorrindo. Apontei então para a beira do rio, a luz da Lua começando a tocar a água.&lt;br /&gt;Foi um deslumbre. A margem do rio brilhou, um oceano de flores brancas surgindo ali. A luz da Lua cheia se mesclou ao branco daquelas flores, destacando-as ainda mais na escuridão da noite. Sophia olhava maravilhada para aquela quantidade enorme de flores, formando duas faixas de extrema alvura por toda a extensão visível do rio, quando se espantou ao ouvir um som melancólico, porém bonito.&lt;br /&gt;Ao se virar de novo para mim, lá estava eu, com meu violino em mãos, tocando uma composição suave. Sorri para ela, enquanto empunhava o violino contra meu pescoço. Eu disse então em voz baixa, enquanto terminava aquela melodia:&lt;br /&gt;_Chama-se Dama-da-Noite. Tanto a música como as flores...&lt;br /&gt;O som do violino é naturalmente triste, mas a lágrima que escorria pelo rosto de Sophia não transparecia aquela emoção. Quando terminei de tocar, ela saltou para mim, me abraçando com força. Deixei meu instrumento de lado, abraçando-a e beijando seus lábios intensamente.&lt;br /&gt;_Obrigada... _Ouvi Sophia sussurrar, sua voz maravilhosa enchendo meu peito com uma emoção indescritível. Respondi, também com um sussurro:&lt;br /&gt;_Eu te amo, Sophia...&lt;br /&gt;Permanecemos abraçados por um tempo incontável, quando a senti respirar fundo. Olhei em seus olhos, ela sorria, um anjo sob a luz do luar. Tocou meu rosto, e disse:&lt;br /&gt;_Acho que já posso te contar o meu segredo, Mikhail..._ Olhei pra ela, surpreso. Pensei que aquela era a minha vez de surpreendê-la. Ledo engano. Ela prosseguiu. _Eu não sou um Ser-humano comum, como os outros..._ Ora, disso eu sempre tive certeza. Mas tinha mais. _Na verdade eu sou... Uma vampira...&lt;br /&gt;Olhei para ela, incrédulo. Sorri, sem entender. De fato ela não parecia humana, mas daí a ser uma vampira...&lt;br /&gt;_É verdade, mein liebe... Acredite..._ Disse ela. Eu olhava para ela, tentando organizar meus pensamentos, quando ela abriu a boca, um par de caninos pontiagudos sobressaíam entre aqueles dentes perfeitos. Engoli em seco:&lt;br /&gt;_Não pode ser... Tudo isso... Tudo que eu li, estudei e pesquisei a vida inteira... Tudo... Era real?&lt;br /&gt;Toquei o rosto dela com ambas as mãos, ainda sem acreditar que aquilo poderia ser real. Ela me olhava com um olhar espantado. Talvez ela esperasse outra reação de minha parte. Talvez ela esperasse que eu fugisse desesperado. Ao contrário, a beijei mais apaixonadamente, tomando cuidado com aqueles dentes. Quando soltamos os lábios, disse:&lt;br /&gt;_Eu nunca tinha imaginado que você, uma criatura divina, um anjo, poderia ser uma vampira... Isso só a torna mais interessante, mais...atraente_ E, com sua face incrédula, completei. _Sim, eu sou um weirdo, meu amor...&lt;br /&gt;Ela riu, acariciando meu rosto suavemente.&lt;br /&gt;_Eu sei... E é por isso que te amo, Mikhail.&lt;br /&gt;_De qualquer forma, ainda tem muita coisa pra me explicar..._ disse eu, rindo.&lt;br /&gt;Nos levantamos e caminhamos abraçados por entre aquelas damas-da-noite, brilhando brancas sob a luz do luar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*A "promessa" e a "dívida" entre eles era a de Mikhail levá-la pra ver essas flores que só abrem à noite, e tocar violino pra ela...não necessariamente nessa ordem, nem no mesmo dia, mas...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6555487550404030298-6254880711542251973?l=murmure-delame.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://murmure-delame.blogspot.com/feeds/6254880711542251973/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2009/09/cronica-1-night-flowers-and-revelations.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/6254880711542251973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/6254880711542251973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2009/09/cronica-1-night-flowers-and-revelations.html' title='Crônica #1: Night Flowers and Revelations'/><author><name>Allan Cadarn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01793057454533756849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_AtvAAQe6Oys/SurI_hF6_XI/AAAAAAAAAEs/8JFWSf5cInA/S220/ac-altair8.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6555487550404030298.post-482109827193145498</id><published>2009-08-29T18:33:00.001-03:00</published><updated>2009-10-05T21:56:04.509-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diversos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='introdução'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><title type='text'>Apresentação, Introdução, Observações</title><content type='html'>Bom, primeiro de tudo, olá! Eu sou Priscilla (Pris), e sou a segunda autora/escritora/faz-tudo deste blog! Espero que meu trabalho seja apreciado por quem quer que venha a lê-lo por aqui, afinal, a maior alegria para um escritor é ouvir críticas positivas em relação ao próprio trabalho. Espero mesmo que gostem. E Ah... Qualquer coisa, a culpa é o Al *corre* :x&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu trouxe pra vocês a introdução para a série de crônicas que escrevemos, "Kreuz: Chronicles of a Cursed Blood", uma explicação breve do que se passou antes do início da estória, e algumas observações importantes sobre a mesma. Então, vamos nessa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Introdução&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inicialmente, as personagens principais dessa estória, &lt;a href="http://www.scribd.com/doc/19222255/perfil-Sophia-Von-Klaus"&gt;Sophia&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.scribd.com/doc/19161128/Perfil-Mikhail-Kreuz"&gt;Mikhail&lt;/a&gt;, foram criadas para eu (Pris) e o Allan jogarmos em um fórum que freqüentávamos, cada um com o seu respectivo personagem. O embrião das crônicas foi a One Shot escrita pelo Al, Night Flowers and Revelations, com apoio de amigos importantes, como a Aga (Agatha), que julgava a relação entre Mika e Sophy particularmente meiga. Podemos dizer, então, que a One Shot foi o primeiro capítulo do que, após encorajamentos e pedidos por uma continuação, se tornou a “saga” desse casal água-com-açúcar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convém lembrar que o colégio onde ambos lecionam, a Academia Cross, foi “inspirada” (para não dizer copiada) na idéia da mangaká (desenhista de mangá) Matsuri Hino, em seu Vampire Knight.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Estória&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sophia e Mikhail não sofreram daquele tipo de amor à primeira vista. Na verdade, eles mal falaram um com o outro assim que se conheceram, na festa de início do ano letivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por um ou dois meses, as conversas entre eles se resumiam a acenos tímidos ou cumprimentos rápidos pelos corredores da escola, ou na sala dos professores. A aproximação definitiva só ocorreu em um feriado, após o almoço, quando ambos passeavam pela pequena cidade nas proximidades da escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem muito o que fazer, ambos acabaram por se encontrar, na praça central da cidade, e aí, finalmente puderam conversar calmamente, fosse pela falta de afazeres, ou por um pequeno interesse mútuo em conhecer melhor um ao outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo no começo, as coisas não corriam tão bem, pois ambos tinham problemas em se abrir. Mas depois de algum tempo, a conversa foi se tornando mais fluida, até que já estava absolutamente natural, ao fim da tarde daquele dia. Seus modos de ser convergiam absolutamente, e eles tinham mais em comum do que podiam pensar. Poderiam passar horas juntos, e pareceriam apenas segundos. Em uma tarde, eles se tornaram tudo um para o outro. Tudo aquilo que não puderam enxergar à primeira vista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então, aconteceu. Dali em diante, seriam muito mais que colegas, muito mais que amigos. Mas nada pode ser tão simples nem tão fácil assim. O caminho para o verdadeiro amor é sempre cheio de espinhos e agonia. E a estrada estava apenas no começo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observações&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.      Da estória: Humanos apenas se tornam vampiros se mordidos por um pureblood, um vampiro de sangue puro, algo extremamente raro de se encontrar. Sophia é uma vampira nobre, e, mesmo esta sendo uma categoria influente no mundo de seus semelhantes, ela não tem os mesmos poderes que um pureblood.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.      A Rosa-Cruz é uma associação real, porém, todos os acontecimentos aqui narrados são fictícios, não possuindo qualquer vínculo com a realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.      Vale lembrar que as personagens também são fictícias, os locais onde se passa a estória são escolhidos ao acaso, e as situações e ambientes também são idealizados pelos autores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4.      O material escrito e postado não tem fins comerciais, servindo apenas de entretenimento aos nossos leitores, que são a maior causa da divulgação destes trabalhos. Qualquer problema, dúvida, ou caso desejem re-postar tal material, por favor, mandem-nos um e-mail.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5.      Ficaríamos contentes em saber as suas opiniões. Sempre que quiserem, façam comentários, deixem sugestões, críticas, ou palpites sobre qualquer coisa que desejarem. Receberemos muito bem os comentários de nossos leitores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6.      Observações posteriores poderão ser acrescentadas, de acordo com a necessidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7.      Vocês são a razão principal deste blog. Aproveitem-no! Divirtam-se!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;E ah, esqueci algo importante... Se for diabético, não leia! Glicose pura!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até mais!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6555487550404030298-482109827193145498?l=murmure-delame.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://murmure-delame.blogspot.com/feeds/482109827193145498/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2009/08/apresentacao-introducao-observacoes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/482109827193145498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/482109827193145498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2009/08/apresentacao-introducao-observacoes.html' title='Apresentação, Introdução, Observações'/><author><name>Pris</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08399235369260638749</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr4xfwgKW84/SsqOfVBhxSI/AAAAAAAAAAM/CbhPKDsFQ1k/S220/bibdsibv.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6555487550404030298.post-7443958738859330207</id><published>2009-08-23T22:58:00.001-03:00</published><updated>2009-08-25T09:31:23.768-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diversos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='boas-vindas'/><title type='text'>Welcome!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:'courier new';"&gt;Olá a todos os leitores! Estamos hoje começando esse blog, onde iremos postar nossas histórias, nossos textos e nossos poemas. Eu (Allan) e Pris somos os autores,  e estamos realmente felizes por sua visita! Esperamos seus comentários, críticas e sugestões a respeito de tudo que escrevermos. Queremos, por meio dos posts nesse blog, mostrarmos um pouco do que somos, do que sentimos, e levar até vocês um pouco de entretenimento!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'courier new';"&gt;Desde já, agradecemos sua visita, e divirtam-se!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6555487550404030298-7443958738859330207?l=murmure-delame.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://murmure-delame.blogspot.com/feeds/7443958738859330207/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2009/08/welcome.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/7443958738859330207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6555487550404030298/posts/default/7443958738859330207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://murmure-delame.blogspot.com/2009/08/welcome.html' title='Welcome!'/><author><name>Allan Cadarn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01793057454533756849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_AtvAAQe6Oys/SurI_hF6_XI/AAAAAAAAAEs/8JFWSf5cInA/S220/ac-altair8.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
